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  Kid Abelha faz a festa das 500 mil cópias vendidas no Rio

Paula Toller faz campanha pela paz no palco do ATL Hall, usando uma camiseta onde se lê “Rio Livre”. O Kid Abelha comemorou na casa de shows carioca a marca de meio milhão de cópias vendidas de Acústico MTV
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Há muito tempo a marca Acústico MTV virou sinônimo de sucesso. Desde 1992, quando João Bosco iniciou a série, todos os discos – vale repetir: todos – foram bem-sucedidos, uns mais, outros menos. É verdade que nem todos alcançaram a mesma repercussão das edições dedicadas a Titãs, Capital Inicial e Lulu Santos, que venderam, respectivamente, nada menos que 1,6 milhão, 1 milhão e 800 mil cópias. Mas artistas como Gilberto Gil, Gal Costa, Moraes Moreira, Paralamas do Sucesso, Cássia Eller, Jorge Benjor e Roberto Carlos também não têm do que reclamar – muitos deles obtiveram suas melhores vendagens graças ao projeto. Até mesmo quem lançou discos embalado na onda banquinho-e-violão, sem o selo da MTV, se deu bem, a exemplo de Luiz Melodia, que ganhou seu primeiro disco de ouro com Acústico Vivo, de 1999.
O Kid Abelha não fugiu à regra. Pelo contrário, foi um dos grupos que melhor explorou o formato. Primeiro foi com o CD Meio Desligado, de 1994, um dos primeiros acústicos de uma banda de rock nacional. O disco, que obteve boa repercussão na época, em nada lembra os unpluggeds produzidos pela MTV: foi gravado em diversos shows pelo país, sem platéias fechadas ou músicas inéditas, e trazendo um certo clima melancólico, com muitas baladas: Deus (Apareça na Televisão), Gosto de Ser Cruel, Como Eu Quero (com Ritchie), Por Que Não Eu, Seu Espião, Nada por Mim, Grand’ Hotel e outras.
Em setembro de 2002, o trio formado por Paula Toller (voz), George Israel (sax e violão) e Bruno Fortunato (guitarra e violão) decidiu rever o formato como forma de comemorar os 20 anos de carreira, mas, desta vez, com o respaldo da MTV. O que se viu foi um disco muito mais bem produzido e com um repertório mais bem escolhido (até mesmo pela presença dos hits pós-94), trazendo três faixas inéditas (Nada Sei, Gilmarley Song e Meu Vício Agora) e balanceando muito bem baladas como Amanhã É 23, Os Outros e Na Rua, na Chuva, na Fazenda e faixas mais agitadas como No Seu Lugar, Fixação e Te Amo pra Sempre.
Resultados? Não precisa nem dizer. No dia 30 de maio, o grupo comemorou o sucesso – que já podia ser medido na boa execução radiofônica das primeiras faixas de trabalho, Nada Sei, Lágrimas E Chuva e Quero Te Encontrar, releitura do hit de Claudinho & Buchecha – no palco do ATL Hall, no Rio (em temporada que foi até 1º de junho), e anunciou a marca de 500 mil cópias vendidas de Acústico MTV. Um resultado que o ex-produtor e amigo do grupo, DJ Memê, já previra no dia da gravação do CD. “Já é sucesso”, profetizou ele na época, referindo-se a Nada Sei, música que acabaria abrindo as portas para o bom resultado do disco.


Grupo começa show com faixa escondida

O Kid Abelha começou o show de forma inusitada: sozinha no palco, vestindo uma calça apertada e com as pernas abertas, a (cada vez mais) bela Paula Toller cantou a “música” que aparece na faixa escondida de Acústico MTV. Na verdade são apenas alguns versos, que surgem quase seis minutos depois do fim da última música, Te Amo pra Sempre.
A primeira música mesmo, com os companheiros George e Bruno e o restante da banda, foi o antigo sucesso Lágrimas E Chuva, que agora aparece revigorado nas rádios. A seguir, um grande acerto de Acústico MTV: a regravação de Eu Contra A Noite, principal sucesso do disco de estúdio anterior do grupo, Surf.
O primeiro momento de empolgação foi com Nada Sei, em que Paula Toller deixou os vocais em grande parte do tempo a cargo do público, que provou que Memê estava certo no dia da gravação. Logo depois o grupo mostrou uma música gravada quando o Kid completou 10 anos: No Seu Lugar, uma de suas melhores canções, que ficou muito boa também no formato acústico, embora não supere a original.
O trio seguiu com outra inédita, a lenta Meu Vício Agora, o delicioso hit Maio e Seu Espião, esquecida no recente acústico (mas presente no primeiro), a primeira parceria de Paula com Herbert Vianna, gravada no CD homônimo, de 84, quando eles ainda eram casados.
Na Rua, na Chuva, Na Fazenda
é sempre um momento a parte dos shows do Kid: a platéia, em sua maior parte sentada, como manda o figurino, levantou-se e jogou suas mãos para o céu. O bom-astral continuou com Gilmarley Song: Paula Toller soltou gargalhadas do público ao contar as peripécias para escolher o nome da música, que foi criado após a vocalista assistir a um show da turnê de Kaya N’Gan Daya, de Gilberto Gil.


