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  “Quero vender um milhão”

Fotos divulgação/Marcos Hermes
Em seu disco Ao Vivo, Alcione continua o flerte com o pagode romântico, na releitura de Depois do Prazer, sucesso com o SPC
Em entrevista coletiva num hotel do Rio de Janeiro, a cantora Alcione afirmou não se considerar referência para os grupos de pagode romântico surgidos na década de 90. As evidências de que ela está enganada, no entanto, são explícitas. Precursora desse estilo entre as cantoras brasileiras – com hits como Sufoco, Estranha Loucura, Nem Morta e O Que Eu Faço Amanhã, entre inúmeros outros, gravados por ela desde os anos 70 –, a artista maranhense dedicou o disco Valeu, de 1987, a releituras de sucessos como Telegrama, do grupo Exaltasamba, e Essa Tal Liberdade, do Só Pra Contrariar. Já em Celebração (1998), CD em que regrava seus maiores sucessos ao lado de convidados especiais, a Marrom aparece cantando Estranha Loucura com Alexandre Pires.
Se não bastassem “provas”, o namoro da cantora com o pagode romântico – e com o SPC – prossegue em Depois do Prazer, hit do grupo mineiro escolhido como primeira faixa de trabalho de seu novo CD, Alcione Ao Vivo (Indie Records). “Nunca tive medo do que é novo. Quando comecei a cantar samba, as pessoas tinham o preconceito de que mulher negra não podia ser romântica. Depois o público passou a mandar cartas para a gravadora pedindo que eu incluísse mais sambas românticos em meus discos”, contou a Marrom.

Releitura de Benjor

Apostando cada vez mais no samba, a Indie Records convidou Alcione, que faz parte do cast da Universal, para lançar o disco ao vivo em comemoração a seus 30 anos de carreira. O álbum, produzido por Miguel Plopschi e Líber Gabelha, tem 16 faixas, reunindo antigos sucessos, como O Que Eu Faço Amanhã, Estranha Loucura, Meu Vício É Você e os pot-pourris Sufoco/O Surdo e Menino sem Juízo/Garoto Maroto; músicas mais recentes, a exemplo de Entidade e Além da Cama; e a inédita Mulher Ideal. Outros destaques são Novo Endereço, samba de Jorge Aragão e Sombrinha registrado inicialmente em Nosso Nome: Resistência, de 1987; Forró do Xenhenhém, de Fogo da Vida (1985); o samba-enredo Brazil com Z É pra Cabra-da-peste, Brasil com S É pra Nação do Nordeste, que deu o título do Carnaval de 2002 à Mangueira;
A Marrom gravou o samba-enredo Brazil com Z É Pra Cabra-da-peste...,que deu o título do carnaval/2002 à Mangueira
e um pot-pourri com músicas de Jorge Benjor, que quase fica de fora do disco. “A seleção foi feita pela Solange, minha irmã, que sabe que eu cantava músicas de Benjor na noite. Não era para o pot-pourri entrar no CD, mas o pessoal da Indie gostou tanto que acabou entrando”, explicou a Marrom, que já havia lembrado o início da carreira em seu primeiro disco ao vivo, Nos Bares da Vida, lançado há dois anos.
Mas é bom os fãs não pensarem que em Ao Vivo Alcione registra todos os momentos marcantes de sua carreira. Para não encarecer o CD, a cantora preferiu não fazer um álbum duplo, e decidiu excluir alguns sucessos presentes em Celebração, como Rio Antigo e Não Deixe O Samba Morrer. “Lamentei que não entrassem muitas músicas minhas, mas 30 anos de carreira não cabem em um CD ”, explicou. “Já não está bom de grana para o povo, e eu vou fazer um CD duplo logo agora? Espero que as pessoas dêem meu disco de presente no Dia dos Pais, no Natal...” Perguntada por um repórter qual a previsão de vendagem para o novo trabalho, Alcione demonstrou sonhar alto. “Não quero saber de previsão, meu colega, quero vender um milhão!”

Pagode, reggae e MPB

Alcione não olha somente para o passado ao completar três décadas de carreira. Feliz com o reconhecimento do público e com a estabilidade artística alcançada – “hoje independo de vender discos para ser Alcione” –, a artista aponta suas novas preferências musicais. “Tenho ouvido muito a Paula Lima, que é uma das grandes revelações da música brasileira. Gosto também do Ivo Meireles, da Ana Carolina e do rap do Xis.” Quanto aos conterrâneos, Alcione lembra do estouro de Rita Ribeiro, aposta nos novatos Mano Borges e César Nascimento e chega a exagerar quando fala da admiração pelo reggae maranhense. “É melhor que o jamaicano. Temos um sotaque muito mais gostoso que o deles.” afirmou a Marrom, arrancando gargalhadas dos jornalistas. E, em se tratando de Alcione, os pagodeiros não poderiam ficar de fora. “Gosto do Molejo, Grupo Raça, Art Popular, Negritude Jr. e Só Pra Contrariar. Houve muitos nomes bons nessa leva de grupos de pagode”, disse a cantora. E precisava dizer?   


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   Disco:  Alcione Ao Vivo
     Ficha técnica, faixas e compositores

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