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  A felicidade do Stevie Wonder gospel

Reprodução
Álvaro Tito está muito parecido com Stevie Wonder em algumas faixas de seu novo disco, Levanta-te. A admiração é explícita. “Aos seis anos de idade eu já ouvia Isn’t She Lovely
Em São Paulo, onde curte as férias dos filhos e aproveita para divulgar seu trabalho, Álvaro Tito, morador de Niterói, no Rio de Janeiro, fala ao Universo Musical sobre seu último CD, Levanta-te, seu primeiro álbum pela Top Gospel, após uma passagem frustrante pela Frank Records, por onde lançou Tempo de Alegria. Intérprete do mega-hit Não Há Barreiras (de Elvis Tavares), Álvaro Tito apresenta mais um punhado de boas canções em seu mais novo disco, o 16º da carreira. Cinco delas já estão na programação das rádios: a bonita Levanta-te, a agitada O Senhor É A Força, a confortante Quando O Crente Ora e as introspectivas Jesus Prometeu e Exército de Anjos.
Uma salada de ritmos e mensagens em que ainda cabem a jazzística Aventura, o reggae de Vem para Cristo e os vocais trabalhados de Quem Te Salvará. Tudo isso tocado por uma banda afinadíssima, com direito a percussão, metais, violino, viola e cello. Mas o que mais chama a atenção é semelhança do cantor com Stevie Wonder – clara em faixas como Levanta-te, O Senhor É A Força e Jesus Prometeu – tanto na voz quanto no estilo de cantar. O cantor confirma a influência. “Aos seis anos de idade eu já ouvia Isn’t She Lovely”, afirma ele, sem medo de declarar que bebe da fonte da música secular.
Confira abaixo a entrevista com o cantor, que fala também da alegria em estar na nova casa, de sua vida de produtor (ele produz Levanta-te ao lado de Ernani Maldonado) e sobre os projetos para o futuro, que incluem a retomada de seu selo e excursões com uma banda.



Como foi sua experiência na Frank Records, com Tempo de Alegria?

Tempo de Alegria
foi um disco não contratual. O gravei inicialmente para o meu selo próprio, Ato Records, mas apareceu o convite da Frank e eu vendi a matriz para eles. A divulgação não foi boa, a distribuição deixou a desejar. Se eu soubesse que seria assim não teria feito. Soube que vendeu 40 mil cópias, um número bom para a forma como foi feito. Mas já passei por multinacionais como Polygram, RGE, Warner e estou acostumado com números maiores.

Como você chegou à Top Gospel?

Morei durante seis anos no Nordeste, saindo do eixo RJ/SP. Foi um período de reciclagem, em que fiquei compondo para o Tempo de Alegria e produzindo o CD. Quando ele ficou pronto e já estava na fábrica a Frank me achou e disse que estava começando um trabalho e me queria lá. Eu acreditei na proposta deles, voltei para o Rio e vendi a matriz, mas não foi como eu esperava. Então a Top Gospel soube que eu estava de volta ao Rio e o Marcelo Silva, que era o diretor artístico da época, me fez o convite e eu aceite. Foi bom para voltar à mídia, ter de novo o contato com o público.

O que você está achando da divulgação do atual trabalho?

Este CD foi lançado em dezembro de 2002 e está batendo na trave – faltam 28 mil cópias para chegar aos 100 mil. A expectativa é de que até dezembro próximo chegue a esse número. Quanto mais CDs vendidos, maior o número de lares alcançados e maior o número de outros bônus trazidos. Aumenta a quantidade de shows, a agenda fica maior. São várias coisas somadas.

Até agora já foram trabalhadas cinco músicas nas rádios. O que você acha disso?

Uma coisa que eu sempre brigava com as gravadoras é que elas trabalhavam uma faixa durante dois, três meses. Então, durante o ano, de um CD com 12 faixas tocavam apenas quatro. A Top Gospel fez o contrário – até agora foram cinco.

Então você está feliz na Top Gospel?

