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  Jorge Vercilo mantém a sonoridade vencedora em seu novo disco, Livre

Arquivo U.M.
Durante a turnê de Elo, Jorge Vercilo fez shows memoráveis no Canecão, no Rio. Em um deles, recebeu das mãos de uma tia o disco de ouro pelas 100 mil cópias vendidas
Em dezembro de 2001, Jorge Vercilo fez o show de encerramento da turnê de Leve – disco que estourou as músicas Final Feliz (com Djavan), Leve, Órbita e Quando A Noite Chegar nas rádios MPB e “adulto-contemporâneas” – no Teatro da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, um espaço que, mesmo pequeno, não estava completamente lotado, mostrando que o público do cantor ainda estava restrito. Na ocasião, a banda, fazendo uma surpresa para Vercilo, mostrou o que seria a primeira música de trabalho de seu próximo disco, que começaria a ser gravado em janeiro de 2002. Que Nem Maré demonstrou ali mesmo que tinha cheiro de sucesso e deixou no ar a impressão de que o estouro nacional do cantor estava próximo.
E não deu outra. Veio 2002, e Que Nem Maré tomou de assalto não só as rádios MPB e “adulto-contemporâneas”, mas as populares e as jovens, as pistas de dança (graças ao remix da canção, assinado pelo DJ Memê), a TV e, é claro, os shows. No Rio, Vercilo fez apresentações memoráveis no Canecão, sempre lotado (em algumas ocasiões foi preciso até fazer sessões extras), e chegou até a lotar o gigante ATL Hall. No resto do Brasil não foi diferente, em um total de mais de 150 shows em um ano e meio.
Elo teve como destaques ainda Homem-Aranha, na mesma linha pop-dançante de Que Nem Maré, a densa balada Fênix, parceria de Vercilo com Flávio Venturini que foi tema da mini-série global “A Casa da Sete Mulheres”, e O Reino das Águas Claras, tema do programa infantil “O Sítio do Picapau Amarelo”, também da Rede Globo. Pouco para um disco de 13 faixas, com outros ótimos momentos como Do Jeito Que For, Suspense e Amanheceu. Mas o suficiente para o CD vender 250 mil cópias, a melhor marca de sua gravadora, a EMI, no ano, depois dos Tribalistas, e elevar Vercilo à condição de pop-star. E não só como cantor – Vercilo tornou-se um dos compositores mais gravados do Brasil, por um time bastante eclético, de Só pra Contrariar e Caetano Veloso (Final Feliz) a Adryana & A Rapaziada (Quando A Gente Briga), passando por Maurício Mattar e Jorge Aragão (ambos gravaram Encontro das Águas, sendo que este último fez duo com Vercilo).
Não bastasse o sucesso comercial de Elo, Vercilo também viu sua primeira coletânea, Perfil (Som Livre), estourar nas lojas, alcançando a marca de 100 mil cópias vendidas. O disco, que trazia músicas de seus dois primeiros e obscuros CDs, além de sucessos como Final Feliz, Que Nem Maré e Homem-Aranha (em versão remix), serviu para consolidar a imagem do cantor, com as constantes veiculações do produto na TV Globo.

