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  Jota Quest assume seu lado romântico em MTV Ao Vivo

Embora o suingue da guitarra de Marco Túlio (ao fundo) represente o melhor do Jota Quest, são as baladas cantadas por Rogério Flausino que fazem mais sucesso. Depois do hit Só Hoje, em MTV Ao Vivo eles apostam em Amor Maior
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Não adianta. Por mais que flerte – e bem – com o funk, o soul e a disco music, é com as baladas que o Jota Quest faz sucesso nas rádios, coloca o povo para cantar suas músicas e vende seus discos. Fato que ficou explícito com o sucesso atual da romântica Amor Maior – faixa que puxa seu quinto disco, MTV Ao Vivo – após o grande estouro de seu hit anterior, Só Hoje, outra música levada pelo violão que fala de amor.
Essa tendência, no entanto, começou no segundo disco do grupo mineiro, De Volta Ao Planeta, de 98. No primeiro, de 96, intitulado apenas J. Quest, Rogério Flausino (voz e violão), Marco Túlio (guitarra), PJ (baixo), Márcio Buzelin (teclados) e Paulinho Fonseca (bateria) demonstraram a sua influência da black music de forma praticamente crua, o que era visível até na forma como se vestiam, usando chapelões que imitavam cabelo black power. Musicalmente, eles disseram a que vinham encontrando a versão definitiva para o clássico do soul brasileiro As Dores do Mundo, de Hyldon, que ficou bem mais suingada. O disco ainda mostrava outros bons momentos, como Encontrar Alguém, Onibusfobia e Vou pra Aí, todas mais ou menos nessa linha. Uma ponte entre a Banda Black Rio dos anos 70 e o Jamiroquai dos anos 90.
O segundo disco iniciava a síndrome das baladas do Jota Quest. Embora trouxesse faixas deliciosamente dançantes como Sempre Assim, 35 e De Volta Ao Planeta, todas até com boa execução em rádio, foi a balada Fácil que puxou as vendas do disco e levou o quinteto ao estrelato. De refrão realmente fácil e pegajoso e uma batida reprodutível em qualquer rodinha de violão, a música conquistou o dial em todo o país e virou até comercial de TV. A segunda música em execução do disco foi outra balada, esta romântica: O Vento, que mostrou pela primeira vez a vocação do Jota Quest em fazer sucesso ao falar de amor.
No trabalho seguinte, Oxigênio (2000), os mineiros vieram com preocupações ambientais, investindo um pouco mais no rock (Velocidade, Locomotiva, Máquina do Tempo). Mas sem deixar o suingue, como mostrava a boa versão de Raio Laser, de Pepeu Gomes. Mas o disco não foi bem em vendas, e o que o salvou do fracasso foram... as baladas. Três delas tiveram boa execução: Tele-Fome, Dias Melhores e O Que Eu Também Não Entendo.
Quando já se especulava que, para recuperar o sucesso, o Jota Quest gravaria um disco ao vivo, pela MTV, o grupo apostou na disco music e na eletrônica em seu quarto álbum, Discotecagem Pop Variada (2002). Com um disco repleto de músicas dançantes, o quinteto tentou ir contra a sua sina ao investir, como primeira faixa de trabalho, na animada Na Moral. A música teve execução razoável, a expressão acabou virando seu bordão, mas, mais uma vez, não foi suficiente. Quando uma nova decepção comercial se avizinhava, eis que a Sony Music decide apostar na música mais romântica do disco, a balada Só Hoje. Resultado? Sucesso absoluto: a música liderou as paradas de sucesso e virou até tema de novela, devolvendo ao Jota Quest o título de hit maker. Além de confirmar a vocação da banda de emplacar baladas românticas.


