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  Hinos de uma nova geração

Em seu quarto disco, Diorama, lançado ano passado, o Silverchair resolveu sofisticar seu som. Tanto que, para a turnê mundial, o trio convocou a presença de dois tecladistas, um para as partes de piano e outro para as cordas
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Em 2001, o Silverchair roubou a cena no Rock in Rio 3, colocando 250 mil pessoas para pular e ofuscando a estrela principal da última noite do evento, nada menos que os Red Hot Chili Peppers. Dois anos depois, o grupo australiano formado por Daniel Johns (vocal e guitarra), Chris Joannou (baixo) e Ben Gillis (bateria) volta ao país, dentro de uma turnê mundial que começou em março, mas dessa vez sem disputar espaço com concorrentes.
A presença do Silverchair no Brasil não é novidade. Antes do mesmo do Rock in Rio, a banda já tinha se apresentado nas terras descobertas por Cabral. A primeira foi em 95, quando lançara seu primeiro álbum, Frogstomp. A segunda foi em 99, mesmo ano em que saiu o terceiro CD do grupo, Neon Ballroom. O segundo, Freak Show, fora lançado em 96.
Mas desta vez foi especial. Com 11 anos de estrada e oito milhões de discos vendidos em todo o mundo, o Silverchair vive seu auge artístico e comercial, depois de lançar em agosto do ano passado o elogiado Diorama. Assim que foi lançado, o álbum ganhou disco de platina; só no Brasil, vendeu 80 mil cópias até agora. Isso tudo graças ao sucesso das músicas The Greatest View e Without You, que não param de tocar nas rádios-rock. Diorama é considerado o CD mais ousado e inovador do trio, em que Johns, Joannou e Gillies exploram outras gamas de instrumentos e estilos, incluindo arranjos de orquestra, cordas, metais e instrumentos de sopro.
Embora o primeiro trabalho do grupo tenha estourado mundialmente a música Tomorrow, foi a partir do segundo CD que o Silverchair adquiriu maior popularidade. O trio conseguiu emplacar várias músicas de Freak Show, entre elas Slave, Abuse Me, Cemetery e o principal hit, Freak.
A consagração veio no terceiro disco, Neon Ballroom, no qual Johns e cia. começavam a deixar de lado o grunge que fez o trio ser conhecido como o clone do Nirvana e do Peral Jam. Destaque para a música Ana’s Song (Open Fire), que fala da anorexia nervosa que Johns, hoje com 23 anos, teve entre os 16 e 19.
O Silverchair provou essa popularidade em sua última passagem pelo Brasil, em maio. Em todas as cidades em que se apresentou – Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, nessa ordem – foi assim: casas cheias de adolescentes-roqueiros-rebeldes e menininhas histéricas, muito barulho e pula-pula. Além de ouvir os principais sucessos do grupo, os fãs tinham curiosidade de saber como estava Daniel Johns, que sofre de uma artrite rara, chamada reativa, que deixa suas articulações inchadas e imóveis. Por causa da doença, o cantor e guitarrista ficou de cama quase um ano, entre 2001 e 2002, chegando a interromper a agenda da banda.


