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  Skank troca os ritmos pelas canções

Divulgação
Henrique Portugal (à dir.) acredita que Cosmotron é uma continuação de Maquinarama. Mas o novo disco do Skank não traz músicas dançantes, que ainda existiam no CD anterior do grupo
As bandas do BRock da década de 80, como Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Blitz, Ira! e Capital Inicial, renegaram a MPB dos anos 70. Já a geração anos 90 se prendeu mais ao contexto regional, como fizeram Raimundos, Chico Science & Nação Zumbi e Skank. Nos anos 2000, enquanto os artistas novos apostam cada vez mais no hardcore (Detonautas, Pitty etc.), os mais experientes promovem um reencontro com a MPB de Chico Buarque, Caetano Veloso e outros nomes.
Basta fazer um apanhado dos principais lançamentos de pop-rock brasileiro de 2003. Em Ventura, os Hermanos cantam até samba. Nando Reis, em seu A Letra A, não desgruda de seu fiel violão, substituto do baixo que usava na época dos Titãs. Em Sobre Nós 2 E O Resto do Mundo, Frejat inaugura parceria com Erasmo Carlos. Isso sem falar nos acústicos, onde o violão impera, como o do Kid Abelha e o recente de Leoni (Áudio-Retrato), e o último disco dos Paralamas, Longo Caminho, de 2002, que, embora traga rocks pesados como O Calibre e Soldado da Paz, emplacou duas belas baladas – Seguindo Estrelas e Cuide Bem do Seu Amor.
O Skank é o mais novo dos veteranos do rock nacional a redescobrir o violão. Depois de investir na tal música regional nos anos 90, resumida no reggae, no ska e no pop, em discos como Calango (dos sucessos Jackie Tequila, É Proibido Fumar, Esmola e Pacato Cidadão), O Samba Poconé (É Uma Partida de Futebol, Tão Seu e Garota Nacional) e Siderado (Mandrake E Os Cubanos e Saideira), os mineiros chegaram a investir, antes da virada do século, no rock de Maquinarama, de músicas como Ela Desapareceu, Canção Noturna e Rebelião. Mas ali ainda estavam vestígios do velho Skank dançante, claros em Três Lados e Fica.
Só que, após um disco ao vivo revisionista, eles reforçaram as cordas com os violões e trocaram os metais pelas batidas eletrônicas do teclado para lançarem Cosmotron (Sony), que, na primeira audição, pode até assustar um desavisado: o disco, marcado por baladas e melancolia, não lembra o tal Skank dançante a que o público se acostumou. “É uma tendência natural do ser humano querer dar uma guinada após fazer uma mesma coisa durante muito tempo. A gente sempre tentou não se repetir. A pessoa não quer comprar o mesmo disco”, diz o tecladista Henrique Portugal, que integra o grupo ao lado de Samuel Rosa (vocais e guitarra), Haroldo Ferreti (bateria) e Lelo Zaneti (baixo).
A primeira faixa de trabalho do disco, a melancólica Dois Rios, é um exemplo da nova sonoridade que o Skank busca em Cosmotron. A melancolia também dá o tom em outras faixas do CD, como em As Noites e Formato Mínimo. Ecos de Maquinarama ainda podem ser sentidos nas roqueiras Por Um Triz, Nômade e Os Ofendidos e em Vou Deixar, a melhor e mais agitada faixa do disco, que não chega ser uma nova Três Rios ou Fica. Mas o que prevalecem mesmo são as baladas com pitadas de eletrônica, como as boas Supernova, Pegadas da Lua, Amores Imperfeitos, Resta Um Pouco e É Tarde.
“Percebemos que as canções ficam”, justifica Henrique. “Sempre fomos marcados por uma banda alegre, de verão, futebol, mulher. Isso poderia soar a longo prazo estereotipado. As pessoas sempre olhavam só para esse lado. Começamos a mudar com Resposta (do disco Siderado), e agora, em Cosmotron, fizemos um disco basicamente de canções.”
Mesmo com todas as diferenças, Henrique acredita que o disco é uma continuação do trabalho de estúdio anterior do grupo. “Cosmotron é uma seqüência de Maquinarama, mas mais maduro, com mais tempo dedicado ao estúdio. Maquinarama foi nosso primeiro passo no sentido de se preocupar em tocar coisas brasileiras, como Mutantes, Secos e Molhados, Clube da Esquina, e bandas melodiosas do rock inglês que temos ouvido, como Coldpaly, Blur, Trevis e Oasis”, afirma Henrique, que tocou no mesmo palco do Coldplay e do Blur em junho, no festival de Reskilde, na Dinamarca, por onde também passaram Bjork, Metallica e Cardigans, entre outros. Em julho, o Skank voltou para a Europa, para shows na Bélgica, Inglaterra e Portugal, onde já possuem carreira consolidada. O mercado europeu, segundo o tecladista, é melhor que o americano para o músico brasileiro. “A Europa é mais receptiva que os Estados Unidos”.


Vendas não preocupam

Henrique acredita também que Cosmotron é uma resposta a estereótipos que se criaram na música brasileira. “A gente viaja lá pra fora e a música brasileira ficou caracterizada pelo ritmo. Mas o Brasil não é só ritmo. É legal juntar três percussionistas no palco, mas não é só isso, nem só o hardcore chato que tomou conta do rock nacional. Não sou contra, sou contra ser só isso. Mas tudo é cíclico. Você engana o público por pouco tempo”, diz ele.
Na nova turnê, que deve começar em setembro, o Skank fará algumas adaptações na banda: entrará mais um guitarrista e sairá o saxofonista. O grupo ainda não definiu quais músicas do novo disco entrarão no set list, mas é certo que os sucessos continuarão lá. Henrique garante que o Skank tocará até mesmo músicas batidas como É Uma Partida de Futebol e Garota Nacional, que fogem à sonoridade que o grupo vem buscando em seus últimos discos.
“O Mick Jagger vivia dizendo que não se via com mais de 60 anos cantando Satisfaction, e aí está ele. Não nos cansamos de nossos sucessos. Cada show é uma história. Vejo todo dia futebol, então não há porque me enjoar de É Uma Partida de Futebol. A música com o passar do tempo melhora, como aconteceu com É Proibido Fumar e Três Lados, que hoje é o ápice do show. Ainda vamos tocá-las por um bom tempo”, diz o tecladista.
O Skank vem de um grande sucesso, MTV Ao Vivo, cujo CD está chegando à casa das 600 mil cópias vendidas (disco duplo de platina) e DVD ultrapassou as 50 mil unidades (disco de platina). Consciente de que o novo trabalho não tem o mesmo apelo comercial, Henrique aponta o passado como motivo para não se preocupar com as vendas do novo disco. “As vendas são importantes. No nosso caso, nos deram garantias. Só fizemos um CD como Cosmotron porque viemos de uma boa vendagem.”



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