Sim. O que mais me agradou foi a distribuição. Cheguei em Roraima em maio e o CD já estava lá, o pessoal conhecia. No Acre foi a mesma coisa. Já o CD anterior ninguém conhece – tem gente que ainda acha que é o novo.

Onde você faz shows?

Em 80% dos casos em congressos, igrejas e ginásios, sozinho. Desde abril, 20% dos shows têm sido com banda. Em 88, eu fazia apenas quatro ou cinco shows por ano com banda. Em 2002 foram oito eventos. Em 2003 já fiz cinco, e tenho pelo menos mais quatro previstos. A expectativa é ter pelo menos um show ao vivo por mês. Para o ano que vem a intenção é dobrar esse número, com um marketing mais pesado.

Seu CD é muito agitado, com vários ritmos, inclusive reggae. Você gosta disso?

Sim. Desde pequeno que eu convivo com a música. Nasci num lar evangélico, e comecei a ter contato com a música desde cedo, na igreja, depois estudei durante dois anos na Escola Villa-Lobos, e acabei formando esse meu lado produtor. Ouço todos os gêneros, mesmo que não me identifique com alguns. O artista tem que estar atualizado.

Em algumas faixas de Levanta-te você lembra muito Stevie Wonder. Ele é uma influência na sua carreira?


É sim (risos). Aos seis anos de idade eu já ouvia Isn’t She Lovely, e também ouço essa fase mais atual dele. Acompanho a música negra americana, de grupos como o Commodores e o produtor Quincy Jones. Quando comecei a carreira, a música evangélica tinha uma outra roupagem. Para não ficar igual, procurei outro caminho, e graças a Deus consegui meu espaço.


Então você escuta música secular? Não acha errado?

Olha, o que deve nortear a vida do levita é a consciência de que a melhor mensagem quem tem somos nós. Existem muitas músicas seculares com mensagens positivas, de auto-ajuda. Não tenho nada contra, mas a mensagem genuína é a do Evangelho. Muitas pessoas me pedem para gravar um disco popular, mas a música que faço é popular, pra cima, pra toda a família, não só para os evangélicos. É claro que um disco tem que ser comercial, e eu procuro abrir o leque. Para isso, procuro também material que não é genuinamente evangélico. No início sofri um pouco de preconceito por causa disso, principalmente pela liderança, já que os jovens sempre gostaram, mas hoje as pessoas estão bem mais abertas.

Quem você já produziu?

Cristina Mel, Marcos Góes, Wagner Carvalho, Mito e outros. A partir do ano que vem, além do trabalho com a banda, pretendo retomar o selo, lançando novos talentos. A gente não pode ficar parado, é preciso renovar a música. Ela é dinâmica.

Com o contrato com a Top Gospel em vigor, você pretende lançar somente novos artistas no seu selo? Não teme que a dificuldade de tocar em rádio, inerente às pequenas gravadoras, dificulte o trabalho?

Sim, vou lançar apenas novos artistas. O principal problema dos selos pequenos é a distribuição, e a solução para isso é a parceria. Realmente é difícil aparecerem novos valores nas gravadoras grandes, as ditas majors, porque elas têm compromisso com os artistas consagrados. Já os selos têm essa facilidade. Acredito nesse complemento.

O que você acha dessa proposta da Top Gospel de estampar o preço na capa do CD?

Não tenho nada contra. Tem gente que acha que o preço deve ser livre. Mas a gravadora quis facilitar o acesso da população ao CD, à obra do artista. O CD a R$ 18, R$ 20 é caro demais. A Top Gospel começou colocando o CD a R$ 6,90, e foi um verdadeiro estouro. Depois ela reformulou o preço e pôs a R$ 9,90, que ainda é excelente. Acredito que, para disciplinar o lojista, não há outro jeito. O ideal é que se venda o CD com 30% de lucro, mas eles querem vender pelo dobro, e o produto fica encalhado. Nos EUA os lojistas compram o CD a US$ 10 e o revendem a US$ 11, para renovar o estoque.


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