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  Novo CD solo de Frejat confirma boa fase do pop-rock-emepebista

Christian Gaul/Divulgação
O novo CD de Frejat, Sobre Nós 2 E O Resto do Mundo, reforça a tendência de os roqueiros se aproximarem da MPB ao partirem para a carreira solo
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Você pode estar estranhando a presença de Frejat na seção MPB, assim como talvez tenha achado estranho ver aqui, recentemente, a matéria de Renato Russo, em vez de lê-la no espaço dedicado ao Pop-rock. Confessamos: foi difícil categorizar esses dois artistas. O motivo é que, historicamente, todos os vocalistas dos grandes nomes do rock nacional, tenham permanecido ou não em suas bandas, se aproximaram demais da MPB ao partirem para investidas solo, a ponto de confundirem a cabeça de fãs e jornalistas.
Frejat, vocalista do Barão Vermelho, e Renato Russo, da Legião Urbana, são apenas dois nomes de uma lista que inclui ainda Herbert Vianna, dos Paralamas; Leoni, ex-Kid Abelha; o ex-titã Nando Reis; e os titãs Paulo Miklos e Sérgio Brito, entre outros. O caso de Frejat é fácil de exemplificar: é muito mais fácil ouvir Eu Preciso Te Tirar do Sério – primeira faixa de trabalho de Sobre Nós 2 E O Resto do Mundo, seu segundo trabalho solo – tocando nas rádios MPB e de estilo “adulto-contemporâneo” do que nas emissoras ditas roqueiras.
Frejat concorda que já pode ser incluído no rol dos emepebistas, mas com ressalvas. “O pop-rock brasileiro faz parte da MPB. Então, nesse sentido, eu faço MPB. Mas não essa MPB violão de nylon, tanto que o Barão se recusou a fazer o Acústico MTV”, disse o cantor, em entrevista coletiva.
A ótima Preciso Te Tirar do Sério – que já caiu na boca do povo, como ficou provado no pocket show que Frejat fez na loja de discos carioca Modern Sound, no dia 1º de julho – é uma das 11 boas faixas inéditas de Sobre Nós 2..., disco majoritariamente romântico, levemente mais roqueiro que a estréia solo do cantor, Amor pra Recomeçar, que emplacou três hits: Homem Não Chora, Amor pra Recomeçar e Segredos.
Sobre Nós 2...
segue a mesma tendência. Frejat acertou a mão como guitarrista e, sobretudo, como compositor. Seja com antigos parceiros, como Maurício Barros e Mauro Santa Cecília (com quem ele compôs Amor pra Recomeçar e o megahit Por Você), Dulce Quental (co-autora de Pedra, Flor E Espinho e O Poeta Está Vivo), Fernando Magalhães (Pedra, Flor E Espinho) e Ezequiel Neves (Por Que A Gente É Assim?), ou com novos, como Maurício Negão, Leoni e Erasmo Carlos.
Maurício Barros e Mauro Santa Cecília aparecem na maior parte do disco, tanto em dupla – Sobre Nós 2 E O Resto do Mundo é deles com Frejat – como separados e com outros parceiros. Santa Cecília comprova sua vocação para letras românticas e assina com o vocalista do Barão outros dois rocks rasgados que falam de amor: O Que Mais Me Encanta (com Fernando Magalhães) e Seu Amorzinho. Já Barros, além de tocar piano e outros instrumentos e produzir o CD, ao lado de Tom Capone, divide com Frejat a letra da ótima Túnel do Tempo (com Dulce Quental, que também assina Desculpas Não Peço Mais, com Frejat e Ezequiel Neves). Repetindo o trio com Bruno Levinson, que gerou duas faixas de Amor pra Recomeçar (Som E Fúria e Eu Não Sei Dizer Te Amo), Frejat e Barros compuseram ainda Três Minutos e O Início Depois do Fim, a melhor faixa do CD, um rock esperto com cheiro de hit.
Outro velho conhecido de Frejat marca presença no disco: Cazuza, com quem o cantor já compôs diversos sucessos – Bete Balanço, Por Que A Gente É Assim?, Bilhetinho Azul, Todo Amor Que Houver Nessa Vida, Ideologia, Só As Mães São Felizes. Dos primórdios do Barão, uma esquecida canção foi resgatada por Frejat em Sobre Nós 2...: o blues Trapaça da Dor, que traz a participação do baixista dos Paralamas, Bi Ribeiro.


Rock com Erasmo é outro acerto

Os novos parceiros também não fazem feio. Com o onipresente Maurício Negão, o vocalista do Barão compôs nada menos que a primeira faixa de trabalho, Eu Preciso Te Tirar do Sério; com Leoni, a melancólica 50 Receitas (segunda composição da dupla, a primeira em disco de Frejat ou do Barão), que tem apenas Frejat na guitarra e Maurício Barros no piano; e com o Tremendão Erasmo Carlos, Paz Nunca Mais, outro rock romântico de primeira.
Sobre Nós 2...
vem se somar a outros grandes títulos do pop-rock-emepebista de 2003, como A Letra A, de Nando Reis, Áudio Retrato, de Leoni, e Ventura, dos Hermanos, provando que o gênero vive um grande momento. Quando Frejat já anuncia a volta do Barão para 2004, até quem torceu o nariz para a separação do grupo, em 2001, começa a ficar com saudade dos vôos solos do cantor depois de ouvir as duas obras-primas que ele produziu em dois anos.
Mas, até lá, muita água vai rolar. Pode ser que as previsões de Frejat não se confirmem e que o Barão volte só em 2005 ou só nem volte (bate na madeira...), ou então que o cantor bata as asas de novo e lance mais um trabalho solo, quem sabe um ao vivo, com os sucessos dos dois discos anteriores e algumas novidades. As condições do tempo são boas, e o aeroporto está aberto para pousos e decolagens.



Veja mais:


  Frejat dá prévia da nova turnê em minishow no Rio
  Entrevista com Frejat: “É legal ver que você manteve a coerência nesses anos”
   Disco:  Sobre Nós 2 E O Resto do Mundo
     Ficha técnica, faixas e compositores



 
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