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  Alex Cohen: do barzinho à loja de CDs, passando pelo outdoor

Divulgação
Alex Cohen mesclou competência, sorte e ousadia para sair dos bares cariocas e lançar seu primeiro disco por uma grande gravadora, a Universal. “Meu melhor cartão de visitas é o show”, diz o cantor
Se você mora no Rio ou em São Paulo, muito provavelmente tenha visto outdoors espalhados pelas cidades perguntando: “Alex quem?”. Logo embaixo vinha a dica, dizendo mais ou menos assim: “vem aí o novo fenômeno da música brasileira”. Bem, agora o mistério já se desfez. O tal fenômeno é Alex Cohen, um artista de 32 anos que, depois de passar mais de 10 deles tocando e cantando em barzinhos da Barra da Tijuca e da Zona Sul do Rio de Janeiro, está lançando seu primeiro disco, Alex Cohen Ao Vivo, por uma gravadora, logo de cara uma multinacional, a Universal Music. Isso graças ao público fiel que conquistou e à ousadia de investir na carreira.
“Você pode até achar que sou um cara de sorte, mas na verdade sou um cara que rala muito e que tem um pouco de sorte. Toco de noite e divulgo o disco de manhã”, diz Alex, que só fez aumentar o ritmo de trabalho após o disco. São cerca de 30 shows por mês, quase um por dia. “Fiz um CD independente há alguns anos e, com o dinheiro que fui ganhando, comprei equipamentos. Participei de um grande evento, chamado “Viva Elvis”, com Léo Jaime, Jerry Adriani e outros, quando consegui comprar meu primeiro teclado, para fazer meus próprios arranjos. Aí passei a fazer festas e a tocar em shoppings sozinho. Comecei a ganhar melhor e a ser visto por mais pessoas. Meu melhor cartão de visitas é mesmo o show”, afirma Alex, que chegou a abrir shows de Claudio Zoli e Celso Blues Boy antes da fama.
E foi assim, fazendo shows e investindo cada dinheiro ganho, que Alex foi descoberto pelo diretor artístico da Universal, Max Pierre. Após anos tocando na noite do Rio – primeiro em bares de Copacabana, onde ganhava apenas o dinheiro do transporte, e depois em restaurantes do shopping Downtown, da Barra, onde conquistou boa parte de seu público – o cantor decidiu ir mais longe. Em outubro de 2001 ele alugou o Garden Hall, casa de espetáculos da Barra, e conseguiu vender todos os 900 ingressos. Entre a platéia estavam diretores de gravadoras, mas nem mesmo a ajuda do diretor global Aloysio Legey, um dos idealizadores do show, fez com que houvesse um primeiro contato.
Alex não desistiu. Ao contrário, arregaçou as mangas e planejou um vôo ainda mais alto: alugar, em janeiro de 2002, o Canecão, um palco bem maior e mais tradicional do que o do Garden Hall. Não foi fácil vender todos os ingressos, mas no final veio a consagração. “O sonho de todo cantor que está começando é tocar no Canecão. Eu sabia que não era fácil, mas tomei fôlego e o aluguei. Na primeira noite não vendi nada. Na segunda foram 35 ingressos. Depois foram mais de 1.500. Fiquei feliz, teve até cambista!”, comemora Alex, que seguiu direitinho a cartilha deixada por Elimar Santos, o primeiro a estourar após alugar a casa de Botafogo. “Soube que em uma noite, depois do show no Canecão, o Max Pierre foi escondido ao Downtown para me ver cantar. Um dia recebi uma ligação dele com o convite. Foi a confirmação de que eu estava certo, era preciso ousar. Não foi em vão.”


Músicas autorais e releituras

O CD independente de Alex Cohen, gravado em estúdio, tinha apenas músicas autorais. Quando se formalizou o acordo com a Universal, a gravadora propôs misturar no novo disco – que é produzido por Ricardo Feghali, do Roupa Nova – músicas de terceiros que faziam sucesso nos shows a canções próprias. Alex diz que a idéia não foi se diferenciar de Emmerson Nogueira, outro cantor de barzinho que está fazendo sucesso interpretando músicas alheias.
“Seria muita forçassão de barra gravar músicas minhas só para nos diferenciar. São trabalhos distintos – tive o Feghali como produtor, canto em português e espanhol, toco guitarra e 50% do repertório são meus”, diz Alex, visivelmente contrariado com a comparação. “Nós queríamos reunir no CD os melhores momentos dos bares. E eu preferia um disco ao vivo, pois é mais verdadeiro. Prefiro até fazer ao vivo nas TVs. Fica mais bonito, eu interpreto melhor, meu olho brilha”, complementa o cantor, que no repertório incluiu grandes sucessos populares, como os pot-pourris de Guilherme Arantes (Meu Mundo E Nada Mais/Pedacinhos/Cheia de Charme) e Roberto Carlos (Outra Vez/Um Jeito Estúpido de Te Amar/Falando Sério) e músicas suas já conhecidas pelos fãs, como Essência do Prazer e Sou Teu Refém, versão de Alex para o hit Show Me The Way, de Peter Frampton.
Outra diferença apontada por Alex entre ele e Emmerson Nogueira – que em seus shows canta apenas músicas em inglês ao violão – é a interação com o público. Em um momento do show, o cantor vira comediante e põe as pessoas para rir com seus personagens. No “momento gay”, ele imita George Michael e Elton John, cantando Don’t Let The Sun Go Down on Me. Já no “momento embromation”, Alex satiriza os artistas que se enrolam na hora de cantar. A principal “homenageada” é a Marrom Alcione. “Dizem que eu sou um showman”, afirma Alex, humilde.
O número de shows não pára de aumentar. No início de julho, Alex cantou, numa mesma semana, em um shopping da Baixada Fluminense; na Barra da Tijuca; em um congresso empresarial no Guarujá, no litoral paulista; em um evento para 1.500 pessoas em Penedo, no sul fluminense; e, para fechar, no Faustão. O cantor já começa a sentir o gostinho da fama. “Com o disco o enfoque está mudando. Não é mais o cantor do bar que atende a pedidos, é o artista. Agora dou autógrafos”, diz ele, em meio a desacreditadas gargalhadas.
A ficha de ter tocado no Faustão ainda não caiu. “Estou há 12 anos vivendo de música, acredito no meu trabalho e sei que ele vai crescer gradativamente. Não estou querendo criar expectativa. Já é uma honra para um cara que só ganhava o transporte para trabalhar ir agora tocar no Faustão, sabendo que 30 milhões de pessoas estão me vendo. O trabalho está sendo levado para lugares diferentes. Agora é só saborear”, diz ele.
Mas o cantor rejeita qualquer possibilidade de estrelismo. “Se eu deixar o estrelismo subir à cabeça, não vou conseguir me entregar tanto. A vaidade vai te iludindo e deixando cego. Não quero estourar no primeiro disco e sumir. Quero é cantar até ficar velho. Me sinto começando”, afirma Alex, que não sabe quantos discos são previstos no contrato com a Universal. Sua única certeza é de que, se este trabalho der certo, as portas estarão definitivamente abertas. “Sou um artista novo; já é maravilhoso o que fizeram por mim. Meu objetivo é corresponder o investimento que a gravadora fez, ainda mais neste momento desfavorável da indústria fonográfica. Quero dar resultado, que as pessoas reconheçam meu trabalho comprando meu CD.”



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