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  Não defina, apenas dance ao som de Lucas Santtana

Reprodução
Em seu segundo disco solo, Parada de Lucas, Lucas Santtana dá um show de suingue em 11 faixas dançantes
O nome que a baiana Margareth Menezes deu para seu mais recente CD, Afropopbrasileiro, lançado em 2002, é um bom começo para entender o som que o conterrâneo Lucas Santtana mostra em seu segundo disco, Parada de Lucas. Isso porque nas 11 faixas do álbum, o primeiro trabalho de seu recém-criado selo, Diginois, o cantor e multiinstrumentista faz uma salada musical que engloba ingredientes como música pop dançante, eletrônica e batuques do candomblé, além de MPB e rock.
A explicação para tantas influências vai para além do fato de Lucas ser soteropolitano e ter passado 23 de seus 32 anos na Bahia (os últimos nove ele passou no Rio, onde mora atualmente), um caldeirão sonoro por si só. O músico – que começou a carreira como flautista na escola de música da Universidade Federal da Bahia – já tocou instrumentos diversos com artistas dos mais variados gêneros, desde a flauta e o sax, nas bandas de Gerênimo e Gilberto Gil (com quem gravou o álbum Unplugged) e no disco Afrociberdelia, de Chico Science, até o violão e a guitarra, no disco Memórias, Crônicas e Declarações de Amor, de Marisa Monte. Como compositor, Lucas tem músicas gravadas por Daniela Mercury (Domingo no Candeal), Fernanda Abreu (Fatos E Fotos), Marisa Monte (Abololô), Katia B (Tanto Faz para O Amor) e Davi Moraes (Ilê É Bom, Abra A Boca e Favela), entre outros.
Lucas, entretanto, prefere fugir dos rótulos. “Não classifico meu som. É uma mistura de muitas coisas”, esquiva-se o músico, cujo disco tem uma sonoridade muito próxima a de Papo Macaco, primeiro CD de Davi Moraes, outro novo-baiano (ele é carioca, mas filho do baianíssimo Moraes Moreira) que desponta na música brasileira. “Há uma tentativa de rotular, explicar o nosso som. Tem uma geração de pessoas há algum tempo fazendo um trabalho bom, de qualidade, que não se encaixa em rótulos. Me incluo nessa cena contemporânea que está acontecendo, que não está preocupada em vender milhões, mas apenas em mostrar o seu trabalho”, diz Lucas.


Releitura de Bob Marley

Parada de Lucas
é um disco basicamente autoral, em que se destacam as suingadas Freqüente, Lycra-Limão (incluída na trilha do filme “Deus É Brasileiro”), No Intuito, Eu@.com.você (cujo clipe está na programação da MTV) e Tática de Machine, que ganhou um remix de não deixar ninguém parado. Há apenas uma releitura: Punky Reggae Party, música esquecida do repertório de Bob Marley, gravada no disco ao vivo Babylon by Bus. Lucas conta que chegou até a canção através de um professor de inglês nascido na Inglaterra.
“Procurei a letra dessa música em todos os lugares, mas não a encontrei, porque nem o Bob Marley nem ninguém nunca a gravou em estúdio. Pedi ajuda a um professor de inglês, e ele me contou que a letra surgiu depois que Bob assistiu a um show punk na Inglaterra e ficou impressionado com a atitude roqueira mas não violenta dos jovens”, explica Lucas.
O primeiro CD de Lucas Santtana, Eletro Ben Dodô, apesar de ter alcançado a vendagem de 10.000 cópias no Brasil – marca bastante razoável para um trabalho independente – foi mais bem recebido no exterior, gerando ao músico várias excursões, principalmente à Europa. Nos Estados Unidos, Eletro Ben Dodô foi incluído na lista dos dez melhores CDs independentes de 2000 pelo “The New York Times”.
Segundo Lucas, o título do disco, nome de um bairro carioca, mostra uma coerência entre os dois trabalhos. “A ‘
parada’ de Lucas é a afinidade entre os meus dois discos, é uma coisa minha, que eu defini”, diz o músico, que afirma que seu intuito, ao gravar, não é visar ao mercado externo. “Não acho que meu disco seja feito para fora. O trabalho é voltado para cá; basta ver o conteúdo, o som. Faço música popular, e sei que o tempo vai legitimar meu trabalho.”
Lucas não se mostra preocupado em fazer sucesso imediato. “Quando você faz uma música misturada, que não dá para tocar em rádios segmentadas, você deve seguir até conseguir seu espaço. Zeca Pagodinho levou 15 discos até estourar, o que só aconteceu depois do pagode romântico. Faço coletivas para centenas de rádios comunitárias do Rio, de São Paulo e Belo Horizonte. Se isso virar uma rede de contato, a coisa vai acontecer”, diz Lucas, que, mesmo consciente das dificuldades de um músico independente para divulgar o trabalho, não desanima. “Faço tudo sempre com tesão. Gosto do que faço. Quero fazer barulho e que ele chegue o mais longe possível.”
A crise no mercado fonográfico também não assusta o jovem músico. Lucas acredita que o momento desfavorável para o mainstream é bom para os selos independentes, como o dele. “Para a gente essa crise do mercado é boa. Se as multinacionais caírem, o mercado vai se igualar. Mas hoje as coisas são mais fáceis. Eu tenho programa de rádio, toco em festas. Posso divulgar meu trabalho, o que há alguns anos atrás era impossível”, afirma Lucas, que tem um programa na rádio Viva Rio AM todas as sextas-feiras, de 14h às 15h, e promove uma festa na boate Melt, no Leblon, Zona Sul do Rio, também às sextas.
Apesar de tanta afinidade com o Rio, serão os paulistas a conferir primeiro a turnê do novo disco de Lucas Santtana, que chega à Terra da Garoa em agosto, ainda sem local e data definidos. No Rio o show oficial de lançamento do disco acontece em setembro. Cariocas e paulistas têm tempo de sobra para se prepararem para se esbaldar na pista de dança.



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