Novo xodó do rock nacional, Detonautas abrem o show

No show do Rio, no dia 14, Johns mostrou estar em plena forma. Ele comandou as 5.000 pessoas que lotaram o ATL Hall e que, incrivelmente, cantaram – ou melhor, berraram – junto com o cantor quase todas as músicas. A casa quase foi abaixo em sucessos como The Greatest View, Ana’s Song, Anthem for The Year 2000, Without You e Freak.
Mas, antes de se esbaldar com a banda australiana, os cariocas puderam conferir a performance de um dos mais novos xodós do rock nacional, o Detonautas Roque Clube. A banda carioca – a primeira da cidade a estourar nacionalmente no primeiro CD depois dos Hermanos com Anna Julia – valeu-se da boa repercussão da música Outro Lugar, desde o ano passado entre as mais tocadas no gênero, e da atual faixa de trabalho, Quando O Sol Se For, para arrebatar o público sedento por rock.
Foram apenas seis músicas, sendo cinco do primeiro CD da banda, auto-intitulado, e a releitura oportuna de A Canção do Senhor da Guerra, da Legião Urbana. Em Outro Lugar, uma prévia do que seria uma constante no show do Silverchair: o público berrou a letra da música junto com o vocalista Tico Santa Cruz, que não parava de pular no palco e falar palavrões. Além desta e de Quando O Sol Se For, o grupo mostrou No Way Out, Ei Peraê!!! e Não
Antes do Silverchair, os cariocas puderam conferir uma mini-apresentação do Detonautas. Tico Santa Cruz e cia. empolgaram com os hits Outro Lugar e Quando O Sol Se For
Me Lembro Mais
, todas com potencial para seguir o sucesso.
Sem ser anunciado, o Silverchair entra no palco cantando o hit Steam Will Rise, de Neon Ballroom. A galera vai ao delírio, principalmente quando Jonhs começa um longo solo. Já na segunda música, o Silverchair entra no repertório do disco novo, mostrando World Upon Your Shoulder. Depois da melancolia de Emotion Sickness, o público voltou a vibrar com Without You, que foi seguida da balada Luv Your Life, também de Diorama, ao violão.
O trio manteve a proposta de privilegiar as músicas do novo álbum e seguiu com mais duas novas: Across The Night e The Greatest View, que iniciou uma seqüência de tirar o fôlego, ao lado de Ana’s Song e Miss Your Love. Depois de sua primeira presepada, ao tocar guitarra com os dentes, Johns, um verdadeiro maestro regendo um coral de 5.000 vozes, voltou a comandar a platéia nos hits Freak e Anthem for The Year 2000, na qual, com os punhos cerrados, incitava os jovens repetindo “sing it, louder!” (cantem mais alto). Parecia o hino da geração do novo milênio.
Assim como entrou, o Silverchair saiu do palco: de repente, sem nenhum anúncio. A volta foi demorada, para criar um suspense. Johns foi para o piano e tocou, acompanhado dos dois tecladistas que reforçaram o trio – um para as partes de piano e outro para as cordas – uma música inédita no Brasil: Asylum, que foi lançada, no exterior, no mesmo CD single que trazia a faixa Without You.
Não satisfeito em mostrar a novidade aos brasileiros, Johns, até então comportado, a não ser nos solos, resolveu soltar a franga: tocou Garota de Ipanema na guitarra, primeiro com a mão, depois com o queixo, lambeu a guitarra (ah, se a noiva Natalie Imbruglia visse aquilo...), tirou a camisa, rebolou – para delírio das menininhas – subiu no piano e ainda deitou-se nele. Nem parecia que sofre de artrite.
E foi com uma música de Diorama, The Leaver, que o trio encerrou a noite. Mas não sem antes mais showzinho particular de Johns, que disparou uma metralhadora giratória de palavrões, jogou o suporte do microfone no chão duas vezes e ignorou os pedidos insistentes do público para cantar Tomorrow.
Uma das que pediam desesperadamente para que o grupo lembrasse seu primeiro sucesso era a estudante de Psicologia Fernanda de Andrade, de 19 anos. Ela saiu decepcionada do show, mas não por esse motivo. “O show foi muito curto. Minha voz nem acabou! Queria sair daqui sem voz”, disse ela, que é de Juiz de Fora (MG) e montou uma caravana com mais nove amigos para ir ao Rio, especialmente pra ver o show. Um dos amigos, o estudante de Informática Leonardo do Valle, de 20 anos, estava mais animado. “Valeu muito a pena ter vindo”.
Outra que saiu de longe só por causa dos australianos foi Rachel Leite, de 20 anos. Ela, que mora em Angra dos Reis, foi ao Rio sem avisar à mãe e sem ingresso garantido. “Vim tentar a sorte. Valeu a pena, foi muito melhor do que eu esperava”, disse Rachel, que cantou junto com o grupo quase todas as músicas. “Só não conhecia uma”, garante.
Já o guitarrista e vocalista dos Raimundos, Digão, era mais reticente. Pelo menos quanto a algumas, digamos, excentricidades do vocalista. “O show foi maravilhoso, simples, totalmente rock and roll. O Johns é carismático, tem a platéia nas mãos, além de ser um ótimo pianista. Aquela história de lamber o microfone é que foi muito estranha. Mas eu não tenho nada com a opção sexual dele”, brincou o músico, ressaltando que gosta mais dos primeiros discos da banda.
Agora os fãs estão na expectativa sobre o futuro da banda. Além de não estar recuperado totalmente da artrite reativa, Johns já declarou que essa pode ser a última turnê mundial do trio. O cantor e guitarrista também afirmou recentemente que tem buscado incorporar outras sonoridades em sua música, e que as novas experiências podem ser lançadas em um projeto solo. Teria sido este o último show do Silverchair no Brasil? É esperar.



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