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  Coldplay conjuga felicidade e tristeza dentro do mesmo time

No show do Coldplay no Rio, o vocalista e multiinstrumentista Chris Martin mostrou que não é só bom só na guitarrista...
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Não é só na sonoridade – ora depressiva/melancólica, ora rocky, ora alucinógena – que os britânicos do Coldplay se assemelham aos seus conterrâneos do Radiohead. No Brasil, nenhuma das duas bandas é um mega-estouro em vendas ou execução em rádios, mas não há como negar que possuem um público fiel, principalmente entre a galera dita “alternativa”, além de serem respeitados pela crítica.
Na semana em que o Coldplay fez sua estréia em palcos brasileiros, Chris Martin (vocais, piano, guitarra e violão), Jonny Buckland (guitarra), Guy Berryman (baixo) e Will Champion (bateria) tinham a música God Put A Smile Upon Your Face – atual faixa de trabalho de seu segundo CD, A Rush of Blood to The Head, lançado em 2002 – apenas em 71º e 73º lugar entre as mais tocadas no Rio e em São Paulo, respectivamente, segundo o Nopem. O disco, de acordo com o instituto, estava apenas na 50a posição entre os CDs mais vendidos na Cidade Maravilhosa, enquanto na Terra da Garoa não aparecia nem entre os 100 Mais. Mas foi nos shows que eles mostraram a força que têm no país.
Depois de lotarem o Via Funchal, em São Paulo, em 3 de setembro, Chris – sem a noiva Gwyneth Paltrow – e cia. levaram ao ATL Hall, no Rio, no dia seguinte, um grande e empolgado público, formado em grande parte pela tal galera alternativa. Se os cariocas não chegaram a superlotar a casa, pelo menos cantaram com a banda quase todas as 16 músicas do roteiro, que incluiu sucessos e faixas não muito conhecidas de
A Rush... e de Parachutes, álbum de estréia do quarteto, de 2000. Eles também mostraram as inéditas Poor Me e World Turned Upside Down, além de One I Love, lançada apenas em um single do grupo, em 2002. Não houve releituras, nem ao menos citações de músicas de terceiros.


Alegria e decepção


Chris Martin retribuiu à altura a empolgação do público. Muito simpático e carismático, o vocalista se arriscou várias vezes no português, seja agradecendo ou falando da alegria de estar no Brasil. “Finalmente chegamos ao Rio”, disse Martin, que a todo tempo se revezou entre o piano, a guitarra e o violão.

O revezamento também se deu nas músicas, que alternavam momentos mais melancólicos com outros roqueiros. E o show começou exatamente com a primeira categoria – ao piano, Martin tocou e cantou Politik, música que abre
A Rush..., cantada em altos brados pelo público.
A empolgação seguiu com One I Love, essa um pouco mais roqueira, com Martin na guitarra. “Bom demais!”, gritou um fã na turma do gargarejo. Mas foi em Trouble, sucesso de
Parachutes, que o ATL Hall veio pela primeira vez abaixo. De volta ao piano, Martin deu sorriso escancarado, como se não acreditasse que milhares de pessoas estivessem cantando uma música sua a tantos quilômetros da Inglaterra.
Já com o violão, Martin pôs tudo mundo p
... Ele ainda mostrou seus dotes como pianista e violonista
ra pular com
God Put A Smile Upon Your Face, atual sucesso do Coldplay nas rádios roqueiras brasileiras. A seguir, outro momento roqueiro (Martin com a guitarra, claro) em Shiver, de Parachutes, seguida de The Scientist, mais um sucesso de A Rush..., cantado em coro pelo público.
Na melancólica A Rush of Blood to The Head, Martin, ao piano, pôde mostrar todo o seu carisma. Mesmo sendo uma canção triste, e sem ele pedir, o público começou a bater palmas durante a música, fazendo uma bonito balé de mãos. Nos quatro telões, imagens em branco e preto dos músicos tocando eram um show à parte.

Após a inédita World Turned Upside Down, bem recebida pelos fãs, Martin, novamente ao piano, voltou aos sucessos tocando a balada de mensagem positiva Everything’s Not Lost. “Por favor, cantem conosco”, pediu ele, em português enrolado, mas sendo prontamente atendido: as milhares de pessoas levantaram os braços, bateram palmas e cantaram junto verso a verso. Emocionante.
Na outra inédita da noite, Poor Me, o cantor voltou à guitarra e mostrou que o terceiro disco do grupo promete agradar mais uma vez. E nada melhor que, depois de apontar como será o futuro, relembrar o passado, recordando Yellow, uma das músicas mais famosas do Coldplay. Uma forte luz amarela iluminava o palco, enquanto Martin pulava junto com o público. “Obrigado todo mundo!”, disse ele.
O show terminou com a banda tocando Daylight, enquanto no telão aparecia o endereço do site Make Trade Fair (www.maketradefair.com), movimento que luta contra o protecionismo dos países desenvolvidos e do qual o grupo participa (Martin, inclusive, tem o link escrito em sua mão esquerda; as preocupações socioeconômicas são mais um fato que aproxima o Coldplay ao U2, influência explícita da banda britânica).
Na volta para o bis, Martin demonstrou explicitamente a alegria com a recepção calorosa dos cariocas, plantando bananeira. O ATL Hall voltou a vir abaixo quando o grupo tocou a bela Clocks, que contou com um show de efeitos visuais – um raio laser verde cobria toda a platéia, dando um clima ainda mais psicodélico à canção.

Já em estado de graça, a galera ficou de pé para continuar cantando com a banda outro sucesso de
A Rush..., In My Place. “Nós esperamos que vocês gostaram (sic). Obrigado todo mundo, tchau!”, disse Martin, com seu português esforçado, para então, estranhamente, acabar o show de forma melancólica, ao piano, com a triste Amsterdam.
O show começou com a música que abre e terminou com a que encerra o CD A Rush..., que, para alguns fãs, é inferior a Parachutes. “O show foi muito bom, mas faltaram músicas do disco velho. Ele me marcou mais”, disse a estudante de Direito Luciana Pereira da Silva, de 23 anos, que saiu de Niterói para ir à Barra da Tijuca, de ônibus, com a prima Deise Teixeira Pereira, de 22. Estudante de Biologia, Deise achou o show curto. “O segundo CD tem músicas boas, mas gosto mais do primeiro. Eles podiam ter tocado outras músicas de Parachutes, como Don’t Panic, Spies, Sparks”, disse ela, misturando alegria e frustração. Reação normal para os fãs de uma banda que consegue, parafraseando Nando Reis, conjugar felicidade e tristeza dentro do mesmo time.



Veja mais:


  Melancolia restrita às músicas






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