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  Lulu Santos retoma parceria em Memê e acerta em disco dançante

Lulu Santos está de braços abertos para o público em seu novo CD, Bugalu. Nele o cantor, compositor e guitarrista faz o que sabe de melhor: botar o povo pra dançar
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Lulu Santos está para o pop nacional assim como Michael Jackson está para o pop mundial. E isto é matemática, ciência mais do que exata – não há erros ou exceções. Aos 20 e tantos anos de carreira, Lulu parece ter entendido também esse 2 + 2 = 4, e desistiu de enveredar pelo pop-rock – caminho quer optou no mal-sucedido disco Programa, de 2002 – para partir para o que sabe fazer de melhor: botar o povo pra dançar.
E, para isso, nada melhor que dar uma olhadinha num passado não tão remoto, e ver o que há de interseção entre os deliciosos radio-hits Assim Caminha A Humanidade, Tudo Igual, Aviso Aos Navegantes, Cadê Você, Descobridor dos Sete Mares e Dancin’ Days, dos multiplatinados discos Assim Caminha A Humanidade (94), Eu E Memê, Memê E Eu (95) e Anticiclone Tropical (96). Resposta: DJ Memê. Bingo. Professor Lulu convocou novamente o polivalente produtor carioca, e voltou a marcar um gol de placa em seu mais novo trabalho, Bugalu (BMG). Um, não, vários. É goleada.


Melhor faixa não é dançante

O U.M. cantou a bola quando Lulu Santos lançou Programa, em 2002: o disco – que marcava a volta do músico à guitarra depois de dois anos empunhando o violão na bem-sucedida turnê de Acústico MTV – trazia boas composições, que remetiam ao pop-rock do Lulu Santos oitentista, mas carecia de um must, um quê a mais, que poderia ser traduzido apenas como apelo comercial. A própria faixa de trabalho, Todo Universo, até tocava nas rádios, mas parecia algo forçado, não natural. Tanto que ficou só nela mesmo e hoje dificilmente pode-se escutá-la no dial.
A prova de que agora Lulu mudou completamente o rumo é que a primeira faixa de trabalho de Bugalu, Já É, está estourada em todas as rádios – roqueiras, populares, adultas ou de MPB – e na TV, como tema de abertura da novela global “Agora É Que São Elas”, das 18h. A música é altamente dançante, com programação de bateria e edição em Pro-Tools a cargo do DJ Memê, lembrando muito os sucessos Aviso Aos Navegantes, Tudo Igual e Assim Caminha A Humanidade, que Lulu já transformou em pot-pourri em seus shows. O refrão de Já É (“Por isso eu quero mais / Não dá pra ser depois / Do que ficou pra trás / Agora que já é”) é um daqueles que grudam na cabeça e te fazem cantar o dia inteiro, sem deixar dor na consciência depois, como geralmente acontece com esses sucessos popularescos chicletes.
Bugalu
segue dançante com Leite & Mel, que traz samplers feitos por Memê e efeitos de teclado, por William Magalhães. Na letra, uma curiosidade: a obsessão de Lulu pela palavra “beleléu” (Procuro rios de leite e mel / Antes que o mundo vá pro beleléu / Tá me entendendo?”), que também aparece em Programa, na faixa A Mensagem (“A vida é incerta / Mas pior é o beleléu / Well”). Coisas de astro pop.
A seguir, a melhor faixa do disco: Melô do Amor. Um pouco mais lenta, com uma levada soul, é a primeira música com a presença de um baterista “real” e não virtual, Xokolati, que acompanha Lulu há alguns anos (polivalente, Memê vai para o pandeiro). Fechando a eficiente cozinha, o baixista André Rodrigues também dá um show. Se a BMG souber explorar, Melô do Amor pode ser o grande estouro de Bugalu, mas ainda que Já É.
As duas faixas seguintes retomam a veia dançante do disco: Sem Pressa e Jahu, especialmente a última, bem interessante. Já As Escolhas é uma verdadeira balada soul, destoando do restante do CD, com a participação de Pedro Mariano. A presença do filho de Elis Regina e Cesar Camargo Mariano é uma retribuição à gravação que Pedro fez, em seu recente álbum, Intuição, de De Repente, música esquecida do repertório de Lulu.
Em Língua Presa, Lulu Santos dá continuidade à parceria com Marcos Valle, que já havia produzido, em trio com Ed Motta, a semibossa Walkpeople, de Programa. Nas dançantes Raiô, Rito Pagão e Intoxicado, Lulu vai além da programação de bateria e grava também baixo eletrônico, com os músicos Renan Penedo, André Rodrigues e Hiroshi Mizutani, respectivamente.
Confirmando sua afinidade com o mundo eletrônico, especialmente dos computadores – que fica claro até na programação visual dos encartes de Programa e Bugalu, assim como nas letras das músicas dos dois discos, que vêm escritas com a “gramática do e-mail”, que troca “que” por “q”, “de” por “d”, “quando” por “qdo”, “você” por “vc” etc. – Lulu gravou a faixa Delete, outro grande momento do CD, com versos como “Ora quer saber? / Deletei você / Limpei do HD / Apaguei seu vírus da programação / Sem definição / Seu arquivo vai / Rapidinho sumindo da memória”. Para se ter uma idéia de o quanto Lulu levou a sério essa história de informática, o arranjo de teclado foi enviado ao estúdio pelo músico Pedro Mills via internet.
Para encerrar o CD, Lulu chutou o balde de vez, no bom sentido: Chega d Dogma é um techno ultradançante, com todos os instrumentos tocados no computador, e que não deixa nada a dever ao som que rola nas pistas. Ao fundo, o cantor repete a expressão “chega de dogma”, em clima alucinante. Já que a onda é pôr a galera pra sacudir, o encerramento de Bugalu é um convite bastante coerente para quem se preocupa com guitarras roqueiras a deixar de lado a tradição e entrar de boca no que a tecnologia do novo milênio proporciona. Já é. E chega de dogma.



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   Disco:  Bugalu
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