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  Ed Wilson da Jovem Guarda ao Evangelho

Reprodução
Com Fé E Vitória, Ed Wilson estréia na Top Gospel, após uma passagem pela Line Records. O cantor se diz satisfeito com a nova casa, principalmente quanto à distribuição do disco
Como diriam os paulistas, Ed Wilson é um artista “desencanado”. Mesmo com uma carreira gospel consolidada, o cantor e compositor carioca – que despontou na Jovem Guarda, primeiro com o grupo Renato e Seus Blue Caps, formado com os irmãos Renato e Paulo César Barros, e depois em carreira solo – não renega seu passado. Ao contrário. É muito freqüente vê-lo em programas de auditório ao lado de cantores da época relembrando sucessos que faziam as menininhas suspirarem, como Carro do Papai, Sandra e Saudade (Sorry).
Na década de 90, Ed Wilson regravou, ao lado de artistas como Erasmo Carlos, Leno, Lilian, Wanderléia e Golden Boys, várias músicas da época para a caixa 30 Anos de Jovem Guarda (Universal). Enquanto lançava discos evangélicos, Ed continuava gravando músicas seculares, algumas de muito sucesso, como Chuva de Prata, famosa com Gal Costa, Pede A Ela, gravada por Tim Maia, e Agüenta Coração, que virou um clássico romântico na voz de José Augusto, principalmente depois de incluída na abertura da novela global “Barriga de Aluguel”.
A nova empreitada de Ed Wilson é juntar esses dois universos. Ele pensa em escrever um livro, que a princípio teria o título de “Da Jovem Guarda a Jesus Cristo”, contando toda a sua trajetória, desde os tempos em que provocava o corre-corre dos “brotos”, como diz Roberto Carlos na música Festa de Arromba, até a bem-sucedida carreira como artista evangélico, sendo um dos maiores hitmakers da música gospel e um dos compositores mais regravados. Ed é responsável por sucessos como Mais Que Um Sonho, Do Jeito Que Eu Sou e Bom Dia, Amigo, todos gravados por Alex Gonzaga, vocalista do Novo Som, em seus dois CDs solo.
Enquanto o livro não sai, o cantor segue divulgando seu mais recente CD, Fé E Vitória, o sexto da carreira religiosa e o primeiro pela Top Gospel. O disco, belíssimo, tem como ponto alto a faixa Proverá, que está tocando bem nas rádios do gênero. Mas há também outros destaques, como a romântica O Amor Chegou de Vez, a pentecostal Esse Fogo Queima e a temática Igreja Querida, composta pela mulher, Marisa Barros (com Elvis Tavares), sua principal parceira no CD.
Confira abaixo uma entrevista exclusiva com o cantor, que fala do novo trabalho, das recordações da Jovem Guarda e, é claro, de seu primeiro livro.


Fé e vitória, palavras que dão nome ao disco, acabam sendo a mensagem principal de todo o CD. O que você quis transmitir com esse título?

Com esse título quis transmitir a seguinte mensagem: todo aquele que segue os caminhos de Jesus, com fé, inevitavelmente terá vitória.

O que este disco acrescentou, musical e espiritualmente falando, em sua carreira?

Acrescentou mais responsabilidade à minha carreira, porque Jesus também fala conosco através da música.

Além de você, o principal compositor que aparece no disco é Marisa Barros, sua esposa. Ela sempre compôs com você? Como é essa parceria casa-trabalho?

Marisa sempre me ajudou a compor. Ela me dá umas idéias interessantes em termos de mensagem. É muito bom tê-la como parceira na vida e na profissão.

Você tem alguma história, ou um testemunho, que gerou alguma música deste CD?

Todas as músicas se baseiam numa história especial. Na minha própria e na de outras pessoas, como, por exemplo, Pare!. Esta canção fala sobre o sujeito que procura Jesus numa determinada situação, obtém uma bênção por misericórdia dele e depois não volta mais à igreja, nem para agradecer. Infelizmente, já vi muitas pessoas fazerem isto.

Você é um dos compositores mais gravados da música gospel. O que acha disso?

