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  Bom humor e polêmica no novo disco de Dicró

Fotos divulgação
Dicró posa em seu novo point: o Piscinão de Ramos, onde ele montou um quiosque. “Aquele lugar é abençoado”, diz o sambista
Domingo de sol, adivinha para onde nós vamos? Dicró tem a reposta na ponta da língua: alugar um caminhão e levar a família para o Piscinão de Ramos, o novo point carioca, onde ele montou um quiosque para tomar um chopinho e curtir um pagode com os amigos. E foi nesse clima que o mais escrachado dos sambistas lançou seu novo CD, Dicró no Piscinão, após três anos sem gravar. “Até hoje nunca choveu no Piscinão. Aquele lugar é abençoado”, afirma o cantor.
No disco, Dicró regrava seus grandes sucessos, como Olha A Rima, O Sogro, Botei Minha Nega no Seguro e O Político, com produção primorosa de Durval Ferreira. Já Velha Guarda, um dos momentos altos do disco, traz a participação de Zeca Pagodinho. Apesar do flerte com o Piscinão, Dicró não esqueceu de sua querida Praia de Ramos – famosa por ser uma das mais poluídas do Rio – que aparece com a letra original. O lago artificial construído pelo ex-governador Garotinho é cantado em versa e prosa na música Piscinão (“Vêm rádio, jornais e revistas / tem até turista do mundo inteiro / por isso é que o Piscinão / é o orgulho do meu Rio de Janeiro”), uma das três inéditas. As outras são Melô da Galinha, que chega a ser de mau gosto (“Você não tem bico, não tem pena, não tem asa / não entendo nada, por isso fico na minha / só sei que na esquina o povo diz que você é galinha”) e Cabide de Emprego, escrita por Dicró em parceria com Chico Anísio. A música já nasce polêmica, por tratar de um assunto tão delicado como a criminalidade de forma, digamos, peculiar.
“Não é brincadeira, não, a criminalidade dá muitos empregos mesmo: é o juiz para condenar, o delegado para prender e o advogado para soltar”, diz o cantor, repetindo a letra da canção. “A música só faz sucesso quando tem crítica. Mas não é apologia”, esclarece. Perguntado por que não gravar um disco ao vivo em vez de regravar as músicas em estúdio, Dicró mostra o tradicional bom humor. “Eu sempre gravei ao vivo. Não estou morto!”, diz, antes de explicar o verdadeiro motivo. “Não gosto de gravar ao vivo, acho que perde em qualidade. Prefiro em estúdio, que é mais apurado.”

Sogra, como
Não há uma definição melhor: Dicró é um figuraço. Dá uma olhada na pinta do malandro!
sempre, é o destaque do CD


Dicró no Piscinão marca a estréia do sambista do bairro da Chatuba, em Mesquita, na Universal Music, após passagens por gravadoras menores ao longo dos anos 90, período em que, na verdade, ele gravou muito pouco: em 1994, lançou O Gozador pela Impacto, gravando novo disco três anos depois: O Bingo da Sogra, pela Cid. Dicró afirma que a intenção, agora, é voltar com mais freqüência aos estúdios. “Naquela época tinha uma rapaziada nova fazendo muito sucesso, e resolvi dar um tempo. Mas os vocalistas dos melhores grupos foram saindo para fazer carreira solo e os grupos foram acabando. Agora quero retomar meu espaço”, afirma o sambista, que, apesar de voltar a uma multinacional após 14 anos (a última foi a BMG, onde lançou, em 1984, Mister Dicró), prefere manter os pés no chão. “Fui para a Universal graças ao Max Pierre, que foi o meu primeiro produtor. A divulgação está começando. O problema é que eles têm muitos artistas bons. Mas é uma multinacional, né...”
É impossível ouvir Dicró no Piscinão e não dar boas risadas. A lista de pérolas do samba escrachado é extensa, mas alguns versos merecem destaque, como “Se um vagabundo levar você, nega? / o seguro paga / se o Ricardão aparecer, nega? / o seguro paga / mas e se você desaparecer, nega? o seguro paga / porque o seguro é seguro / você vacilando eu não fico duro”, de Botei Minha Nega no Seguro; “Menina namoradeira / gosta de beijo e abraço / depois fica reclamando que perdeu...”, de Olha A Rima; e “Vocês têm água no município? Não! Têm escola no município? Não! Têm policiamento no município? Então por que vocês não mudam dessa porcaria!”, de O Político. Mas nada como as impagáveis implicâncias com a sogra. A “velha”, como diz Dicró, possui duas músicas exclusivas: O Sogro, em que ganha a “companhia” do falecido marido (“Parabéns pra você / minha sogra morreu / meu sofrimento veio em dobro / agora tenho que aturar / o cachaceiro do meu sogro”) e O Bingo (“Vou fazer um bingo / lá na casa da vovó / o prêmio é minha sogra / sai numa pedra só”). Se ela se importa com as brincadeiras? “Ela não liga. É surda!”  


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