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  ‘É Pan ser Pan’

Divulgação
Um dos concorridos shows da turnê de Um Passo Ao Céu. Embora não seja contra os fãs-clubes, Pamela também não é totalmente a favor. Ela possui um clube de amigos com quem conversa e ora constantemente
O sotaque é paulista, mas ela é pernambucana de Recife. A voz também engana a idade: os 20 anos parecem ser apenas 15. Mas é claro que o cabelo moreno, liso e comprido, o rostinho angelical e o jeito de menininha – características que suscitam comparações a Sandy – também colaboram.
Em estúdio gravando seu quinto disco, o segundo pela MK Publicitá, Pamela tirou uma tarde da agitada turnê do disco Um Passo Ao Céu para conversar com a equipe do Universo Musical. No papo, bastante descontraído, a cantora – que morou toda a infância e adolescência em Guaratinguetá, interior de São Paulo, mas desde abril está radicada no Rio – falou sobre esse disco, o contrato com uma das maiores gravadoras gospel brasileira, a carreira antes da fama e um pouco de sua vida particular.
“Estou solteira, mas um grande amor é sempre bem-vindo”, afirma a bem-humorada cantora, que é fã de cinema e academia.
Um Passo Ao Céu foi lançado no início de 2003, e traz 11 músicas marcadas pelo pop adolescente que, na música secular, encontra referências em Britney Spears, Christina Aguilera e na própria Sandy. São 13 faixas, assinadas por compositores experientes como Chocolate, Wagner Carvalho (produtor do disco), Alda Célia, Lenilton e Bené Gomes, entre outros. Músicas que vão do pop dançante Caminho da Perfeição – que ganhou uma versão remix de bastante sucesso, incluída no CD Arrebatados – ao romantismo de Um Verso de Amor, que traz a participação de Alex Gonzaga e foi incluída na coletânea Amo Você Vol. 9.
“Cada música é uma caixinha de surpresas”, define Pamela, que assume: o CD é voltado para o público adolescente e traz como referência o pop americano.
Confira abaixo na íntegra a entrevista exclusiva com a cantora, realizada na sede da gravadora MK Publicitá, no Rio.

Antes de vir para a MK, você lançou um disco pela Zecap. Como foi aquele trabalho?

Tudo Que Sou foi um CD bonito, bem produzido, mas não foi bem divulgado. A gente fez um CD muito baseado em versões. Foi o meu primeiro disco por uma gravadora, onde eu comecei a aparecer.

Na época em que seu CD foi lançado, a Zecap tinha em você uma revelação jovem...

Sim. Eles queriam trazer essa proposta, de uma revelação musical no meio jovem. Só que pelas limitações da gravadora o trabalho não pôde crescer muito – ele cresceu até um ponto e depois parou. Mas foi muito bom para mim, porque eu aprendi muita coisa, conheci bastante gente, bastante coisa nova, várias oportunidades. Uma dessas oportunidades que surgiram na minha vida foi a MK.

A MK conheceu o seu trabalho através da Zecap?

Sim. Em 2002 eu fiz um show em Vitória, no Espírito Santo, chamado “Jesus Vida Verão”, um dos maiores do litoral, e tinha uns representantes da MK. Eles já tinham ouvido falar de mim e me conheceram lá. E aí surgiu a oportunidade, e graças a Deus hoje está um sucesso total o Um Passo ao Céu. Foi uma coisa rápida. Eu havia lançado o meu CD há uns 10, 11 meses, aí fiz o show em janeiro e em junho eu estava na MK. Ainda tinha contrato com a gravadora, mas eles entraram em acordo. Houve uma rescisão e hoje eu estou aqui, graças a Deus.

Musicalmente mudou alguma coisa?

Muito, porque, quando se grava versão, se você não tiver uma boa direção, uma boa produção vocal, você acaba imitando. E para gravar um CD com 13 canções inéditas você tem que ser você e pronto. É complicado. Então eu tive um acompanhamento, sim. Até hoje eu tenho, e não pretendo parar, porque a gente tem que procurar melhorar a cada dia, dar o melhor de si. Ainda mais quando a gente faz o que gosta. Fazendo pra Deus, então, a gente tem que fazer o melhor sempre.

E artisticamente, o que mudou vindo para a MK?

