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  Disco de Marina Lima explode a crise da série Acústico MTV

Único convidado do show do dia 4, no Canecão, Alvin L. também participou do Acústico MTV de Marina Lima, assim como Fernanda Porto, Liminha e Martinho da Vila
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O marketing que Marina Lima está utilizando para divulgar o seu Acústico MTV, lançado recentemente em CD e DVD pela EMI, é o de que o disco marca o reencontro da cantora – livre da depressão que quase a fez desistir da carreira nos anos 90 – com o seu público. Mas não é isso que se vê (e ouve) no CD, no DVD e na turnê, que passou pelo Rio de Janeiro nos dias 4, 5 e 6 de julho, no Canecão, e chega a São Paulo nos dias 1º e 2 de agosto, no DirecTV Music Hall. No CD/DVD e no show do Rio, Marina deixou de fora grandes sucessos de sua carreira, como Acontecimentos, Eu Te Amo Você, Nosso Estranho Amor, Mesmo Que Seja Eu, Eu Vi O Rei, Preciso Dizer Que Te Amo, Veneno, Nada por Mim e outras.
Enquanto isso, a cantora gravou duas faixas “lado B” dos discos Virgem (87) e Pierrot do Brasil (98), respectivamente Prestes A Voar e Na Minha Mão; e três inéditas: Sugar (parceria com Alvin L., incluída na trilha da novela global “Agora É Que São Elas”), A Não Ser Você (pop-rock também escrito com Alvin L., inspirado no álbum Bloco do Eu Sozinho, do Los Hermanos) e Arco de Luz (samba composto com o irmão, Antonio Cícero, e gravado no CD/DVD em pot-pourri com Tom Maior, sucesso de Martinho da Vila, que participa da faixa).
No show do dia 4, no Canecão, que contou com a participação de Alvin L., na faixa Sugar, Marina chegou a responder atravessado quando um fã berrou da platéia pedindo que ela cantasse Acontecimentos. “Acontecimentos está fora do disco e do show. Já cantei demais. Enjoei”, disse Marina, contrariando seu próprio discurso ao se recusar a cantar uma música tão querida pelos fãs. Uma atitude que os Titãs não tiveram quando gravaram se unplugged em 97: Sonífera Ilha, deixada de fora por questão de espaço, foi incluída nos shows e acabou entrando no disco Volume 2, continuação em estúdio de Acústico MTV. Não é à toa que o grupo paulista produziu um dos melhores discos lançados com a marca Music Television.


Show decepciona fãs

No dia 4, muitos fãs saíram decepcionados com o show, no qual Marina aparece quase o tempo todo sentada e troca os solos de guitarra, que fizeram dela a mais roqueira das cantoras da MPB, por violões. No Canecão, Marina seguiu quase todo o repertório do DVD, acrescentando apenas três músicas, num total de apenas 18: Pierrot, Criança (ótima música, pena que não entrou no disco) e Salvador, uma versão de Marina para a música Hollywood, do novo disco de Madonna, American Life, que não entrou no CD/DVD porque não ficou pronta a tempo.
Quando o show terminou, após a nova leitura drum ‘n’ bass de Charme do Mundo, feita por Fernanda Porto (que divide os vocais com Marina e toca sax no CD/DVD), o público aplaudiu friamente, da mesma forma que fizera em músicas como Virgem, Pra Começar e Grávida, que não empolgaram. Nem mesmo o bis, com o pot-pourri À Francesa/Uma Noite E Meia, que encerrou a apresentação e fez as pessoas se levantarem de suas cadeiras, serviu para levantar os ânimos. “O show foi muito curto. Faltaram muitas músicas”, reclamou a dona de casa Carla Esteves, que é fã de Marina há 20 anos e deu o nome da cantora à filha. A qualidade técnica não agradou ao comerciário Voguer Vicente, que já foi dono de uma equipe de som. “O som poderia estar mais alto. O show não esteve à altura dos outros que vi da Marina”, lamentou ele.
Ao deixar de fora tantos sucessos, Marina perdeu a chance de aproveitar a força da marca Acústico MTV e fazer um grande disco. Oportunidade perdida também por seus antecessores mais recentes na série: Kid Abelha, Jorge Benjor e Cidade Negra. O que reforça a tese levantada pelo Universo Musical de que a série da Music Television sofre sua principal crise desde 92, quando foi lançada no Brasil por João Bosco. O motivo mais provável para isso é que, depois do megassucesso das edições dedicadas a Titãs (97, 1,6 milhão de cópias vendidas), Capital Inicial (2000, 1 milhão), Lulu Santos (2000, 800 mil) e Roberto Carlos (2001, 1,5 milhão), os artistas deixaram que o nome Acústico MTV se tornasse maior que a qualidade do repertório.
Assim como todos os discos da série, os Acústicos MTV de Cidade Negra, Jorge Benjor, Kid Abelha e Marina Lima foram bem produzidos, com perfeita qualidade de áudio, mas deixaram demais a desejar nas músicas escolhidas – faltaram sucessos marcantes nas carreiras dos artistas e sobraram releituras duvidosas e inéditas sem o mínimo apelo popular. O Acústico MTV Marina Lima foi o ápice de uma crise que já vinha sendo anunciada há dois anos. Que fique o exemplo para os próximos da fila: está na mão deles dar uma guinada nos rumos da série ou contribuir para um triste fim que não demorará a chegar.



Veja mais:


  Entrevista com Marina Lima: “Eu tenho muitos hits, não dava para incluir todos”
   Disco:  Acústico MTV Marina Lima
     Ficha técnica, faixas e compositores



 
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