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  Roqueiros cariocas se unem contra a crise

O vocalista do Jimi James, Vital, mostra um pouco do rock raivoso de sua banda, uma das quatro que participaram também do primeiro Tributo
Foi um festival de camisetas pretas. Os roqueiros independentes do Rio de Janeiro fizeram a festa no lançamento do CD Tributo Ao Inédito 2, que aconteceu no dia 8 de setembro, no Centro Cultural Constituição, no Centro da cidade. O evento contou com shows das dez bandas que participam do projeto, tocando sozinhas ou em jams algumas das 20 músicas do disco.
No CD, cada banda toca duas músicas. Apenas quatro grupos participaram também do projeto anterior, lançado em julho de 2002: Jimi James, Mandril, Jason e Zumbi do Mato. Além da entrada de novas bandas (Djangos, Nelson e os Gonçalves, Gabriel Muzak, MarthaV, Grave! e Cabeçudos), a diferença do Tributo 2 para o anterior é que desta vez o projeto vem bancado por empresas privadas, terá distribuição em lojas e será divulgado em festas pela cidade até, no mínimo, março de 2004.
Tudo, então, para superar a marca de 3.000 cópias vendidas do primeiro Tributo, marca considerada bastante positiva pelas bandas. “Vendemos 3.000 cópias começando a divulgação bem depois do lançamento do disco. Agora, que começamos a divulgação ao mesmo tempo, com esse show de hoje, as festas que vão acontecer, esperamos agregar mais pessoas”, disse Vitor Rocha, produtor do grupo Zumbi do Mato e organizador dos discos e dos shows.
Quase todas as 20 faixas do Tributo são realmente inéditas – a única exceção são as duas do ex-Funk Fuckers Gabriel Muzak, Samba Dia e Rude Boy, que fazem parte de seu primeiro CD solo, Bossa Nômade. Para Vitor Rocha, o Tributo não apenas ajuda as bandas a se projetarem, mas a vencerem as dificuldades do mercado fonográfico. “Produzir um CD hoje é muito caro, e aqui elas fazem um esquema de cooperativa”, explicou o produtor.
O guitarrista do Mandril, Marcelo Pulga, assina embaixo. Sua banda, uma das mais interessantes do projeto, surgiu a partir de dissidências do grupo Piu-Piu e Sua Banda e foi uma das precursoras do Tributo, ao participar do show “Os Três Mais”, com Leela (que fazia parte do Tributo 1 e ficou de fora do segundo) e Jimi James. Dizendo-se “colocado no mapa” a partir do primeiro Tributo, Marcelo acredita que o projeto é a prova de que as bandas não podem ficar esperando as chances caírem do céu.
“Todo mundo quer ver sua música amplificada, mas as gravadoras não estão investindo. O Tributo é a afirmação disto: não dá para ficar parado esperando as gravadoras”, disse o guitarrista, que, com o Mandril, lançou o EP Música Perfeita para Estar na Novela das 8 e já prepara o segundo, com previsão de lançamento para abril de 2004, depois dos shows do Tributo.
Com dois discos lançados e caminhando para o terceiro, o irreverente grupo Zumbi do Mato, formado em 1989, é o mais experiente da turma. Nada que os impeça de continuar participando do projeto como se fosse uma banda iniciante. “Para a gente, este projeto não é um trampolim. Gostamos é de tocar”, disse o vocalista Löis Lancaster, uma mistura de Renato Russo com Raul Seixas, um pouco mais, digamos, performático.
Embora reconheça que o público da banda cresceu após o primeiro Tributo, o cantor pref
Outra banda remanescente é o Zumbi do Mato, do vocalista e trompetista Löis Lancaster. Mesmo sendo os mais experientes do time, eles fizeram questão de participar. “Gostamos é de tocar”, diz Löis, que é um figuraço
ere não criar expectativas para o novo disco. “É melhor não ter expectativa. As coisas boas são surpresa.”
Mostrando a união do cenário roqueiro carioca, o evento contou também com a presença de bandas que não participaram do projeto, que foram apenas prestigiar os amigos. Para João Rodrigo, do grupo Som da Rua, é preciso fortalecer ainda mais esse cenário. “Este projeto é um não à panela musical”, disparou.
Já Tony, da banda Fullgás, diz que o Tributo é um projeto novo mas vencedor. “Acho uma iniciativa ótima, que permite uma troca de figurinhas entre as bandas. O projeto permite a criação de uma linguagem e de um público comuns entre os grupos”, avaliou.


Grito de esperança

O pequeno teatro do Centro Cultural foi pequeno para receber a grande quantidade de pessoas que foi assistir às bandas participantes do projeto. O show começou a mistura de rock, eletrônica e percussão do Grave!, que, depois de uma música, chamou ao palco MarthaV, que mostrou seu pop-rock melódico.
Os Cabeçudos vieram a seguir, com seu rock pesado skatista à lá Ramones e Charlie Brown Jr., fazendo uma verdadeira festa no palco com o Zumbi do Mato e suas metáforas infames. “Mulher feia é sinônimo de Arnaldo Jabor”, dizia um dos versos cantados por Löis, que ainda tocou seu inseparável trombone.
O Jimi James também empolgou com a boa e suingada Pegar Ou Largar, com influência de Jorge Benjor, para depois chamar ao palco Nelson e os Gonçalves. Quando esteve sozinho no palco, o grupo do vocalista Nelson Leroux levantou a galera com sua inusitada mistura de música mexicana e rock. Para delírio geral, tocaram A Balada da Pistoleira, cantada toda em espanhol.
Único grupo com passagem por uma multinacional (a Warner Music, onde lançaram Raiva contra Oba-Oba), os Djangos mostraram seu rock pesado com ecos do new metal. Logo depois veio o hardcore do Jason, grupo que, em seis anos de estrada, já lançou três álbuns e fez mais de 200 shows pelo Brasil e pela Europa. Gabriel Muzak e Mandril (vestidos de preto, no estilo The Hives) encerraram o show com a releitura de For No One, dos Beatles.
Nos intervalos entre as bandas, um aparelho de som tocava algumas bizarrices dos anos 80 e início dos 90 que mostravam o bom humor e a faixa etária dos músicos, como o tema do programa infantil “Bozo”, uma versão ao vivo para o “clássico” da lambada Adocica, de Beto Barbosa, e o ícone do rock brega Ursinho Blau-Blau, do Absinto.
Em meio a tudo isso, uma música que está fazendo sucesso nas rádios atualmente quase passava despercebida: Mais Uma Vez, trabalho póstumo de Renato Russo. A escolha da música pode até ter sido casual, mas o verso “quem acredita sempre alcança” ecoava naquele pequeno espaço como um grito de esperança para quem ainda acredita que pode vencer no combalido mercado fonográfico brasileiro.



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