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  Bethânia espanta a crise, abre selo e grava terceiro disco em menos de três anos

Arquivo U.M.
Alheia à crise do mercado fonográfico, Maria Bethânia está lançando o selo Quitanda, através do qual coloca nas lojas seu terceiro CD em menos de três anos, Brasileirinho
Que crise que nada. Depois de surpreender o mercado fonográfico, em 2001, ao trocar a multinacional BMG pela então recém-criada gravadora Biscoito Fino, de Olivia Hime e Kati Almeida Braga, e de lançar dois trabalhos por ela (Maricotinha Ao Vivo e Cânticos, Preces E Súplicas À Senhora dos Jardins dos Céus), Maria Bethânia caminha contra a tão propalada crise do mundo do disco e lança seu próprio selo, Quitanda, que é distribuído pela Biscoito Fino e tem como sócia ninguém menos senão Kati Braga. A proposta, segundo Bethânia, é que o selo seja completamente diferente do que se vê por aí no “mercadão”, misturando música, teatro e literatura, em prosa e poesia.
E o primeiro trabalho de Bethânia por seu selo é um CD autoral: Brasileirinho, o terceiro disco dela em menos de três anos (Maricotinha Ao Vivo foi lançado no final de 2001 e ganhou recentemente o disco de ouro; e Cânticos... foi lançado em 2002). Como o nome já indica, o CD tem como mote o Brasil, mas do ponto de vista do sincretismo religioso. Bethânia também explora ao máximo a leitura de poemas, apenas exacerbando o que é uma tradição em sua carreira.
A cantora aborda em diversos momentos a relação entre os santos católicos e os orixás da umbanda, como em São João Xangô Menino (clássico de Caetano e Gil que a própria Bethânia gravara, com a dupla de compositores e Gal Costa, no grupo Doces Bárbaros), e até mesmo o universo indígena é representado na faixa Senhor da Floresta (René Bittencourt e Augusto Calheiros).
A primeira faixa de trabalho, que já está tocando bem nas rádios, é Santo Antônio, de J. Velloso. Ainda na linha do catolicismo há Padroeiro do Brasil, que fala de São Jorge e tem a participação do grupo de choro Tira Poeira), e Sussurana (Heckel Tavares e Luiz Peixoto), com Nana Caymmi.
No lado da umbanda, as referências mais claras são em Salve As Folhas (Gerônimo e Ildásio Tavares), com a participação do grupo Uakiti e a leitura, feita por Ferreira Gullar, do poema O Descobrimento, de Mário de Andrade; Cabocla Jurema (domínio público), com citação de Ponto de Janaína (D.P.
Reprodução
Outro lançamento do selo Quitanda é Vozes da Purificação, de Dona Edith do Prato. Ela esbanja suingue raspando a faca no prato, em músicas na maioria de domínio público
) e participação de Miúcha, além da leitura do poema O Poeta Come Amendoim, também de Mário de Andrade, por Denise Stoklos; e Purificar O Subaé (Caetano Veloso), com um trecho de Cantiga para Janaína (2) (D.P.) e leitura de Poema Pátria Minha, de Vinicius de Moraes. Também é possível ver ecos da religião em Yáyá Massemba e Ele É O Meu Capitão.
O disco acaba com a bela Melodia Sentimental, de Villa-Lobos e Dora Vasconcellos. Nada comercial, como quer Bethânia.

Samba de roda na voz de Dona Edith

O segundo trabalho do selo Quintanda traz o samba de roda de Dona Edith da Purificação, 72 anos, conterrânea de Bethânia e Caetano da cidade baiana de Santo Amaro da Purificação, no CD Vozes da Purificação. Ambos, aliás, participam intensamente do disco. Bethânia – que gravara com Dona Edith em seu disco Ciclo, na faixa Filosofia Pura – canta no pot-pourri Quem Pode Mais, Dona de Casa e Eu Vim Aqui. O mano Caetano – responsável pelo “surgimento” musical de Dona Edith, ao lançá-la em seu LP Araçá Azul – participa diretamente, cantando, e indiretamente de Minha Senhora, pois a faixa traz como música incidental How Beautiful, do filho Moreno Veloso.
Outro ponto em comum entre Brasileirinho e Vozes da Purificação é a presença de J. Velloso, que, além de produzir este último, assina Raiz, música incidental que aparece em Casa Nova, que ainda tem a participação de Mariene de Castro. À exceção de Hino de Nossa Senhora da Purificação, de Carlos Sepúlveda, que aparece de forma incidental em Viola Meu Bem, todas as demais canções são de domínio público. Entre elas, Marinheiro Só, Tombo do Pau, Senimbu E Calolé, Ai Dindinha (com Mené Barreto) e Santo Amaro Ê Ê (com Erlon Portugal).
Em todas as 13 faixas do disco – que foi lançado inicialmente em 2002, numa tiragem limitada – Dona Edith aparece tocando de forma bem suingada seu tradicional prato e cantando acompanhada do grupo Vozes da Purificação, formado por sete septuagenárias vozes femininas.


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  Biscoito Fino lança selo infantil
   Disco:  Brasileirinho, Vozes da Purificação e Samba pras Crianças
     Ficha técnica, faixas e compositores

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