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  Rock setentista do Deep Purple vence a desorganização

Embora não solte mais os agudos dos anos 70 e 80, o vocalista do Deep Purple, Ian Gillan, continua carismático como sempre. No show do ATL Hall, ele brincou e conversou com a platéia o tempo todo
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Era público e notório: ao contrário do que acontecera em Recife e Goiânia e ainda aconteceria em Porto Alegre, Curitiba e São Paulo, não haveria banda de abertura no show do Deep Purple no ATL Hall, no Rio, no dia 16 de setembro. Mas, pouco menos de três horas antes do show, a casa de espetáculos foi avisada pela produção da Kaiser Music que haveria, sim, o show, de uma banda nova, a Laguna. Que foi até correto, mas mostrava apenas o início dos problemas da noite.
Já com quase meia hora de atraso, um locutor vem a público se desculpar pela retirada das mesas que estavam à frente do palco (e que custaram de R$ 80 a R$ 100 cada assento), ficando só mesmo as cadeiras. “Foi a pedido dos músicos”, justificou o tal locutor, levando uma sonora vaia do público que ainda estava chegando.
Começa o show, logo com um clássico dos cinqüentões: Highway Star. É óbvio que o público todo saiu das cadeiras e foi para a frente do palco, disputar espaço com... os fotógrafos, que não ganharam um local próprio trabalhar (um espaço entre uma grade e o palco), como de costume. Foram cotoveladas, discussões, empurra-empurra (só faltou o mosh) completamente involuntárias de ambas as partes. Enquanto isso, o público que comprou por R$ 60 o setor “platéia” – e esperava ficar de frente para os ídolos – ficou restrito ao fundo da casa.
Fã do Deep Purple e do rock dos anos 60 e 70 em geral, o estudante de Informática Bruno Ferreira, de 27 anos, que comprou o setor “platéia”, se decepcionou quando viu o local onde ficaria. “Quando cheguei e vi que só iria ficar até ali, atrás, não gostei. O show acabou sendo só para as pessoas da frente mesmo”, reclamou.
Seu amigo Carlos Farias, 26, analista de sistemas, também saiu chiando, mas procurou contemporizar. “Tudo bem, consegui ver tudo. Mas se fosse show do Iron Maiden eu iria pular lá pra frente e ninguém ia ver”, disse ele, ressaltando o ponto mais importante disso tudo: para quê mesas e cadeiras num show de rock pesado? “Deep Purple não é para ouvir em bar. Imagina que eu vou para um show do Deep Purple para ficar sentado tomando cerveja”, alegou Carlos.

Cinqüentões fazem o show do ano

Alheios a esses problemas, os cinqüentões do Deep Purple deram um verdadeiro show, em todos sentidos, tanto em som quanto em simpatia e carisma. Certamente o melhor do ano até aqui. Foi a quarta aparição deles no país. Desta vez, vieram divulgar o álbum Bananas, recentemente lançado pela EMI.
A trinca original estava impecável. O vocalista Ian Gillan (58), se não consegue repetir os mesmos agudos dos anos 70, se esforçou (e muito) para isso, além de ser muito simpático e de brincar a platéia, falando o tempo todo em inglês como se todo mundo o estivesse entendendo. A cozinha também foi nota 10: o baterista Ian Paice (55) não é um Neil Peart, mas empolgou o p
O grupo mostrou que ainda é uma das melhores bandas de rock do mundo, empolgando o público com sucessos como Smoke on The Water e músicas do novo disco, Bananas
úblico com seus solos raivosos, assim como baixista Roger Glover (57), que comandou até palmas.
Mas os “novatos” não decepcionaram. Embora muitos reclamassem (ainda) da ausência de Ritchie Blackmore, Steve Morse (49), seu substituto desde 1996, fez um belo front com Gillan e não deixou a desejar. Mas melhor ainda foi o tecladista Don Airey, substituto de Jon Lord desde 2002, que roubou a cena em diversos momentos, como quando misturou bossa nova com a trilha de “Star Wars”. Boa surpresa para muitos.
Além de Highway Star, os ingleses mostraram outros eternos clássicos como Woman from Tokio, Lazy, Rush, Perfect Strangers, Knocking at Your Back Door, Black Night e, é claro, Smoke on The Water, todas acompanhadas ao berros – e aos pulos – por pais e filhos. Do disco novo, entre outras, mostraram Haunted (o primeiro single), Contact Lost, I Got Your Number, Silver Tongue e House of Pain. Mescladas aos antigos sucessos, as novas músicas pareciam clássicos, e foram bem recebidas pela platéia. “Unbelievable” (inacreditável), repetia a todo momento Ian Gillan.
E foi depois de uma canção nova, House of Pain, que o tecladista Don Airey fez a primeira graça da noite. Misturou música clássica, rock progressivo, Garota de Ipanema, Chega de Saudade e até mesmo a música-tema do filme “Star Wars”. Meio perplexo, o público não teve nem tempo de entender direito o que estava acontecendo, já que Airey emendou logo o hit Perfect Strangers, que levou o ATL Hall abaixo.
A seguir, mais um momento de estrelismo solo. O guitarrista Steve Morse também resolveu mostrar algumas coisinhas alheias e tocou apenas trechos de uma salada roqueira, que começou com Sweet Child o’ Mine, do Guns and Roses (vaiada por alguns), e seguiu com Jimi Hendrix (Little Wing), Led Zeppelin (Whole Lotta Love) e outros até terminar com Here Comes The Sun, dos Beatles. Mais uma vez não houve tempo de respirar: Gillan voltou para o palco mandando beijinhos pra platéia e cantando Smoke on The Water, para encerrar o show em grande estilo.
Ao contrário do que tem acontecido em shows no Rio de Janeiro, em que o público, estranhamente frio, não tem pedido insistentemente bis, os roqueiros que estavam no ATL Hall exigiram e os ingleses voltaram correndo cantando mais um clássico, Rush, com um show à parte de Airey. O fim não foi menos apoteótico: Black Night, que pôs todo mundo de pé. “Inacreditável. Vocês são fantásticos”, disse o simpático Gillan, que, depois de cantar, continuou no palco para pegar alguns presentes da turma do gargarejo, os mesmos que involuntariamente atrapalharam os fotógrafos. Mas, no final, até esses já tinham esquecido os “perrengues” do início do show. O rock venceu.


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