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  Família Caymmi faz show histórico no Canecão. Só faltou registrar

Nana Caymmi lançou seu disco O Mar E O Tempo no Canecão, no dia 23 de julho, mas parecia mais preocupada com o Prêmio TIM, que acontecia no Theatro Municipal do Rio
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O show era em Botafogo, Zona Sul do Rio, mas Nana Caymmi parecia estar mais preocupada com o que acontecia a alguns quilômetros dali, no Centro da cidade. É que, enquanto ela lançava no Canecão, no dia 23 de julho, seu disco O Mar E O Tempo (Universal), no qual homenageia o pai, Dorival Caymmi, em show que contaria com a presença dos irmãos Dori e Danilo, Nana concorria a três troféus no Prêmio TIM, que acontecia ao mesmo tempo no Theatro Municipal: Melhor Disco, por O Mar E O Tempo; Melhor Cantora no voto dos jurados e Melhor Cantora no voto popular.
Talvez por isso Nana entrou no palco suando demais, em noite nem tão quente assim, e permaneceu visivelmente nervosa e ansiosa nas dez músicas que cantou. Mais tarde, a cantora deixaria os irmãos sozinhos no Canecão para ir correndo ao Municipal, onde ainda chegaria a tempo de receber o prêmio de Melhor Cantora. Estava explicado, mas não justificado.


Show começa com os três irmãos no palco

Nana quase comprometeu o que poderia ser considerado o melhor show de MPB do ano. Um belíssimo encontro histórico entre três das maiores vozes da música brasileira, que só não perdeu totalmente o brilho devido à competência de Dori e Danilo, que seguraram bem a ausência deixada pela irmã. Uma noite tão bela que, apesar do furo de Nana, poderia ter sido gravada pela Universal para virar DVD, ainda mais porque Dori, assim como Nana, é artista da companhia, por onde lançou recentemente o CD Contemporâneos.
Acompanhada de uma ótima banda, comandada pelo pianista Cristóvão Bastos, Nana entrou no palco do Canecão cantando o clássico do pai Santa Clara Clareou. Logo os irmãos Dori e Danilo entrariam para acompanhá-la, em cena que estava prevista para se repetir no final mas que acabou não acontecendo. Uma pena.
Sozinha, suando muito, Nana cantou outras músicas de Dorival que compõem o repertório de O Mar E O Tempo, disco que foi inspirado nos 90 anos que o pai completará em 2004 e na biografia que a filha Stella escreveu do avô, “Dorival Caymmi – O Mar E O Tempo”. As primeiras, sem muitas palavras ao público, foram Não Tem Solução, Você Não Sabe Amar, Adeus e Morena do Mar. Na indefectível Saudade de Itapoã, a primeira interação. “Imagino quando ele (Dorival) veio para o Rio, em 38. Foi aí que começou o disco e o livro”, disse Nana, antes de cantar a música, a mais aplaudida até o momento.
A seguir, Nana rasgou seda mais uma vez ao pai ao cantar Desde Ontem. “Ele fez essa música nos anos 50 para cantar em boate. É um arraso.” Outro bom momento do show foi com o samba Festa de Rua, gravado por Gal Costa e Olivia Hime, que empolgou a platéia.
Foi quando Dori voltou ao palco e, ao violão, acompanhou a irmã em Sargaço Mar. “Estou hoje aqui ao lado desse contemporâneo”, disse Nana, dando a deixa para cantar com o irmão Lembra de Mim, de Ivan Lins e Vitor Martins, que o músico gravou com ela em seu belíssimo Contemporâneos. Como disse Nana, um arraso.
A cantora saiu do palco – mais tarde, Danilo anunciaria que ela havia saído também do Canecão para ir ao Prêmio TIM – e deixou Dori, ao violão, acompanhado somente de Cristóvão Bastos. A dupla deu um show, em todos os sentidos, ao mostrar as canções do novo CD de Dori, um dos melhores do ano, no qual o músico relê obras-primas de compositores de seu tempo com algumas participações especiais. A primeira foi Viola Enluarada, clássico de Marcos e Paulo Sérgio Valle, cujo arranjo original foi feito pelo próprio Dori, seguida de Cão sem Dono, de Sueli Costa e Paulo César Pinheiro, gravada por Elis Regina.
Dori saiu um pouco do repertório de Contemporâneos para mostrar Rio Amazonas, homenagem a Tom Jobim e a Villa-Lobos. Na volta, outro clássico, Ponta de Areia, com Danilo no palco.
Sozinho, Danilo – que gravou recentemente o CD Trilhas, em que relê músicas que foram temas de novelas e minisséries globais – deu prosseguimento à homenagem a Dorival Caymmi iniciada pela irmã, com um pot-pourri com “mais sexualidade”, como ele mesmo disse: os sambas Vatapá, O Que É Que A Baiana Tem e Maracangalha. Depois de Retirantes, parceria de Dorival e Jorge Amado, o momento alto da noite: a eterna Marina, que pôs o Canecão inteiro para cantar.
Com Dori de volta ao palco, Danilo mostrou duas canções que ele gravou em Trilhas: Eu Sei Que Vou Te Amar, de Tom e Vinícius (tema da novela “Anjo Mau”) e O Bem E O Mal (da série “Riacho Doce”). A seguir, Danilo destilou um pouco do humor ferino pelo qual são conhecidos os filhos de Dorival, antes de cantar Saudade da Bahia. “Acho que essa foi uma canção profética do meu pai. Anos depois ela se encaixaria perfeitamente em um senador baiano”, disse ele, para risos gerais. O show acabou com o principal sucesso de Danilo, Andança, já gravada por meia MPB.
No bis, os irmãos anunciaram que Nana saíra do Canecão “para receber 800 prêmios para a família” no Prêmio TIM, mas que eles também tinhas músicas de Caymmi para mostrar. Dori saiu de seu banquinho e ficou de pé para cantar com o irmão Peguei Um Ita no Norte e a famosa Suíte do Pescador. Fim de festa, pelo menos ali. No Municipal Nana recebia o prêmio de Melhor Cantora, e no Canecão o público se despedia extasiado de uma noite memorável para a MPB. Faltou apenas o registro.



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