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  Alceu Valença faz retrospecto da carreira mas esquece forró

Divulgação/William Nery
Usando sua inseparável capa, Alceu Valença fez a festa dos milhares de jovens que foram assistir à gravação de seu disco ao vivo na Fundição Progresso, onde já possui público cativo. “Só aceitei gravar o disco porque seria lá”, diz o cantor
Muito antes da febre do forró universitário, Alceu Valença já comandava a massa com seu forró todo particular em shows disputadíssimos em todo o Brasil. Curiosamente, ao fazer um retrospecto da carreira em Ao Vivo em Todos Os Sentidos (Indie Records/Som Livre), o “bicho maluco beleza” mostra quase todas as suas mil facetas: no disco há sambas, frevos, rocks, blues, baiões e muito mais. O “quase” é só por um detalhe: faltou, exatamente, o forró.
“Quis refletir as várias maneiras que faço música, com os metais do Recife, a percussão e outros instrumentos. É um disco que vai ao encontro dos vários caminhos da minha música, a urbana, a suburbana e a regional. Queria um disco que fosse completo. Só faltou um sentido, o forró. Não cabia mais no disco”, explica Alceu, em coletiva no Rio.
Se falta espaço no disco é porque Alceu resolveu resgatar seus principais sucessos e mostrar algumas canções que passaram despercebidas em sua longa discografia. Entre as 20 faixas, verdadeiros hits como Tropicana, Solidão, Tomara, Andar, Andar, Como Dois Animais, Estação da Luz, Pelas Ruas Que Andei e Anunciação. Entre a segunda categoria, os destaques são a bela Júlia, Julho e a ótima Amor Covarde, a primeira faixa de trabalho, que está tocando bem nas rádios. A música foi gravada originalmente no LP Rubi, de 86, mas não chegou a fazer sucesso.
“Não tocou na época e hoje está tocando”, diz Alceu, meio na brincadeira, meio na ironia. Ele, aliás, se mostra insatisfeito com que tem tocado no dial. “Não ouço rádio. Só para ouvir uma que possa tocar uma música minha. Quase não encontro, mas me interessa. Tropicana virou hino porque tocou no rádio”, contemporiza o cantor, garantindo que a música entrou no disco porque “o povo exigiu”.
Povo que, por sinal, participa ativamente do disco (em Tropicana, principalmente), dando um novo gás a velhas canções. O palco foi a Fundição Progresso, no Rio, acostumada a “bombar” em apresentações do pernambucano. “Só aceitei gravar o disco porque seria lá”, afirma Alceu, confiante na força de seus shows. “Ninguém sabe que coloco 10 mil pessoas em Brasília. Adquiri um grande público no Brasil por mim mesmo, graças aos shows. Eu sou um produto do meu show.”
A apresentação também vai gerar o primeiro DVD de Alceu, que trará três músicas a mais. “É para concorrer com o pirata”, brinca o cantor. No disco audiovisual o público poderá conferir também a performance de showman de Alceu, que troca de roupa várias vezes durante o espetáculo, usando, inclusive, a sua inseparável capa. A idéia de gravar o DVD partiu do presidente da Indie, Líber Gadelha, durante os ensaios, dois dias antes da gravação. “Falei que não daria tempo de fazer a marcação do palco, de ver as roupas; e tinha que ter a capa, que eu uso no carnaval. O Líber me deu a palavra dele que se o disco não prestasse eu poderia cancelá-lo, mas eu gostei. O show tem muito improviso, que eu nem me lembro depois. No DVD que eu pude ver.”


Arte brasileira e atemporal

Ao Vivo em Todos Os Sentidos
é o 27º disco da carreira de Alceu, e o seu primeiro pela Indie. O convite surgiu do próprio Líber Gadelha, que viu o cantor no programa de TV “Por Acaso”, adorou a entrevista e logo o chamou para conversar. Decepcionado com indústria fonográfica – Alceu vinha de um disco independente, De Janeiro A Janeiro – o pernambucano pensou duas vezes antes de aceitar. Mas viu que na Indie a história poderia ser diferente.
“Não me entendo há muitos anos com as multinacionais. Elas são tão grandes que você perde o contato mais íntimo, mais quente. Para mim, que sou um artista de verdade, que não quer ver número, tem que ter uma relação mais próxima, e não discutir com uma máquina”, diz o músico.
Natural de São Bento do Una, interior de Pernambuco, Alceu Valença trabalhou como jornalista na sucursal do “Jornal do Brasil” em Recife e chegou a estudar Direito. Agora, de certa forma, ele está voltando à vida acadêmica, ao escrever o livro “Cordel Virtual”, uma história musical toda em verso que pretende ser uma ode à cultura brasileira de 1938 a 1968.
Em 35 anos de carreira – ele estreou na vida artística em 1968 com o show “Erosão: A Cor E O Som” – Alceu contabiliza mais de 300 canções compostas e apresentações em diversas partes do mundo. A mesma poesia que usa em suas música ele utiliza ao falar de si. Para Alceu, sua música vem do sentimento e tem uma forte identidade brasileira. Uma arte lúdica e atemporal.
“Michelangelo, Mona Lisa, Picasso não têm tempo. O que é ruim e não vem de dentro é que tem tempo. Eu tenho identidade, e isso é muito forte”, garante Alceu. Em todos os sentidos.



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