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  Sucessos, covers, inédita e disco de platina marcam show do The Calling no Rio

Alex Band (à frente) e Aaron Kamin formaram o grupo The Calling há três anos e hoje são os únicos remanescentes da formação original
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O Brasil tem a incrível capacidade de tornar estrelas artistas que não têm grande projeção nem em seu próprio país. Historicamente a lista é extensa, e inclui nomes como Information Society, A-Ha, New Kids on The Block e vários outros. Os californianos do The Calling – que fazem temporada em agosto em cinco cidades brasileiras (Rio, Recife, Fortaleza, São Paulo e Sorocaba), após terem vindo ao país em 2002 para showcases e entrevistas de divulgação de seu primeiro disco, Camino Palmero (BMG) – não são exatamente desconhecidos ou impopulares em sua América natal, mas confessaram, no show que fizeram no ATL Hall, no Rio, no dia 14, que o público brasileiro é mais que especial para eles.
“Vocês são as maiores platéias do mundo para a gente”, disse o vocalista Alex Band, que veio ao Brasil acompanhado apenas do guitarrista Aaron Kamin, com quem criou a banda há três e compôs todas as 11 faixas de Camino Palmero. Os demais integrantes que vieram ao país ano passado – Dino Meneghin (guitarra), Billy Mohler (baixo) e Nate Wood (bateria) – saíram recentemente do grupo e foram substituídos, para a turnê, por Kaveh Rastegar (baixo) e Justin Meyer (bateria). A segunda guitarra agora é feita pelo próprio Alex, o lourinho-cabelo-de-chapinha.
Quando veio em outubro do ano passado, o The Calling tinha a música Wherever You Will Go como uma das mais tocadas no país, o que levou o grupo a vender 100 mil cópias de seu primeiro e bom CD só aqui. Agora, depois que outras faixas do disco estouraram nas rádios – principalmente Adrianne – o The Calling recebeu no palco do ATL Hall o disco de platina, pelas 250 mil cópias vendidas no Brasil. Mais uma oportunidade para Alex Band elogiar a terra descoberta por Cabral. “Muito obrigado, Brasil. Vocês são o nosso segundo país”, derreteu-se ele, antes de cantar Adrianne e encerrar o show, que teve quase todas as músicas de Calmino Palmero e algumas novidades: For You, trilha do filme “O Demolidor”; covers de Pearl Jam e U2 e uma inédita, One by One, que vai estar no próximo álbum do grupo, que está sendo gravado em Los Angeles e tem previsão de lançamento para outubro.


Alex Band imita Elvis

Adolescentes histéricas, jovens marombeiros e crianças acompanhas dos pais – muitas, curiosamente, usando a boina da Kelly Key, nova onda no Rio de Janeiro – formavam grande parte do público que não chegou a lotar o ATL Hall no dia 14 de agosto. Dois músicos do universo pop-rock nacional também foram conferir a performance do Chamado: Marcus Menna, vocalista do LS Jack, e o fenômeno Emmerson Nogueira.
Menna, acompanhado da esposa Carla, musa do maior hit de sua banda, se disse fã dos californianos. “Curto pra caramba. Eles têm a influência do U2, e fazem uma fusão do rock com o grunge. Eu não poderia ficar de fora”, disse ele. Já Emmerson, curtindo o sucesso de seu Versão Acústica Ao Vivo, afirmou conhecer a fundo o trabalho do grupo. “Tenho um DVD acústico que eles gravaram na Itália. Tinha que vir conferir”, disse o violonista, que, embora tenha se especializado em reler sucessos internacionais dos anos 60 aos 80, não descartou a possibilidade de incluir uma música do The Calling em seus shows. “Quem sabe no futuro?”
Aos gritos das tais adolescentes histéricas, o The Calling entrou no palco às 21h50 (o show estava previsto para as 21h30) cantando For You, que já mostraria a tônica de quase todo o show: grande parte do público cantando junto a altos brados
O grupo interrompeu as gravações de seu segundo CD, previsto para sair em outubro, para a turnê no Brasil, que passa por cinco cidades. “Muito obrigado, Brasil. Vocês são o nosso segundo país”, disse
, mesmo nas faixas mais desconhecidas. Sorrindo a todo momento com a boa receptividade, Alex fazia gestos que lembravam demais Elvis Presley, semelhança que era acentuada pelo fato de o vocalista estar usando uma jaqueta de couro preta. Mas fica por aí, já que a aparência dos dois é completamente diferente, assim como o som – o rock do The Calling está muito mais para Creed e Pearl Jam do que para Elvis.
Após Nothing’s Changed, de Camino Palmero, veio o primeiro boa noite. “Muito obrigado, Brasil. É ótimo estar de volta”, disse ele, misturando inglês e português. A seguir, começou uma seqüência com outras músicas do disco, entre elas Unstoppable, Final Answer e Could It Be Any Harder, para, então, surgir a primeira surpresa da noite. “Vamos tocar uma música de uma das minhas bandas favoritas. Ela expressa bem o que estamos sentindo hoje”, disse Alex, antes de fazer um cover do hit I’m Still Alive, do Pearl Jam, que, dada a voz rascante de Alex e a influência nítida do grupo de Eddie Vedder no som do The Calling, produziu um bom resultado.
Alex emendou I’m Still Alive com Thank You, para depois pegar o violão e mostrar outra de Camino Palmero, Stigmatized. Uma música que, como outras do disco, é uma falsa balada – começa lenta para depois ficar mais rápida. Tanto que Alex abandonou o violão no meio da música para pular e sair chutando o suporte do microfone, como fez, aliás, durante todo o show.


Inédita não foge à sonoridade do grupo

Até então acostumado a cantar junto todas as músicas, o público só ouvir Alex, Aaron e cia. tocarem One by One, faixa de seu próximo disco. A música, composta pela dupla, não difere muito do que o grupo apresenta em Camino Palmero: começa lenta e depois vira um rock rasgado, melódico, com destaque para a voz de Alex e a guitarra de Aaron. Se a intenção do The Calling é soar diferente no segundo disco, começou mal.
Depois de receber o disco de platina e agradecer mil vezes aos fãs brasileiros, Alex encerrou o show com o hit Adrianne, cantado aos berros por todo o ATL Hall. Mas faltava, é claro, o principal. A volta para o bis foi rápida, mas começou com outra surpresa: como “cantou” Marcus Menna, os californianos fizeram um cover de outra influência sua, o U2, em With Or Without You.
O melhor ficou mesmo para o fim. Sem dar espaço entre as músicas, Alex e banda saíram de With Or Without You direto para Wherever You Will Go, em um final apoteótico, às 23h. Apenas uma hora e dez minutos de um show curto, mas muito bom. Se os gritos histéricos aproximam o The Calling às boy bands à lá Backstreet Boys e *NSYNC (comparação que Alex e Aaron odeiam), o som aproxima o grupo dos melhores nomes da nova geração do rock. Mesmo que não soem diferentes no próximo disco – o que, a contar por One by One, não acontecerá – o Chamado continuará tendo um público cativo. Seja ele maior aqui ou nos Estados Unidos.



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