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  Los Hermanos remam a favor da maré e lotam Canecão

Marcelo Camelo enxugando o suor no Canecão. O músico empolgou a platéia com suas músicas, entre elas Todo Carnaval Tem Seu Fim, O Vencedor e Cara Estranho
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A ousadia dos Hermanos foi grande: reservar dois dias do Canecão, tradicional casa de shows carioca, para o lançamento de um disco que, com dois meses nas lojas, ainda não é um estouro comercial. Mas, se os números de Ventura (BMG) – 20 mil cópias vendidas – ainda não são a garantia de bolso cheio para Marcelo Camelo (voz e guitarra), Rodrigo Amarante (voz e guitarra), Bruno Medina (teclado) e Rodrigo Barba (bateria), o mesmo não se pode dizer dos shows. Pelo menos no Rio de Janeiro.
No Canecão os Hermanos remaram a favor da maré. Os fãs não só esgotaram todos os ingressos dos dois dias antecipadamente, como, no dia 31, cantaram em alto brado quase todas as 26 músicas do set list, incluindo as do disco novo. O “quase” aí é só porque o grupo inclui, no meio das músicas de Ventura e de seus outros dois discos (Los Hermanos, de 99, e Bloco do eu Sozinho, de 2001), uma releitura de A Palo Seco, sucesso de Belchior que muitos jovens que foram ao Canecão não conheciam.
A interpretação dos Hermanos para A Palo Seco, bem mais roqueira que a original, é uma pequena mostra do que foi o show: embora o grupo, desde o Bloco..., venha flertando cada vez mais com a MPB e o samba, deixando de lado o pop-rock de seu primeiro disco (que traz o mega-sucesso Anna Julia), no palco quem manda mesmo são as guitarras de Camelo e Amarante. Ambos têm tanto carisma e presença de palco que se dão ao luxo de trocarem os vocais, tocarem baixo em alguns momentos e até tamborim, como fez Amarante na música Descoberta.
Sobre essa troca de vocais, vale uma digressão. Camelo e Amarante compõem todas as músicas dos Hermanos e, como os Titãs, é o compositor quem interpreta as canções. Com a alternância no microfone entre os dois ficou evidente que, apesar de Amarante ser o queridinho dos fãs (que gritaram o nome dele o tempo todo), é Marcelo quem realmente comanda a galera. Suas músicas empolgam mais o público – como ficou claro nas novas O Vencedor, Cara Estranho e Conversa de Botas Batidas e nas antigas Todo Carnaval Tem Seu Fim (de Bloco...) e Tenha Dó (de Los Hermanos) – e seu estilo mais calmo, sem os gritos e gemidos de Amarante, conquistam mais.


Grupo mostra todas as novas canções

Voltando ao show, os Hermanos tocaram, entre as 26 músicas do set list, todas as 15 faixas de Ventura – fato raro na música brasileira – e, o pior, ou melhor, de tudo: em todos os momentos foram acompanhados aos gritos pelos fãs. No cenário, imagens de mar e montanhas lembravam a capa de Ventura. E o show começou exatamente com uma música nova, O Vencedor, uma das melhores do disco. Depois da também nova Além do Que Se Vê, três faixas de Bloco do Eu Sozinho, que levantaram o público: Retrato pra Iaiá, Todo Carnaval Tem Seu Fim e Cadê Teu Suin?. Somente nessa última música, aliás, que o grupo passou do simples boa noite. “A gente tá falando pouco. É que tem muito a ser dito”, disse Camelo, para encerrar logo o papo. “É melhor tocar”.
E o que eles tocaram foi Adeus Você, faixa de Bloco..., acompanhada em coro. Em Um Par, subiu ao palco o baixista Kassin, que produziu Ventura. Com eles, os Hermanos tocaram ainda as
Um dos melhores momentos de Amarante foi quando ele cantou a sua Quem Sabe
novas O Pouco Que Sobrou, Cara Estranho – a primeira faixa de trabalho do CD, cujo clipe está concorrendo a quatro prêmios VMB, da MTV (melhor clipe do ano, clipe de rock, direção e direção de arte) – e A Outra, quando o som, que já vinha apresentando problemas, piorou.
Mas para os fãs isso ainda não era uma ameaça. Eles cantaram com Camelo Tenha Dó e pularam em Fingi na Hora de Rir. Na nova Último Romance, o som ficou ruim de vez, mas os chiados e apitos não impediram que Amarante, mesmo sob vaias (não para ele, mas para o som), continuasse.
Depois de Do Sétimo Andar, Conversa de Botas Batidas, Sentimental e A Palo Seco, vez de um momento curioso: Amarante troca a guitarra e o baixo que ele freqüentemente usava para, com um tamborim maroto, meio 171, “tocar” Descoberta, que contava também com uma cuíca.
Após a agitada Quem Sabe, o show terminou de forma melancólica, com o grupo apresentando a nova De Onde Vem A Calma. Tratando-se de Los Hermanos, ate o bis é original. “Vamos beber uma agüinha ali e já voltamos. Não vamos embora, não”, disse Camelo, que voltou menos de dois minutos depois, cantando mais um grande momento de Ventura (já está até ficando repetitivo dizer isso, mas é que o CD todo é bom), Samba A Dois, que, incrivelmente, mesmo sem tocar em rádio, foi cantada sozinha pelo público em alguns trechos. Depois Rodrigo mostrou uma composição sua, Deixa O Verão, também de Ventura. No final, uma parceria da dupla: A Flor. Fim de show e, apesar de os Hermanos terem deixado em aberto, na coletiva que fizeram para o lançamento de Ventura, a possibilidade de voltar a tocar Anna Julia (a música estava fora da turnê de Bloco...), isso acabou não acontecendo.
Mas também não deixou falta – durante o show, ao contrário do que aconteceu muito na turnê de Bloco..., poucas pessoas gritaram para que eles tocassem a música. O fã Pedro “Pezinho”, de 23 anos, saiu assobiando Anna Julia, mas garante que foi só “pilha”. “Foi melhor sem Anna Julia. Ainda bem que não houve”, desfez ele. Bruna Rangel, 20, pensou um pouco antes de responder. “Anna Julia não fez falta, mas Primavera (outro sucesso de Los Hermanos) fez. É a cara da banda”, afirmou. Já Pedro Valle, 23, ficou impressionado com o bom público da noite. “Acompanho os Hermanos desde a época em que eles tocavam em garagem, para meia dúzia de pessoas. Dê uma olhada agora”, disse ele, apontando para a multidão que saía da casa de shows.
Do lado de fora do Canecão, o público também era grande, principalmente na barraca que vendia produtos do grupo, como camisas e CDs. Bruna Rangel foi uma das que correram para comprar Ventura. “Não conhecia as músicas. Gostei de todas, então tive que comprar”, disse ela, depois de conseguir se livrar da multidão em volta da barraca. Com Ventura, os Hermanos já empataram em vendas com Bloco... e, mesmo sem o novo trabalho ter uma nova Anna Julia, parece que superará muito a venda do disco anterior. Como costuma dizer o colunista do jornal “O Globo” Ancelmo Góis, merece.



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   Disco:  Ventura
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