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  Jorge Aragão grava DVD e (mais um) CD ao vivo

O nome do disco já diz tudo. Em Jorge Aragão Convida, o Poeta do Samba recebe um time de feras para relembrar grandes sucessos
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Quando recebeu a proposta da Indie Records para gravar seu primeiro disco ao vivo, em 1999, Jorge Aragão relutou. Para ele, que sempre afirmou ser mais compositor do que cantor, gravar um disco ao vivo era para quem estava sem idéia ou com preguiça de fazer músicas novas. A mesma coisa aconteceu com sua leitura para Ave Maria: ele, que já tocava a música em shows, era contrário à gravação no disco. Deu no que deu: Aragão caiu do cavalo duas vezes, já que o CD, somado ao segundo volume, vendeu mais de 1,5 milhão de cópias.
Depois de voltar às inéditas – e ao estúdio – no CD Todas, lançado em 2001, Jorge Aragão, dessa vez já escolado, não relutou em gravar mais um disco em show, que irá gerar também seu primeiro DVD. A gravação aconteceu no dia 23 de julho, no Pólo de Cinema e Vídeo, no Rio. “Todo mundo tem sua primeira vez. Vamos me ajudar, gente, porque eu estou bastante nervoso”, brincou Aragão, arrancando gargalhadas dos poucos fãs chamados para assistir à gravação – um erro de cálculo da gravadora Indie.
E por falar em convidados, Aragão chamou um time “de responsa” para acompanhá-lo. Com Elza Soares, o sambista relembrou Malandro, que, ao ser gravada por ela no LP Lição de Vida, de 1976, tornou-se a primeira música do cantor a ser registrada em disco de terceiros.
Após um discurso em que pediu perdão aos puristas, Aragão chamou a segunda atração da noite, Jorge Vercilo, com quem cantou Encontro das Águas, do próprio Vercilo e J. Maranhão. “Desde que não seja uma coisa forçada, me permito cantar outros tipos de música, que me completam”, explicou o sambista, sem convencer. Vercilo parecia pouco à vontade, e a música escolhida – ao contrário de Final Feliz, sucesso na interpretação do SPC – não se encaixou muito bem no ritmo.
O momento alto da gravação ficou por conta do dueto de Aragão e Emílio Santiago em Espelhos D’água
Aragão valeu-se do mesmo critério que utilizara com Elza Soares para escolher Beth Carvalho para cantar com ele o pot-pourri Coisinha do Pai/Vou Festejar, músicas suas imortalizadas na voz da “madrinha”.
O Quarteto de Cordas deu ao show um ar de Acústico MTV ao dividir com Jorge as instrumentais Ária Cantilena Nº 1 das Bachianas Brasileiras e Ave Maria. Mas quem roubou a festa foi Emílio Santiago, no dueto em Espelhos D’água. Ficou tão bom que Jorge Aragão não viu outra saída senão, por insistência do público, chamar o parceiro de volta para repetir a música, mesmo sem ter errado. “Não dá pra cantar menos, não?”, brincou Aragão, que não perdeu o humor apesar do nervosismo.
No clássico Enredo do Meu Samba, o cantor substituiu a antiga parceira Sandra de Sá – cujo dueto ganhou forma definitiva na gravação para o disco Casa de Samba, de 1996 – por Alcione, que, mesmo dando um show, não conseguiu superar a versão anterior. Já em Eu E Você Sempre, foi a vez dos Filhos de Gandhy superlotarem o palco com suas dezenas de integrantes, que também encheram (no bom sentido, claro) o pequeno espaço com o som de seus instrumentos de percussão.
O Fundo de Quintal foi convocado para atuar em Devagar Miudinho, homenageando Paulinho da Viola, autor da canção. De repente, junta-se a eles Martinho da Vila, cantando seu hit Casa de Bamba. Título mais propício para o momento, impossível.
Lecy Brandão encerrou a apresentação no sucesso Do Fundo do Nosso Quintal. O mico da noite ficou por conta de Zeca Pagodinho, que não apareceu para dividir com Jorge os vocais em Mutirão de Amor, composta pela própria dupla. Zeca acabou gravando sua participação em estúdio.
Entre um convidado e outro, o Poeta lembrou os sucessos Moleque Atrevido, Coisa de Pele, Abuso de Poder (maior hit do CD Todas), Papel de Pão, o pot-pourri com Alvará/Já É, Lucidez, Identidade, Loucuras de Uma Paixão (dessa vez sem Ivete Sangalo, que, pelo time de convidados escalado, realmente não teria o que fazer ali), Ontem e Falsa Consideração. Aragão improvisou Último Pau-de-arara, clássico de Corumbá, Venâncio e José Guimarães que não estava no roteiro. “Também tenho meu pezinho no Nordeste”, justificou.
O Pólo de Cinema e Vídeo virou uma verdadeira Casa de Bamba com o encontro de Jorge Aragão, Martinho da Vila e Fundo de Quintal
A produção do CD foi de Jorge Aragão e a direção do DVD, de Karla Sabah e Levindo Carneiro. Também gravaram seus CDs/DVDs ao vivo no Pólo de Cinema e Vídeo, em datas diferentes, Vinny e Luiz Melodia. Melodia?! Sim, ele mesmo, que, antes do CD Retrato do Artista Quando Coisa, composto basicamente por repertório inédito, gravou o bem-sucedido Acústico Ao Vivo (1999). O diretor de promoção e marketing da Indie, Alexandre Martins, atribui essa leva de discos ao vivo à tentativa da gravadora em “entrar na linguagem mundial do DVD”. OK, não fazia muito sentido que os artistas gravassem suas antigas músicas – ou até inéditas – em um estúdio para o DVD. Mas, à exceção de Vinny, que ainda não havia gravado nesse formato, porque novos CDs ao vivo, em tão pouco tempo? Em época de crise, a solução parece, como diria o jornalista Fabian Chacur, em apostar não no certo, mas no mais do que certo. Mas vale lembrar que o último CD de inéditas de Aragão, Todas, teve mais de 300 mil cópias vendidas. Será que a Indie não considera isso “certo”?


Veja mais:


   Disco:  Jorge Aragão Ao Vivo Convida
     Ficha técnica, faixas e compositores





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