Livre fecha uma trilogia

Ainda em meio à bem-sucedida turnê de Elo, Jorge Vercilo decidiu abandonar tudo para se dedicar à gravação de seu quinto álbum, Livre, que chega às lojas no dia 23 de setembro. O disco, de dez faixas (mais dois remixes), não foge muito à sonoridade que o cantor imprimiu em Leve e Elo – são músicas pop-dançantes, como Monalisa, Contraste e Invisível, mescladas a baladas, como Asas Cortadas, As Árvores e Filmes. O que foi proposital, segundo o cantor.
“Tenho esses discos como uma trilogia”, diz Vercilo, em coletiva no Rio. “Leve não é o início da minha carreira, mas pra muitas pessoas é. Então nos discos seguintes eu tive que explicar musicalmente quem é Jorge Vercilo. Para mim isso indica uma homogeneidade e uma continuidade de estilo.”
Uma diferença em relação aos dois CDs anteriores está nos elementos afros e latinos que Vercilo procurou imprimir em algumas músicas, como em Ventania e Canavial, respectivamente. Mas o melhor do disco está mesmo no começo. A faixa que abre o CD, e que foi a primeira a ir para as rádios, é a deliciosa Monalisa, que, com seu ritmo dançante e cativante, já conquistou o dial e virou hit. A música, curiosamente, foi a última a entrar para o disco. A idéia da letra surgiu em uma visita recente de Vercilo ao Museu do Louvre, em Paris.
“Fiquei fascinado com a obra de Da Vinci, com aquele quase-rir”, diz Vercilo, citando um trecho da música, cujo refrão diz “Paralisa, com seu olhar / Monalisa, seu quase-rir / Ilumina tudo ao redor / Minha vida, ai de mim”.
Assim com em Leve e Elo, Vercilo fez um remix para a primeira faixa de trabalho. Mas agora uma segunda música também ganhou uma versão para as pistas de dança, Contraste, que, ao que tudo indica, será a segunda música a ir para as rádios. Salsa irresistível, cuja letra remete a alguns momentos de Elo, a música traz um clima praiano, que Vercilo diz remeter à sua infância e juventude.
“Ela mostra a vivência nas praias do Rio, e ao mesmo tempo traz a musicalidade da Bahia, o som tropical do Brasil”, afirma o cantor.
A balada Asas Cortadas também traz um quê de carioquismo, ao citar o mar, o céu e o maciço da Tijuca. Invisível retoma o clima pop-dançante-romântico e tem tudo para virar radio-hit. A seguir, mais duas baladas românticas, Xeque-Mate (cuja letra faz uma brincadeira com o jogo de xadrez) e As Árvores, bem no estilo vercilano.
Ventania, um pouco mais agitada, é uma bonita declaração de amor do cantor à mulher, Gabriela. Filmes é a mais densa balada do disco, vide a presença de violinos, violas, cello, contrabaixo acústico e outros instrumentos. Destaque para o sax tenor de Sérgio Galvão e o piano acústico e Rhodes de Paulo Calasans, produtor de Livre.
A música que dá nome ao disco tem um clima de fim de tarde em uma praia do Rio de Janeiro, vendo o pôr-do-sol e bebendo uma água de coco. “Um no Leme outro no Leblon / Vendo a lua, os dois estão / Sente a brisa bater / Voa sem brevê”, diz a letra. O disco acaba com a já citada Canavial, com um show do percussionista João Bani.

Em busca do ineditismo

Livre chega às lojas junto com um DVD, que será vendido separadamente (haverá uma edição do DVD que trará um CD como bônus). Quem pensa que, no disco audiovisual, poderá ver um show de Vercilo cantando seus principais sucessos está muito enganado. O DVD traz as mesmas músicas do CD, tocadas pela banda no estúdio, mas há alguns extras, como uma entrevista com o cantor, que também mostra sua vida em família, o clipe de Homem-Aranha e outros. Segundo Vercilo, a idéia de não reler seus sucessos vem ao encontro de sua busca pelo ineditismo.
“Me deu um alento muito grande fazer esse DVD porque ele é de estúdio, com material inédito, e não um show com todo mundo cantando Que Nem Maré. Ninguém agüenta mais Que Nem Maré, nem eu!”, diz Vercilo, rindo. “Não apóio a cultura da regravação, acho uma postura covarde de artistas e gravadoras. O brasileiro tem muito a mostrar. O ineditismo é muito importante.”
Dez grandes canções inéditas, em mais um ótimo CD de Jorge Vercilo. Um nome que, embora ainda não muito compreendido por alguns, marcou a música brasileira neste início de século XXI. Salve Jorge.


Veja mais:


  Entrevista com Jorge Vercilo: “estou me sentindo realmente livre pra cantar”
   Disco:  Livre
     Ficha técnica, faixas e compositores

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