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  Samba, pop e MPB na ‘alma feminina’ de Silas Rodrigues

Divulgação
Silas Rodrigues ao lado de dois Victors: o Biglioni, guitarrista, e o Chicri, produtor
Em 1983, no LP Masculino E Feminino, Pepeu Gomes já dizia que ser um homem feminino não feria seu lado masculino. Dezoito anos depois, a influência da mulher na vida e no espírito do homem volta a ser tema de disco, na voz de Silas Rodrigues. Alma Feminina (Seven/Sony), lançado em 2001, é o segundo trabalho deste cantor e compositor goiano, que ainda tem no currículo o CD Idéia Fixa, com composições suas na voz de Myria Awada.
Produzido pelo próprio Silas Rodrigues e pelo experiente Victor Chicri, que já trabalhou com nomes como Cássia Eller, Gal Costa e Luiz Melodia, entre outros, Alma Feminina é um belíssimo CD, em que boa parte de suas 13 faixas aborda o universo feminino. O disco, por sinal, nasceu a partir de uma homenagem ao dito “sexo frágil”. Em 1995 e 96, Silas realizava em uma turnê chamada “Alma Feminina”, cujos shows eram divididos em duas partes: no primeiro, apareciam canções compostas por mulheres, como Maysa, Dolores Duran e Rita Lee; na segunda, o cantor e sua banda homenageavam as musas inspiradoras de pérolas da mpb, como Amélia, Emília, Doralice, Luiza e Madalena. Começava aí a produção do disco Alma Feminina.
“Como o roteiro pedia alguns textos, pedi ao Carlos Brandão, parceiro de outras canções, que os fizesse para eu apresentar durante o show. Algumas coisas que ele escreveu ficaram tão legais que mais tarde formatei para a letra que é hoje. Esta canção foi referência para a maioria das outras músicas do CD, que foi gravado cinco anos depois. Daquele show, o disco traz apenas o nome e a inspiração para as composições”, conta Silas, que não apenas utilizou a canção que fez com Brandão para dar nome a seu segundo disco, como também a escolheu como a primeira faixa de trabalho do CD.
Além da presença feminina, outra característica que pontua todo o disco é a influência do samba, ritmo que acompanha Silas desde pequeno, quando ele, hoje radicado no Rio de Janeiro, ainda morava em sua cidade natal. “Quando criança, em Goiânia, além de ouvir meu irmão João Garoto, que já tocava violão em rodas choro, eu tinha um vizinho que se chamava Quietim e tocava violão de sete cordas. Ele me ensinou muito; com ele conheci Cartola, Nelson Sargento, Candeia, Silas de Oliveira, para citar alguns que tiveram uma influência definitiva na minha formação musical”, recorda o músico.
Alma Feminina
traz as participações do ex-boca-livre Claudio Nucci, em O Menino E O Rio; do guitarrista Victor Biglioni, no belíssimo samba-pop Sem Fim, a melhor faixa do disco; e de Ronaldo do Bandolim, Toni 7 Cordas e Jorge Filho, do grupo Época de Ouro, na bela e chorona Samba da Busca e em Nova Ilusão, composta em 1941 por Pedro Caetano e Claudionor Cruz. Uma das únicas duas músicas que não foram compostas por Silas, Nova Ilusão está no CD graças ao amigo Quietim. “Ele sempre cantava essa música nas rodas de samba e choro; eu tinha uns 10 anos e ficava maravilhado com aquela melodia e letra. Nunca esqueci desta música, a cantava por onde quer que eu ia. Aí realizei este sonho, que foi gravá-la neste CD, e dedico ao amigo Quietim, que hoje é falecido”, conta Silas.
A outra música que não faz parte do repertório composto pelo cantor e compositor goiano é San Vicente, clássico de Milton Nascimento e Fernando Brant, duas grandes influências na carreira de Silas. “O Milton e o pessoal do Clube da Esquina sempre me deixaram e ainda me deixam muito emocionados quando ouço suas músicas. Rapaz, eu chorava do início ao final dos discos. San Vicente era uma dessas músicas que me deixavam trêmulo de emoção. Eu achava aquilo fantástico, é incrível o poder que determinadas canções têm sobre você. Se emocionou, tá bom”, afirma.
Do restante do repertório, vale citar ainda a poética Estrela da Manhã, a MPB-pop de De como Seria e Victória, escrita por Silas para a filha de 4 anos, fruto do casamento com Vilma.


Fora do ‘mainstream’

Embora tenha sido lançado por um selo (Seven) distribuído por uma multinacional (Sony), Alma Feminina não vem sendo divulgado como um disco tão bonito e rico musicalmente merecia. Com isso, é difícil encontrar músicas que teriam tudo para fazer sucesso nas rádios de estilo “adulto-contemporâneo”, como Alma E Feminina, Sem Fim e Samba da Busca, freqüentando o dial. Ao mesmo tempo, rádios ditas “MPB” tocam apenas meia dúzia de músicas, da mesma meia dúzia de cantores e cantoras, muitos deles mais apropriados para as programações de pop-rock do que daquilo se convencionou chamar de Música Popular Brasileira.
Ciente das falhas de divulgação de seu trabalho, Silas reclama da falta de diversidade das rádios brasileiras. “Acho que a rádio tem todo o direito de diversificar sua programação, mas como a palavra já diz, tem que tocar de tudo, choro, rock, valsas e muito mais músicas brasileiras. Poucos brasileiros têm contato com toda a diversidade rítmica brasileira. Então, se eles tocarem uma de cada ritmo por dia, preencheriam suas programações com músicas que ajudariam na nossa cultura popular. Todo meio de comunicação, além da diversão, teria que ter o dever de informar e educar”, desabafa.
Para entrar em contato com o cantor ou adquirir o CD Alma Feminina, envie um e-mail para silas@arteatual.com.br. O Universo Musical recomenda.



Veja mais:


  Entrevista com Silas Rodrigues: compositor está à busca de novos parceiros. Alguém se habilita?
  O universo das mulheres nas letras de Alma Feminina
   Disco:  Alma Feminina
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