Releituras desnecessárias


Brasil
foi a primeira das releituras da noite. Escrita por George Israel, em parceria com Nilo Romero e Cazuza, a música foi gravada pelo Kid em Acústico MTV por dois motivos: para homenagear o eterno Exagerado e firmar Israel como autor da canção, fato desconhecido por muitos. Mas acabou sendo uma releitura desnecessária, por vários motivos: por fugir do repertório do grupo; pelo fato de a versão ser inferior à de Cazuza e às regravações de Cássia Eller e Gal Costa; e, principalmente, por ocupar o espaço de outros grandes sucessos do trio que ficaram de fora do disco. A lista é extensa: Pingos de Amor, Educação Sentimental I e II, Garotos, Como É Que Eu Vou Embora, A Fórmula do Amor, Em Noventa E Dois, Me Deixa Falar, Todo Meu Ouro, Não Vou Ficar, Conspiração Internacional, Amor por Retribuição e, acima de tudo, Pintura Íntima, que inexplicavelmente o Kid deixou de fora do CD, incluindo-a apenas no DVD. Dá até para gravar um Acústico MTV II, ainda mais se o grupo seguir o que fizeram os Titãs, em 97/98.
A mesma crítica vale para Quero Te Encontrar, mostrada por Paula e cia. depois de Os Outros, que traz a cantora acompanhada apenas do piano, e Como Eu Quero, anunciada por ela como a música mais conhecida do grupo. Apesar de até funcionar nos shows, por ser dançante, Quero Te Encontrar ficou deslocada do disco, ainda mais pela presença de um naipe de cordas, reduzido, no show, para um violino e um cello. Enquanto isso, a terceira e melhor releitura de Acústico MTV, Mudança de Comportamento, do Ira! (no CD, com a participação do guitarrista do grupo, Edgard Scandurra) foi, infelizmente, deixada de fora do show.
Depois de Quero Te Encontrar o show, que vinha num ritmo morno, empolgou de vez, com o Kid interpretando alguns de seus principais sucessos dançantes: Eu Tive Um Sonho (com um solo de violino), Fixação (em pot-pourri com Message in A Bottle, do Police) e Te Amo pra Sempre. No meio, Paula voltou a demonstrar bom humor, imitando Cauby Peixoto na repetição de Nada Sei.
O trio voltou para o bis com Grand’ Hotel, uma das três músicas repetidas nos dois acústicos (ao lado de Como Eu Quero e Eu Tive Um Sonho), por exigência do público, consultado na escolha do repertório do álbum da MTV. A seguir, Paula Toller quebrou o protocolo e pediu para que o público, a essa altura todo de pé, escolhesse uma música antiga que ficou de fora do recente disco. Em meio aos inúmeros pedidos diferentes, a cantora escolheu dois: Uniformes e Alice (Não Me Escreva Aquela Carta de Amor). O show acabou, como na gravação do CD/DVD, com uma versão apoteótica de Pintura Íntima, na qual Bruno Fortunato abandonou o violão para, também quebrando o protocolo, pegar a guitarra.
Esse ato do músico demonstra bem como acabam se tornando os Acústicos MTV: bons discos, muito bem produzidos e de grande apelo comercial, mas que, pela troca da guitarra pelo violão, limitam a banda nos shows. Para vencer isso, grupos como os Titãs e o Capital Inicial abandonaram o violão e a rigidez do formato de seus unpluggeds em meio às turnês. O Kid está certo em seguir o exemplo, mas ainda precisa se desligar mais do disco para que a atual turnê empolgue tanto como os bons e velhos shows do trio.



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