Grupo não faz releituras

E foi ainda sob os holofotes de Só Hoje que o Jota Quest aceitou o convite da MTV para, desta vez sim, lançar um disco ao vivo, que marca os dez anos do grupo, formado em 1993 ainda sem Rogério Flausino. A gravação aconteceu nos dias 1 e 2 de maio, em sua Belo Horizonte natal, para um público de 80 mil pessoas. O MTV Ao Vivo Jota Quest, embora um dos melhores já lançados pela emissora, não foge muito da fórmula de seus antecessores: alguns dos principais sucessos, poucas inéditas, incluindo a primeira faixa de trabalho, uma ou outra música dos discos anteriores que não chegou a tocar nas rádios e alguns hits deixados de fora, para tristeza dos fãs. A diferença é que, desta vez, não há releituras de sucessos alheios, apenas uma citação de A Cidade, de Chico Science, em De Volta Ao Planeta.
E, se a primeira faixa de trabalho é inédita, ela vem no embalo do último sucesso do grupo. Amor Maior é uma balada romântica bem no estilo de Só Hoje, que já virou hit nas rádios e também entrou para a trilha de uma novela. Detalhe: a música começou a ser tocada no dia 12 de junho, Dia dos Namorados. Prova de que a Sony Music, finalmente, se rendeu à vocação do Jota Quest e resolveu investir a fundo no lado romântico da banda.
O disco traz outras duas faixas inéditas, muito boas: Por Mim E por Você e Do Seu Lado, ambas pop dançantes. A primeira, no entanto, traz uma novidade: a participação do rapper paulista Thaíde cantando um trecho de rap. Já a outra, um pouco melhor até, é a segunda música de Nando Reis gravada pelos mineiros (a primeira foi A Minha Gratidão É Uma Pessoa, de Oxigênio). Tem tudo para ser a próxima faixa de trabalho.
Entre os sucessos, muitos dos destaques dos quatro discos anteriores, em versões quase sempre melhores que as originais. De J. Quest estão As Dores do Mundo e Encontrar Alguém, em uma seqüência de tirar o fôlego; de De Volta Ao Planeta, Fácil (a única que não supera a versão de estúdio), O Vento, Sempre Assim e a faixa-título; de Oxigênio, Dias Melhores e O Que Eu Também Não Entendo; e de Discotecagem Pop Variada, Na Moral, que abre o disco de forma incendiária, e Só Hoje.
Completam o repertório quatro músicas menos conhecidas do grupo, sendo duas de Discotecagem...: a pop Mais Uma Vez e a eletrônica Tanto Faz, que conta com a participação do autor da letra, Arnaldo Antunes (a música é de Rogério Flausino e PJ). Ambas não acrescentam muito ao disco, justificando-se somente para valorizar o trabalho de estúdio mais recente da banda. As outras duas, no entanto, realmente valem a pena ser conhecidas pelas pessoas que não têm os discos originais: as suingadas Vou pra Aí, de J. Quest, e Tudo É Você, de De Volta Ao Planeta.
Como sempre, algumas músicas essenciais são deixadas de fora. Entre os sucessos, é lamentável faltarem Onibusfobia, de J. Quest; 35, de De Volta Ao Planeta; e Tele-Fome e Raio Laser, de Oxigênio. Entre as canções menos conhecidas, poderiam ser mostradas Loucas Tardes de Domingo e Qualquer Dia Desses, ótimas faixas de De Volta Ao Planeta.
Fazendo o balanço, entre faixas a mais e a menos, o Jota Quest se sai muito bem em seu MTV Ao Vivo. Mesmo sendo uma coletânea, não é o melhor disco do grupo, feito que ainda é de De Volta Ao Planeta, álbum emblemático para o pop-rock dos anos 90. Mas, esquecendo-se as críticas que são comuns a todos os discos neste formato, o MTV Ao Vivo Jota Quest é muito bom, comparável só ao do Skank – outro CD que, embora tenha “esquecido” muitos sucessos, agrada bastante. Mas, como aconteceu com o grupo de Samuel Rosa, é bem possível que o DVD do projeto ao vivo, que ainda será lançado, traga todos os sucessos que não estão no CD. É esperar.



Veja mais:


  Jota Quest no Canecão: grupo faz sucesso ao falar de amor
   Disco:  MTV Ao Vivo
     Ficha técnica, faixas e compositores



 
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