A MK quer atingir o público teen, porque o adolescente cristão hoje não tem muitas opções para escutar. E a gente veio para preencher essa lacuna. Muitos jovens cristãos acabavam procurando algo na música secular, e isso, pra nós que somos evangélicos, não é muito bom. A MK mostrou que o Povo de Deus também tem seu espaço. Então artisticamente também mudou, porque as músicas são superagitadas, badaladas, ritmos modernos, bem americanizadas. É um CD bem pop, com bastante batida eletrônica. Então a gente tem que entrar no clima da música. A galera pode ver isso nas produções dos clipes, que sempre têm coreografias, bailarinos. A gente sempre está procurando passar tudo de mais moderno, mas sempre com um objetivo, que é louvar, adorar a Deus. Você pode dançar, cantar, se divertir e estar louvando a Deus ao mesmo tempo.

Seu outro disco também tinha uma linha pop juvenil?

Foi um CD mais sério, com músicas mais de adoração. Foi um CD em que não tinha 100% a cara da Pamela. Mas foi um CD maravilhoso, porque eu pude crescer muito a partir dele. Não que Um Passo Ao Céu não tenha músicas de adoração. Tem músicas belíssimas de adoração, de compositores consagrados, como Bené Gomes, Alda Célia, tem uma música do Lenilton, ex-Novo Som. O repertório está bem mesclado, está bem dividido, tem pra todos os gostos. Tanto que a gente acabou não atingindo só o público teen, mas as crianças abraçaram o CD com muito carinho. E o pais também. Isso é legal, porque tem unido a família.

E os seus discos independentes, quando foram lançados?

Eu canto desde os 8 anos de idade. Com 15, eu gravei o meu primeiro CD independente. Com 16, gravei o segundo. Foram CDs que meu pai fez, de forma bem amadora. Com 18, eu gravei o CD pela Zecap. E agora, com 20, estou lançando Um Passo ao Céu.

Você também tem músicas românticas no CD...

Sim, são duas: uma é do Lenilton e a outra é do Dereck com o Davi Fernandes, e é uma música que eu canto com o Alex Gonzaga (Um Verso de Amor). Para mim foi uma grande honra ter uma voz tão linda como a do Alex, uma pessoa maravilhosa, um grande amigo, participando do meu CD. Só enriqueceu o disco. Quem não estiver apaixonado e escutar essa música, vai ficar. É muito bonita. O Alex é um excelente cantor. Sou fã dele, e ele sabe disso.

Fale sobre a música que dá nome ao CD.

Um Passo ao Céu é uma música de um compositor de Vitória, o Chocolate, um grande poeta. Essa música é uma poesia. Foi gravado um videoclipe maravilhoso, o primeiro gospel a ser feito totalmente em computação gráfica. Acho que o caminho é esse. O Povo de Deus tem que mostrar que também pode fazer o melhor.

Você é a favor de os evangélicos gravarem músicas românticas?

Com certeza. Acho que as pessoas evangélicas também amam, também gostam de cantar pro namorado, pro esposo. É diferente o amor entre marido e mulher no meio evangélico e no meio secular. E ainda colocando mensagens de Deus, fica muito bonito. Tanto que as pessoas que não são evangélicas escutam essas músicas românticas e se apaixonam, porque é uma coisa tão pura, tão sincera, sem malícia, não menospreza a mulher.

O Novo Som aparece duas vezes no CD: uma com um ex-integrante, o Lenilson, e com o Alex. Você gosta do grupo?

Muuuuuuuuuuuito. Sou fã, gente! (risos) Eles são meus amiguinhos do coração. O Mito também tocou pino no CD, o Geraldo tocou na música O Sonho Não Tem Fim. O Alex, então, nem se fala.

Quem mais você gosta de ouvir?

Oficina G3. Adoro!

Você é romântica?

Sou.

Você tem namorado?

Não. Estou solteira. Estou numa fase em que estou trabalhando bastante, viajando muito, então a minha mente está mais voltada pro trabalho. Quero me dedicar à música, mas um grande amor sempre é bem-vindo. (risos)

Você pensa em compor?

Penso. Já escrevi algumas coisas. Eu faço muita poesia. No CD anterior tem versões que são minhas. Sou muito romântica, então gosto de escrever. Mas vamos ver se no próximo entrar. Provavelmente sim.

