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  LS Jack lança quarto disco ainda comemorando (e lamentando) o sucesso de ‘Carla’

Divulgação/Dani Dacorso
Bicudo, Marcos Menna, Sérgio Morel, Sérgio Ferreira e Vitor Queiroz estão lançando seu quarto disco ainda sob o efeito do sucesso de Carla. Se a música levou o LS Jack ao estrelato, ofuscou outros bons momentos do CD anterior, Vibe
Quando lançou, em 2002, o disco Vibe, seu terceiro trabalho, o LS Jack buscava encontrar sua identidade. Depois do fracasso comercial do segundo álbum, Olho por Olho, Gente por Gente, no qual investia em um rock mais pesado, o quinteto liderado pelo vocalista e violonista Marcus Menna – e formado também por Vitor Queiroz (baixo), Sérgio Morel (guitarra), Sérgio Ferreira (guitarra) e Bicudo (bateria) – buscou a simplicidade das baladas – como eles mesmos disseram na época, qualquer música podia ser tocada no violão – e letras românticas.
Deu no que deu: sucesso absoluto de Carla, uma das músicas mais tocadas nas rádios e nos barzinhos no ano passado, e a boa execução de A Carta. Resultado que se converteu em cifras: o CD vendeu 170 mil cópias, garantindo o primeiro disco de ouro da banda.
Sucesso garantido, identidade encontrada, o grupo mantém a fórmula de Vibe em seu novo trabalho, Tudo Outra Vez (Indie). Mas pode chamá-lo também de Vibe 2. Marcus, a princípio, não concorda com a definição, mas depois admite que em time que está ganhando não se mexe. Pelo menos por enquanto.
Tudo Outra Vez é uma evolução de Vibe. Agora tivemos mais tempo para trabalhar as letras, que estão mais amadurecidas, e colocamos mais guitarras. Mas Vibe foi o disco onde encontramos o nosso som. Ainda não é o momento de o LS Jack dar uma guinada na carreira, como fez o Skank. Até pode chamar de Vibe 2 que não será pejorativo”, disse o vocalista, em coletiva no Rio.
Vitor é mais direto. “Vibe fez sucesso e o nome do novo disco mostra que estamos seguindo o caminho. As músicas continuam calcadas no violão, mas desta vez estão mais viscerais.” Bicudo concorda: “É um disco mais cru”.


Sem preconceito

A primeira faixa de trabalho do disco, Sem Radar, é um exemplo desse velho novo som do LS Jack. A música lembra muito Carla, embora não seja tão romântica e tenha um peso maior nas guitarras. Lançada há cerca de um mês, Sem Radar já está entre as mais tocadas do Brasil. Mais uma conseqüência do “efeito-Carla”?
“Não sei se é isso, mas com certeza a expectativa aumentou depois do que aconteceu com Vibe. Agora, com o início da divulgação na mídia e com a estréia do clipe na MTV, o alcance será ainda maior. Mas já estamos felizes com a repercussão”, disse Marcus, já demonstrando que não procurou criar em Tudo Outra Vez uma outra Carla. “Não esperamos um outro sucesso como aquele. Só queremos que o disco tenha uma boa aceitação e que a gente continue excursionando. Somos uma banda de palco, de fazer shows.”
Ao contrário do Los Hermanos, que renegaram Anna Julia, música que os projetou, o LS Jack promete tocar Carla “até no caixão”, como disse Vitor. A música, no entanto, trouxe pontos positivos e negativos para a banda. De bom, aumentou o número de shows e de fãs, o grupo teve a oportunidade de participar de diversos festivais e de concorrer a prêmios como o Multishow, que perdeu para os Tribalistas, na categoria “Melhor Música”.
“Hoje freqüentamos lugares que não freqüentávamos antes”, conta Vitor, que acredita também que o público, agora, reconhece e entende o som do LS Jack.
Mas os pontos positivos também são consideráveis. O principal deles é que a execução maciça de Carla acabou ofuscando o restante do CD. Até mesmo A Carta, segunda faixa de trabalho, o grupo encontrou dificuldade de emplacar. Com isso, um disco como Vibe, bom do início ao fim, e que poderia ter gerado vários outros hits, acabou praticamente perdido.
“Nós até tentamos, mas Carla dificultou que outras músicas fossem para as rádios. Nossa intenção era trabalhar Vibe durante todo este ano, mas o disco acabou ficando velho para o mercado, e nós estávamos cheios de gás para fazer algo novo”, revela Marcus, que fará de tudo para que a história não se repita em Tudo Outra Vez. “Teremos todo cuidado para que isso não aconteça de novo. Queremos trabalhar três ou quatro músicas nas rádios, nem que a gente tenha que tirar do próprio bolso pra isso.”
Carla
gerou também um fato bastante curioso. A música foi sucesso em rádios populares, como a Nativa FM do Rio e de São Paulo (onde figurava sempre entre as mais pedidas, dividindo espaço com sambas, pagodes e músicas sertanejas), mas não tocava nas roqueiras Cidade (RJ) e 89 FM (SP). Para Marcus, o fato revela um preconceito quanto ao som do LS Jack.
“As pessoas têm mania de nos classificar mais como banda de pop do que de rock. Isso acontece também com outras bandas como Jota Quest e Skank, que também não com seguem tocar algumas músicas na Cidade. Mas tocar na Nativa para a gente é maravilhoso. Se o programador de lá quer nos tocar, é porque as pessoas estão gostando. Não temos preconceito”, disse o vocalista.


Prontos para o DVD

Quase no final do papo, quando parecia que o assunto não surgiria na mesa, alguém perguntou o que a banda tirou de lição da briga recente que teve com o Art Popular, no aeroporto Santos Dumont, no Rio. Diferentemente do vocalista do grupo de pagode, Leandro Lehart, que declarou publicamente não ter perdoado o LS Jack pelo incidente, Marcus demonstrou ter superado a questão.
“A gente refletiu bastante sobre o que aconteceu, e a palavra que me vem à cabeça é relevar. Temos que relevar as situações, por mais mal-entendidas que sejam. Nós pregamos a espiritualidade em nossas músicas, mas naquele momento a emoção superou a razão, em ambas as partes. Não temos mágoas, queremos que eles tenham sucesso”, disse ele, mostrando o mesmo amadurecimento que sua banda atingiu ao chegar ao quarto trabalho. Talvez eles estejam realmente prontos para lançar seu primeiro DVD, que vem sendo planejado pela Indie. Vida longa ao LS Jack.



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