Fico muito feliz. É um trabalho intenso, mas abençoado e abençoador.

O que você achou do fato de Alex Gonzaga ter gravado músicas suas em seus dois discos solo?

Gosto muito do Alex cantando. É interessante ver músicas que tornaram-se conhecidas comigo na voz dele. O Alex passa um sentimento especial quando canta.

Você está estreando na Top Gospel. Como foi o convite e a negociação com a gravadora?

Adorei o convite da Top Gospel. Nosso primeiro contato foi há uns dois anos. Na época, não chegamos a um acordo por divergências contratuais, até que, no final de 2002, acertamos tudo e eu entrei para o time da gravadora.

O que você está achando da nova casa?

A Top Gospel é uma gravadora nova, que está se estruturando e, com certeza, vai crescer ainda mais. Estou muito satisfeito em fazer parte do seu time. Meus discos estão sendo bem distribuídos, uma vez que podem ser encontrados em várias lojas.

Como você avalia sua passagem pela Line Records?

Foi boa, se levarmos em conta que gravei clipes e um CD em espanhol. Porém, tive problemas com a distribuição dos discos.

Você se converteu na adolescência, saiu da igreja e depois voltou. Quando exatamente você diria que aconteceu a sua conversão?

Sinto que a conversão é progressiva. Isto é, a gente se converte mais um pouco a cada dia. Porém, converti-me pela primeira vez aos 18 anos, durante minha primeira incursão à igreja. Nessa época, falei de Jesus para muitos companheiros, como Roberto Carlos, Wanderléia, Rosemary etc... Infelizmente, acabei parando de freqüentar os cultos porque viajava muito por conta dos shows que fazia. Entretanto, quando voltei à igreja, por volta do ano de 83, realizei uma grande vontade, que tinha desde os 18 anos: gravei meu primeiro disco evangélico.

Quais as recordações que você tem da Jovem Guarda, tanto do Renato & Seus Blue Caps quanto de sua carreira solo?

As recordações são ótimas. As manifestações de carinho do público são impressionantes. Nos meus shows evangélicos, encontro muita gente que acompanhou a Jovem Guarda. Esse movimento faz parte da história da MPB.

Mesmo convertido, você continuou compondo músicas e participando de programas seculares. Existe algum preconceito por causa disso?

Quando uma pessoa se converte, a cobrança é muito maior. Portanto, as críticas às vezes ocorrem. Mas o importante é fazer sua parte na obra de Deus. O que realmente conta é o seu coração com Ele.

Se você ainda compõe e participa de programas seculares, imagino que você também ouça música que não é evangélica. Artistas como o próprio Alex Gonzaga declaram abertamente ouvir música secular, até como referência para a carreira, pois a música gospel ainda é limitada em alguns ritmos. O que você acha disso?

Existe música bem ou mal composta em qualquer área. Isso é um fato. Nós, compositores, precisamos ouvir tudo, músicas de todos os estilos e procedências, para nos reciclar. Senão, ficaremos sempre nos mesmos hinos. Nada contra os hinos mais tradicionais. Eles são lindos, mas, às vezes, não se comunicam com os jovens.

É verdade que você foi gago? Como se curou?


É verdade, e me curei graças a um milagre de Deus. Aconteceu na Igreja Nova Vida. O pastor Márcio perguntou se eu acreditava que Jesus poderia me curar, respondi que sim e realmente fiquei bom.


Como surgiu a idéia de escrever um livro? Há alguma previsão de lançamento?

Essa idéia partiu das comunidades evangélicas de Los Angeles, onde morei por dois anos a trabalho. Ainda não posso adiantar como será e quando será lançado porque trata-se de um projeto prematuro. Só sei que será um pouco trabalhoso, mas pedirei a Deus que me ajude a concretizar esse plano.

Você gostaria de deixar uma mensagem aos leitores do U.M.?

Peço a Deus para abrir os olhos daqueles que ainda não dão a devida atenção à nossa boa música evangélica. Essas pessoas têm que entrar de cabeça e coração na sua divulgação e levá-la a sério.


Veja mais:


   Disco:  Fé E Vitória
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