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  Vida leva Zeca à consagração

Reprodução
Considerado pelo U.M. como o melhor disco de samba de 2002, Deixa A Vida Me Levar deu três prêmios TIM a Zeca Pagodinho
Zeca Pagodinho foi o grande vencedor do Prêmio TIM de Música Brasileira. Com seu CD Deixa A Vida Me Levar – que, no início deste ano, fora considerado pelo UNIVERSO MUSICAL como o melhor disco de samba de 2002 – e música homônima, o partideiro de Xerém venceu três das quatro categorias para as quais havia sido indicado – Melhor Canção, Disco de Samba e Cantor de Samba. Zeca só não venceu na única categoria que não foi escolhida pelo júri composto por 21 profissionais ligados ao mundo da música – o voto popular, que consagrou Lenine como Melhor Cantor e Cássia Eller como Melhor Cantora.
A presença de um júri é exatamente o que diferencia o Prêmio TIM do Prêmio Multishow, cujos vencedores são escolhidos somente pelo público, o que privilegia mais a popularidade do artista do que a qualidade de seu trabalho e gera distorções como a escolha de Ivete Sangalo como a melhor cantora brasileira e Já Sei Namorar (Tribalistas) a melhor música. Só para se ter uma idéia, no Prêmio TIM as mesmas categorias foram vencidas por Nana Caymmi e Zeca Pagodinho (com Deixa A Vida Me Levar, indiscutivelmente melhor e mais marcante no ano passado que Já Sei Namorar).
Dividido em 12 categorias dos mais variados gêneros musicais, populares e eruditos – MPB, Canção Popular, Pop-rock, Samba, Regional, Instrumental, Arranjador, Revelação, Melhor Canção, Projeto Visual, Prêmios Especiais e Voto Popular – o Prêmio TIM entregou ao todo 37 troféus e permitiu que grandes nomes da música brasileira, como César Camargo Mariano (Melhor Disco Instrumental, Duo, com Romero Lubambo), Hermeto Pascoal (Melhor Grupo, com sua banda, e Melhor Arranjador, por seu Mundo Verde Esperança) e Dominguinhos (Melhor Disco Regional, por Chegando de Mansinho) fossem laureados. Jamelão, com seu Cada Vez Melhor, foi escolhido o autor do Melhor Disco de Canção Popular, vencendo Roberto Carlos (Roberto Carlos) e Fábio Júnior (Acústico), o que seria difícil acontecer no Prêmio Multishow. Os únicos senões foram a escolha de Cássia Eller como Melhor Cantora de Pop-rock, já que ela morreu em 2001 e, conseqüentemente, participou da premiação com um disco póstumo (10 de Dezembro), e Luiz Melodia – escolhido pelo U.M. como autor do melhor disco de MPB de 2002, por Convida Ao Vivo – vencer como Melhor Cantor na categoria Pop-rock, em vez de MPB.


Homenagem a Ary Barroso

Organizado por José Maurício Machline, o Prêmio TIM substitui o Prêmio Sharp, realizado entre 1986 e 1999, e o Caras, que aconteceu em 2002, ambos com Machline à frente. O prêmio faz parte do projeto TIM Música Sem Fronteiras, que inclui também o TIM Festival (antigo Free Jazz) e o projeto social TIM Música nas Escolas.
Em sua primeira edição, o Prêmio TIM homenageou Ary Barroso – que em 2003 completaria 100 anos – com performances do ator André Valli, muito semelhante fisicamente ao compositor, radialista e comentarista esportivo mineiro. Ary estava presente também no telão da abertura, onde eram mostradas imagens dele com textos lidos por Fernanda Montenegro; nas fotos e outros materiais relativos ao compositor espalhados pelo Municipal; e no cenário, assinado por Gringo Cardia, que representava um campo de futebol, paixão do rubro-negro Ary. Por causa dessa paixão, os jogadores Raí e Vampeta e o comentarista Armando Nogueira foram escolhidos como apresentadores, ao lado de diversos artistas da TV e apenas um músico, Milton Nascimento.
Mas, em um prêmio como esse, as maiores homenagens só poderiam vir mesmo na forma de música. Dirigidos por Wagner Tiso, vários artistas interpretaram composições famosas de Ary Barroso: Elza Soares cantou Grand Mond do Crioleu; João Bosco, Rio de Janeiro (Isso É O Meu Brasil); Alcione e Martinália, É Luxo Só; Chitãozinho e Xororó, No Rancho Fundo; Zélia Duncan e Luiz Melodia, Na Batucada da Vida; e, em um encontro inédito, Paulinho da Viola e Ney Matogrosso cantaram Pra Machucar Meu Coração. Coube ao próprio Tiso e ao virtuose Yamandu Costa uma interpretação instrumental do maior sucesso de Ary, o hino Aquarela do Brasil. A parte musical foi completada com Stella Miranda e o Monobloco.
Vencedor do prêmio de Melhor Cantor Regional, pelo disco De Janeiro A Janeiro, Alceu Valença disse que homenagens como essas, a ícones da música brasileira, deveriam se estender ao plano governamental. “Vivemos em um país sem memória. O governo federal deveria instituir 2003 como o Ano de Ary Barroso e lançar campanhas para que as pessoas conheçam e se lembrem dele. Ary é eterno e precisa servir de referência”, afirmou Alceu.
No final, André Valli dedicou o evento a três personalidades que morreram este ano: o produtor Almir Chediak, o compositor e poeta Waly Salomão e o músico Itamar Assumpção. Lembrança justa de um prêmio que, logo em sua primeira edição, caracterizou-se muito mais por bolas dentro do que fora. Ary Barroso teria gostado de transmitir esse jogo.



Veja mais:


  Conheça todos os indicados e os vencedores do Prêmio TIM


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