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  Toquinho relembra histórias e mostra novo disco no Canecão

Mesmo lançando um novo disco, Toquinho não tinha como deixar de cantar antigos sucessos como Tarde em Itapoã e Aquarela na volta ao Canecão, 24 anos depois
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A última vez que Toquinho pisou no palco do Canecão foi há 24 anos, quando participou do último show de um de seus mais constantes parceiros, o poeta Vinícius de Moraes. Dois anos antes, em 1977, ele participou, no mesmo local, da memorável temporada com Vinícius, Tom Jobim e Miúcha, a mais longa já promovida na tradicional casa de espetáculos carioca: foram nove meses, mais de 200 shows e um disco gravado ao vivo.
Entre os dias 20 e 22 de junho, o cantor, compositor e violonista paulistano voltou ao Canecão para mostrar as músicas de seu novo CD, Só Tenho Tempo para Ser Feliz, o primeiro só de inéditas em uma década, lançado quatro anos depois do belo disco ao vivo gravado em dupla com Paulinho da Viola, Sinal Fechado. Mas é claro que o novo CD seria só uma desculpa para Toquinho recordar velhos sucessos, principalmente as parcerias com Vinícius, Chico Buarque, Jorge Benjor e o próprio Paulinho da Viola, e contar muitas histórias daqueles tempos.
E o show do dia 20 começou mesmo com clima de revival. Após um número instrumental jazzístico apresentado pela ótima banda – formada por Maurício de Souza (sax), Ivan de Sabino (baixo), Pedro Paulo de Lima (bateria), Vanda Breder (backing vocal) e Silvia Góes (teclados) – Toquinho entrou no palco tocando seu tradicional violão e cantando o eterno sucesso Tarde em Itapoã, composto com Vinícius. O boa noite inicial só veio depois da terceira música, Escravo da Alegria, também fruto de parceria com Vinícius, que deu início ao varandão da saudade.
“Quantos bons fantasmas há aqui”, disse Toquinho, dizendo sentir a presença dos amigos Tom e Vinícius. “Há quatro anos lancei um disco com Paulinho da Viola, essa pessoa fantástica, o príncipe da MPB. Agora estou lançando Só Tenho Tempo para Ser Feliz, um disco de título ousado. Não tenho mais tempo para coisas e pessoas chatas, só quero ser feliz”, afirmou, dando a deixa para tocar a canção-título do disco, que traz os versos “vivo e deixo viver”, em clara oposição ao hit de Paul McCartney Live And Let Die.


Causos de 77

Quando cantou Que Maravilha, parceria sua com Jorge Benjor, Toquinho aproveitou para contar a história da canção. Ele disse que foi a primeira música sua que ouviu no rádio e nas ruas, assobiada pelas pessoas. “Ela foi escrita para uma namoradinha. O namoro foi mal, mas a música fez sucesso, e está resistindo bravamente até hoje”, brincou o cantor, que tocou a música com um arranjo bem diferente ao de Benjor – com quem Que Maravilha fez sucesso – destacando-se os teclados da excelente Silvia Góes.
A lembrança dos anos 70 trouxe à mente de Toquinho a recordação da temporada de 77. Visivelmente emocionado, o cantor começou a falar dos bastidores dos shows e contou alguns “causos” da época. “Fizemos mais de 200 shows aqui nesse palco, acompanhados de uma grande orquestra. Parece que estou vendo. O camarim do Tom era logo ali. A Miúcha ficava quietinha naquele canto, e o Vinícius colocava uísque embaixo da mesa, que ele chamada de uísque ave-maria: era só para depois das seis”, recordou, arrancando risos da platéia e dedilhando alguns acordes de Eu Sei Que Vou Te Amar.
“Uma vez o Tom, depois de ouvir essa música, brincou dizendo que o Vinícius era muito mentiroso de escrever ‘eu sei que vou te amar, por toda a minha vida eu vou te amar’, tendo casado nove vezes! Mas, brincadeiras à parte, Vinícius abriu muitas portas para mim; eu dei a ele minha juventude, e ele retribuiu com o aval do poeta. Uma dessas portas foi conhecer o Tom”, disse Toquinho, para, desta vez sim, tocar inteira Eu Sei Que Vou Te Amar, em pot-pourri com Corcovado e Se Todos Fossem Iguais A Você.
O público, extasiado, ria, aplaudia e se emocionava. Toquinho também. “É bom recordar essas coisas”, confessou o músico, antes de contar como foi composta a clássica Carta ao Tom e, é claro, cantá-la.



Continua...



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