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  Afinidade além da "Alma"

Depois de dois anos se dedicando ao violão, na turnê do disco acústico Meu Coração, Pepeu Gomes está de volta à guitarra. O músico foi considerado por uma revista especializada como o melhor guitarrista da América Latina
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Se em seu último disco, Meu Coração, de 1999, Pepeu Gomes releu, de forma acústica, grande parte de seus sucessos, na temporada que está fazendo em maio no Ballroom, no Rio, o cantor e compositor novo-baiano agiu de forma aposta: em vez dos sucessos, releituras, e no lugar do violão, a velha guitarra. Pelo menos foi assim no dia 11, quando Pepeu recebeu como convidada a cantora Zélia Duncan.
No Ballroom, os dois mostraram que suas afinidades vão além de Alma, música de Pepeu e letra de Arnaldo Antunes, que fez sucesso na voz da cantora niteroiense. Antes do show, no camarim, o guitarrista dos Novos Baianos falava da repercussão de seu último disco solo quando de repente entra Zélia. Ele interrompe a conversa no meio, e, ainda no estilo meu coração, chama a amiga para sentar-se em uma banquinho e pega o violão para relembrarem a música inédita que compuseram e estará no próximo disco de Pepeu, a ser lançado provavelmente em agosto, de forma independente.
Ainda sem nome, a canção é uma balada MPB-pop romântica com letra de Zélia e música de Pepeu, bem no estilo Marisa Monte. Uma aproximação que não é só musical. Foi através de Marisa que Pepeu, amigo da cantora, conheceu Zélia, há dois anos.
“A música Alma era instrumental, e Marisa sugeriu que eu a encaminhasse para Arnaldo Antunes letrar. Mandamos a música para Zélia, e aí criou-se o vínculo. É como se eu a conhecesse há muito tempo”, rasgou-se Pepeu, logo retribuído pela nova parceira. “Sempre fui apaixonada pelo Pepeu. Nossa ligação nasceu com Alma, e a partir daí constatamos que temos muitas afinidades. Ele é um cara talentosíssimo, um grande nome da música brasileira. Estar ao lado dele me deixa calma”, disse ela.
A rasgação-de-seda continuou quando Pedro Baby, filho de Pepeu Gomes com Baby do Brasil, juntou-se à dupla. “Você tem que ir ao show dessa mulher! Há tanta porcaria hoje em dia que até dá nojo. Mas felizmente temos Zélia Duncan. Essa mulher foi um grande presente pra música brasileira”, disse Pepeu ao filho, completando que ele e Zélia têm planos para novas parcerias e até mesmo para trabalharem juntos.


Protesto contra a violência

Pepeu entrou no palco do Ballroom sem Zélia, acompanhado de sua banda – formada por Léo Fernandes (teclados), Zinho Brown (percussão), Alexandre Fonseca (bateria) e Hanfrei Scott (baixo), reforçada por Pedro Baby (guitarra) e Franco Satamini (sax) – que voltou a acompanhá-lo depois do encerramento da turnê de Meu Coração, em 2001.
O músico começou o show relembrando três grandes sucessos: Masculino E Feminino, com um novo arranjo, mais suingado; Eu Também Quero Beijar, que voltou a fazer sucesso entre os jovens depois de ter sido gravada pelo Cidade Negra, em 1999, no CD Hits; e a ótima Mil E Uma Noites de Amor, em que ele errou a letra apesar de ter gravado a canção em 1985, no LP Energia Positiva.
Já na quarta música Pepeu começou a se dedicar às releituras, em detrimento de seu próprio repertório. A primeira foi Dia de Índio, que fez sucesso nos anos 80 na voz de sua então mulher Baby do Brasil (na época, Consuelo).
A seguir, Pepeu deixou seu lado letrista para lembrar porque foi considerado pela revista “Guitar World” como o melhor guitarrista da América Latina e um dos melhores do mundo. O pot-pourri em homenagem ao mexicano Carlos Santana, seu ídolo, foi sensacional. Em longos e inspirados
Zélia Duncan e Pepeu Gomes levaram os fãs ao delírio em Alma, música de Pepeu que fez muito sucesso na voz da cantora
solos, ele releu com sotaque brasileiro clássicos como Oye como Va e Evil Ways, acompanhado pelo filho-pupilo Pedro Baby.
Pepeu visitou também o repertório de Chico Science, relendo A Cidade. Em um trecho, o músico trocou a parte da letra que diz “Num dia de sol, Recife acordou / com a mesma fedentina do dia anterior” por “Num dia de sol, Rio de Janeiro acordou / com mesma violência do dia anterior”, e depois puxou o coro “Não queremos violência, só queremos amor”. Foi aplaudidíssimo.


“Que venham outras almas”

Na hora de chamar ao palco a convidada da noite, o clima de afeto e admiração do camarim se repetiu. “Agora vou chamar minha querida, esperada, energizada, vitaminada, tudo ada... Ela é de um grande coração, um grande músico, uma pessoa do bem. É uma honra receber Zélia Duncan”, anunciou Pepeu. Zélia não deixou por menos. “Cada vez que nos encontramos é um bem-estar musical”, disse ela.
Os dois começaram com Meu Coração, com Zélia nos vocais, e seguiram com Catedral, numa versão um pouco diferente da que a cantora apresenta em seus shows. “Catedral nunca mais será a mesma!”, brincou Zélia. Na improvisada Fazendo Música, Jogando Bola, festa completa no Ballroom: Pepeu e Zélia pularam feito crianças no palco, enquanto o público dançava na pista.
Finalmente, o momento mais esperado: os dois cantando Alma juntos. O público foi ao delírio, da mesma forma que Zélia. “Que venham outras almas. Já vi muita gente cantando feliz essa música, em todo o Brasil e em Portugal. Sempre que eu a canto você está comigo”, disse ela ao anfitrião. A resposta veio na hora: “Isso é uma jóia da MPB”, derreteu-se Pepeu.
No restante do show, Pepeu Gomes seguiu fazendo releituras, como as de Maluco Beleza (Raul Seixas), com uma citação de Every Breath You Take, do Police; Lá Vem O Brasil Descendo A Ladeira, do companheiro de Novos Baianos Moraes Moreira; e Avisa Lá, do Olodum. Suas mesmo só Malacaxeta e Sexy Yemanjá, quando chamou Zélia de volta ao palco para dividir os vocais com ele. Aproveitando a deixa, Pepeu puxou novamente Alma, para surpresa da cantora, que deleitou-se.
Pepeu, então, anuncia o fim do show. Mas como, sem Deusa do Amor, Planeta Vênus, Raio Laser, Pedra Não É Gente Ainda, Brasileirinho, Preta Pretinha, A Lua E O Mar? Sob os insistentes pedidos de bis, ele voltou e satisfez parte dos desejos, ao cantar a ótima balada Deusa do Amor e fazer mais um show particular na sua versão roqueira de Brasileirinho. Uma versão de tanto sucesso que fez muitas pessoas pensarem que a música é de Pepeu, quando, na verdade, é de Waldir Azevedo.
O show acabou, sem um monte de músicas do repertório de Pepeu. Uma pena. Mas quem foi ao show e se decepcionou ou quem gosta do trabalho deste excelente músico tem mais duas chances de pedir todas essas músicas pessoalmente. Pepeu volta ao palco do Ballroom nos dias 18 e 25 de maio, dividindo o palco com Armandinho (repetindo parte do elogiado show que ambos fizeram na Tenda Brasil do Rock in Rio 3, em janeiro de 2001) e com um convidado ainda não definido. Quem sabe, das próximas vezes, ele atende a todos os pedidos?



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