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  Irreverência de moleque

Reprodução
Os campistas Marcelinho, Guilherme, Márcio, Fabinho e Bruno formam Os Mulekes, que, em seu primeiro disco, já têm uma música estourada nas rádios: Opções. “A galera vai ao delírio quando a gente toca essa música”, vibra Marcelinho
A palavra moleque tem vários significados. O pejorativo, talvez o mais usado, seja aquele que se refere a pessoas irresponsáveis, imaturas. Mas fiquemos com a definição de Milton Nascimento e Fernando Brant – aquela do menino-moleque, que mora sempre no coração, que fala de coisas bonitas como amizade, palavra, respeito, caráter, bondade, alegria e amor – para definir o grupo Os Mulekes, que foi formado há quatro anos em Campos, cidade do norte fluminense, e só agora está lançando seu primeiro CD, auto-intitulado (EMI).
E é principalmente a alegria a fórmula do quinteto formado por Márcio (vocal), Bruno (surdo), Guilherme (pandeiro), Marcelinho (banjo) e Fabinho (cavaco) para se diferenciar de tantos grupos de pagode romântico que surgem e desaparecem no mercado. “Temos muitas virtudes, como também muitos defeitos. Mas das nossas qualidades, o que o pessoal sempre fala é a alegria, a disposição que a gente tem pra botar a galera tanto para cantar música romântica quanto para pular e dançar”, diz Márcio, em uma animada entrevista na sede da gravadora EMI, no Rio.
Os Mulekes
já tem uma música mais do que estourada nas rádios – Opções, que na semana entre 7 e 13 de agosto era a sexta música mais tocada em São Paulo e a 12ª no Rio segundo a Parada do Nopem. A música, curiosamente, nem era pra ter entrado no disco. É que, antes de o CD ser lançado pela EMI, o grupo havia gravado um demo com o experiente produtor Prateado, amigo comum entre eles e Belo, que incluía duas músicas dos Paralamas em ritmo de pagode – Me Liga e Meu Erro. Foi Prateado quem apresentou o quinteto à direção artística da EMI, que, ao contratá-los, não aceitou a gravação dos covers, pois estava confirmado que Herbert Vianna voltaria a cantar após o acidente que sofrera. “Aí entramos em estúdio de novo para gravarmos outras duas músicas: Opções e Quero Te Abraçar, ambas do Umberto Tavares e do Gustavo Lins”, conta Márcio.
Opções
e Quero Te Abraçar mostram bem a veia romântica do grupo, que permanece em quase todas as 14 faixas. Basta ver o título de algumas músicas: Sonho de Amor, História de Amor, 12 de Junho. Três são um pouco mais agitadas: Gata Manda Ver, Imprudência e Gatinha, enquanto apenas uma, Papo de Fã, se aproxima mais do samba “tradicional”, mas nada que possa classificá-la como “samba de raiz”. E nem essa era a intenção do grupo. “Nós optamos por fazer essa linha romântica, que achamos mais escassa atualmente. Temos aí o Zeca Pagodinho, o Jorge Aragão, a Alcione... O samba de raiz está ascendendo muito. E o estilo romântico é o que a gente gosta mais, que se identifica mais com a gente”, explica Bruno.


Saudades de casa

Enquanto começa, aos poucos, a formar uma agenda, os Mulekes fazem pequenos shows nos quais podem testar seu repertório. Neles, além das músicas do disco, estão sucessos de artistas que eles admiram, como Jorge Vercilo (Final Feliz) e Djavan (Meu Bem-Querer), além dos Paralamas, é claro, e até Cidade Negra. O ecletismo é visto com naturalidade pelo quinteto. “É legal escutar tudo pra tentar aplicar no samba um pouquinho de cada coisa”, diz Marcelinho.
Mas o principal desafio do grupo, atualmente, não é formar um repertório, e sim adaptar-se a São Paulo, onde moram, junto com outras cinco pessoas, em uma mesma casa. Acostumados a fazer sucesso somente em sua cidade natal e a estar amarrados à saia da mãe (“elas sentem saudade, ligam todo dia, choram...”, dizem eles), os Mulekes estão vendo na mudança uma forma de ampliar ainda mais a amizade que os une. “Está rolando uma sintonia muito forte entre nós. Parece até que somos irmãos. Na verdade a gente leva uma vida de família, mesmo”, conta Márcio.
É claro que a nova experiência tem gerado histórias engraçadas. Como a do bolo que Fabinho, ex-padeiro, prometeu fazer assim que o grupo chegou a São Paulo. “Ele chegou em São Paulo dizendo que ia fazer aquele bolo pra gente. Comprou tudo e fez. Tá vendo isso aqui (batendo na madeira)? É mais macio do que o bolo que ele fez. Mas se desse certo ia inovar muita padaria por aí”, ironizou Márcio, para gargalhada geral. “Ia ser bolo de paralelepípedo, aquele de concreto seca rápido”, emendou Marcelinho, sem deixar a bola cair.
Fabinho tentou, em vão, se defender. “É tudo pilha. Vai ter uma próxima vez. Eles ainda vão depender de mim pra cozinhar... Mas agora eu vou contar: os caras não sabem nem fritar um ovo! E ainda querem falar de mim...”, disse ele, justificando o bolo-pedra: “É porque o bolo foi feito no microondas. Eu nunca tinha feito bolo no microondas. É complicado, não é?”
Voltando à seriedade, o grupo já está compondo, tanto para ver suas músicas tocadas por outras bandas de pagode quanto para guardar material para um próximo disco, que, esperam, seja mais autoral que esse primeiro, que tem apenas uma música assinada por um integrante do quinteto (Gata Manda Ver, de Márcio). Enquanto isso não acontece, resta fazer shows e comemorar o sucesso que Opções tem feito em todo o Brasil. “A galera vai ao delírio quando a gente toca essa música. Desde o nosso primeiro show em São Paulo que o povo já cantou junto com a gente. Não só em São Paulo, mas onde a gente chega. Se você está em São Paulo você é paulista, se está no Rio é carioca, na Bahia é soteropolitano e assim vai”, resume Guilherme, que, dessa forma, ameniza a saudade que ele e os companheiros de banda sentem de casa. Mas é por uma boa causa. Os fãs agradecem.



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