Já tem música pronta?

Tenho. Vamos ver, porque o repertório tem que ser escolhido pela razão, pelo que é melhor. Se nós virmos que se encaixa no estilo que a gente quer, entra. Se não, fica fora, não tem problema.

Pelo menos mais um CD na MK você tem garantido?

Com certeza. Estou começando agora, ainda tenho um trabalho a desenvolver muito grande. E o investimento que a gravadora está fazendo não é pra parar. É só pra crescer a cada dia. A cada dia a gente vai a lugares diferentes, Deus tem me levado para fora do Brasil também. É um trabalho que está começando a crescer. Ainda está no começo.

Você tem fã-clube? É a favor?

Acho que o artista que diz que não gosta de fã-clube está sendo um pouco hipócrita, um pouco mentiroso. Porque é legal ver o trabalho da gente ser reconhecido. Mas no nosso meio tem que haver limites. E às vezes as pessoas não sabem separar. A gente faz um CD pra Deus. A gente vai na igreja pra adorar a Deus. E às vezes as pessoas acabam ultrapassando um pouco isso. Cabe a nós, cantores, mostrar às pessoas que a honra, a glória e a adoração têm que ser dadas a Deus. Nós somos só instrumentos. Eu e essas pessoas que se dizem fãs somamos um conjunto de adoração a Deus. Até formaram um fã-clube meu, eu chamei essas pessoas e fiz uma proposta diferente a elas, pois já ia começar a haver críticas. Falei para fazermos um clube de amigos. É uma proposta nova que vai ser lançada no site, o Clube da Pan. Um clube onde se vai conhecer pessoas, fazer amigos. Uma vez por semana todos se reúnem para fazer interseções, orações. Sempre vai ter festas de confraternização. São pessoas que gostam das mesmas coisas, independente de gostar do CD da Pamela.

Fale sobre você.

Tenho 20 anos e nasci em Recife, mas fui para São Paulo quando tinha 6 anos. De lá fui para o interior, Guaratinguetá, onde minha família mora até hoje. Agora estou no Rio de Janeiro. Quando eu vim pra MK, decidi trancar a Faculdade de Administração, onde estava no segundo ano. Meus pais me apoiaram. A família conta bastante.

Fora a música, o que você gosta de fazer?

Sou meio viciada em academia. Desde os 15 anos que eu gosto muito de malhar. Agora eu parei um pouco por causa do ritmo de viagem. Gosto também de ir ao cinema, comer besteira, pipoca, chocolate, tudo que engorda. Gosto de comer bem – comida chinesa, japonesa. Gosto de sair com minhas amigas, de ir ao shopping. Gosto de gastar, de comprar roupa (é tudo de bom!). Gosto muito da minha igreja, do meu pastor, das minhas amigas. Lá eu me sinto acolhida. É a minha segunda família. Sou muito caseira também. Gosto de ficar em casa, respondendo meus e-mails, que são muitos, e adoro cantar, fazer o que eu faço. Eu acho que não trabalho.

Você tem algum sonho de carreira?

Tenho. Eles já estão começando a ser realizados...

Você, muito nova, já é contratada de uma das maiores gravadoras gospel brasileiras, feito que muitos experientes não conseguiram. Ainda falta alguma coisa?

O que eu tinha pra pedir de material foi uma gravadora. E Deus preparou pra mim. Trabalho em uma gravadora que sabe o que faz, que investe mesmo no que ela tem certeza que vai dar certo. E agora a única coisa que eu peço pra Deus é que me dê cada dia mais saúde, que eu possa sempre ser o que eu sou. Que coloque sempre pessoas do meu lado que me aceitem do jeito que eu sou, que não mudem minha cabeça, meu jeito de ser. É isso que eu peço a Deus: é Pan ser Pan, Pamela ser Pamela. A partir do momento em que passa a ser o que as pessoas querem que a gente seja, em primeiro lugar a gente deixa de ser feliz. Se a gente faz as coisas sem felicidade, sem metas, sendo aquilo que a gente não quer, eu acho que não adianta fazer.


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   Disco:  Um Passo Ao Céu
     Ficha técnica, faixas e compositores

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