Busca

O UNIVERSO MUSICAL
Quem Somos
Expediente
Cadastro
Publicidade
Fale Conosco
LINKS EXTERNOS
Blog
Universo Produções
Site Marcos Bin
Orkut
MySpace
Enquete
Você é a favor do ensino obrigatório de música nas escolas, como defendem alguns artistas? Acesse nosso blog e dê sua opinião!
  EMI mostra em primeira mão o novo CD do Radiohead

Divulgação
A capa de Hail to The Thief foi inspirada nas notícias que o vocalista Thom Yorke ouviu no rádio depois dos ataques terroristas de 11 de setembro, nos EUA. Segundo ele, certas frases marcantes acabaram gravadas em sua mente e foram anotadas para a capa do novo álbum
Desde que lançaram seu terceiro CD, OK Computer, em 1997 – que chegou ao primeiro lugar da parada britânica – os ingleses do Radiohead tornaram-se uma espécie de banda cult do rock mundial – não são exatamente populares, mas conquistaram uma legião de fãs mundo afora, principalmente entre a galera alternativa, com sua música melódica e experimental, recheada de eletrônica e influências do rock progressivo. Um som bem diferente, é verdade, de Creed, principal sucesso de seu primeiro disco, Pablo Honey (93), que aproximava a banda de Thom Yorke e cia. ao grunge do Nirvana.
Mas o status de deuses do rock alternativo só aumentou com os lançamentos seguintes a OK Computer, Kid A (2000), que atingiu o primeiro lugar na parada americana, e Amnesiac (2001), que quase repetiu o feito, entrando nos charts da terra de Tio Sam logo na segunda posição. Os três discos são considerados uma trilogia básica para os amantes do rock, sendo que OK Computer é listado por muitos especialistas entre os melhores álbuns dos anos 90. Com tudo isso, os “cabeças de rádio” podem ser considerados hoje a banda de rock mais influente do mundo.
Nada mais normal, então, que um novo trabalho dos ingleses, depois de dois anos, fosse muito esperado. Uma verdadeira comoção mundial marcou os meses que antecederam ao lançamento de Hail to The Thief, sexto trabalho de estúdio do Radiohead, que é formado ainda por Jonny Greenwood (guitarra), Ed O’Brien (guitarra), Colin Greenwood (baixo) e Phil Selway (bateria). Tanto que, em março deste ano, uma versão inacabada do álbum vazou para a internet, deixando a banda furiosa. Além disso, o clipe de There There, o primeiro single, foi exibido durante um dia inteiro em um telão em plena Times Square, em Nova York.
Aproveitando o fuzuê causado pela disco, a gravadora do grupo, a EMI, decidiu investir forte no marketing que cerca o lançamento. No Brasil, os preparativos foram em 5 de junho, quatro dias antes de o disco chegar às lojas, quando a EMI preparou uma festa para a primeira audição pública de Hail to The Thief, no Planetário da Gávea, no Rio.
O local não poderia ser mais adequado. Os convidados foram levados para um dos observatórios, onde puderam assistir ao clipe de There There e ouvir as 14 faixas observando a uma projeção do céu estrelado, com figuras do zodíaco rodeando a enorme “tela”, na verdade a própria parede semi-circular que envolvia completamente as pessoas. Som e imagem em perfeita harmonia: o disco é completamente “viajante”, experimental, em muitos momentos sombrio, soturno, melancólico, em que prevalecem as guitarras roqueiras entremeadas a loops, beats e outros efeitos eletrônicos. Cerca de 50 minutos de uma viagem cósmica sem sair da cadeira.


Melhor música do disco é uma balada

O “show” começou com o clipe de There There, altamente psicodélico e sombrio (como boa parte do disco), em que Yorke vê alucinações como pessoas com rostos de animais e morcegos o perseguindo. Uma grande música, uma das melhores do disco.
Hail to The Thief
começa com 2 + 2 = 5, música que se inicia lenta, apenas com guitarra e bateria eletrônica, mas depois acelera-se e parte para um rock pesado, sujo. A música acaba de repente, o que deixou os ouvintes do Planetários um tanto ressabiados.
A segunda faixa, Sit Down, Stand Up, é mais eletrônica, com forte marcação do baixo no final. Imagine ouvi-la com o céu e as estrelas acima da cabeça... Alucinante. A seguir, a melancólica Sail to The Moon (título muito apropriado, não?), que começa com o piano e aos poucos vai incorporando guitarra e bateria.
A quarta música, Backdrifts, retoma a eletrônica, com prevalência da bateria. Go to Sleep vem a seguir quebrando completamente o clima dark – a música começa com um violão em clima acústico, de balada, e acelera no final, virando um rock. A melhor faixa disparado do CD.
Where I End And You Begin
é marcada por um teclado sombrio ao fundo da guitarra e da bateria. Na faixa seguinte, We Suck Young Blood, o clima soturno fica por conta dos vocais e do teclado triste. O medo que Yorke canta na letra depressiva (“Estou doente, estou implorando por descanso / Estou com medo...”) chega a passar para o ouvinte.
The Gloaming
, com forte prevalência da eletrônica e do baixo, é a faixa mais experimental de todas. Depois da ótima There There, o clima volta a ficar pesado em I Will, em que se sobressaem voz e guitarra.
Piano e eletrônica dão a tônica de A Punch Up at A Wedding, a 11ª faixa. Já a guitarra, ora com efeitos, ora dedilhada, dá as ordens em Myxamatosis – que também tem como destaque a forte presença do baixo de Colin Greenwood – e Scatterbrain. A viagem sideral termina com A Wolf at The Door, uma balada meio rappeada.
Duas presenças ilustras no observatório do planetário – com experiências opostas em relação ao Radiohead – aprovaram o disco. Fausto Fawcett, que diz não ter muita ligação com o grupo, saiu dizendo ter gostado muito do que ouviu. “Gostei do tom, da seriedade psicodélica e da qualidade das músicas, que remetem a diversas bandas antigas, como Pink Floyd e Atomic Rooster, que exploram a trilha do psicodelismo. Agora vou tomar essa pancada”, brincou o músico.
Já o fã Dado Villa-Lobos, apesar de ser uma opinião suspeita, já que sempre acompanhou o quinteto britânico, fez questão de mostrar sua surpresa com o clima proporcionado pela mistura das músicas com o cenário antes de falar do CD. “Não conhecia o planetário; tenho que vir mais vezes. Quanto ao disco, tenho que ouvir mais vezes para dar uma opinião mais balizada, mas a princípio me pareceu bem denso, hermético, difícil para o grande público. Mas quem é fã de OK Computer como eu vai adorar. Vou ouvir várias vezes; não vai sair do CD player do meu carro nas próximas duas semanas”, exagerou Dado, que acredita que Hail to The Thief é mais radical que Kid A e Amnesiac. “Nesse quesito eles conseguiram se superar!”, disse ele.
Agora que o disco já está nas lojas, vá correndo comprar o seu. Mas vai uma dica: se puder ouvi-lo debaixo de um céu estrelado, melhor. Depois você vai entender porquê.


 
Graça Music anuncia novidades à imprensa

Grupo Toque no Altar nos Estados Unidos

Metade do Pink Floyd em disco ao vivo de David Gilmour

Oasis mantém o (bom) padrão com Dig Out Your Soul
 
Confira outras matérias
desta seção
 

 

       

 
 
Copyright 2002-2008 | Universo Musical.
É proibida a reprodução deste conteúdo sem autorização escrita ou citação da fonte.
 
Efrata Music Editora Marcos Goes Marcelo Nascimento Dupla Os Levitas Universo Produções