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  Buchecha supera perda de Claudinho e lança 1º CD solo

Reprodução
Para quem duvida que Buchecha deixou para trás a tristeza pela morte de Claudinho, o cantor deixa o recado: “Tô chegando!”
Como Daniel e Leonardo, que perderam seus parceiros João Paulo e Leandro de forma trágica (o primeiro de acidente de carro e o segundo de câncer), Buchecha pensou seriamente em desistir da carreira depois da morte de Claudinho, vítima de acidente automobilístico, em 2002. Mas, como nos outros casos, isso acabou não acontecendo, graças, principalmente, aos apelos dos fãs e dos amigos de profissão. Para provar que já superou a tristeza e está animado para começar a carreira solo, o cantor, agora com o MC na frente (que antes era só usado para assinar as composições), está lançando o CD MC Buchecha (Universal), puxado nas rádios pela batida romântica de Castigo.
“Graças a Deus o medo e o desânimo que me assolaram no início já passaram. Hoje estou bem, recuperei a auto-estima e a vontade de continuar a trabalhar”, diz Buchecha, que faz apenas uma citação à dor da perda de Claudinho, na faixa Sonho Atroz (“Quando vai o sol, é o que mais me dói / noite traz saudade, corrói / (...) quem de nós dois, me diga / quem de nós dois criou um sonho atroz / não quero mais sofrer”). Buchacha afirma que não mudou sua forma de compor depois do acidente. “Inspiração é algo inexplicável, vem quando menos se espera. Mas creio que amadureci um pouco mais depois do acidente”, conta ele.
O resto do CD é só alto-astral, com as tradicionais batidas funk e letras que falam de amor, como sempre foram os discos de Claudinho & Buchecha. O clima também é fruto da volta do DJ Memê, que trabalhou com a dupla em seus primeiros álbuns, mas ficou de fora dos três últimos, Claudinho E Buchecha Ao Vivo, Destino e Vamos Dançar. Buchecha considera a volta do produtor uma reconquista. “O Memê é a nossa cara. Sempre fomos um trio. Sem ele fica faltando alguma coisa”, derrete-se o funkeiro.
Memê é o responsável pelas três participações especiais do CD. A primeira é a de George Israel, do Kid Abelha, que faz uma citação de Pintura Íntima ao saxofone na faixa Insciente. O convite a Israel veio meio ao acaso, já que foi fruto de uma visita do músico a Memê, mas acabou servindo como uma retribuição de Buchecha à regravação que o Kid fez, em seu Acústico MTV, de Quero Te Encontrar. “Adorei a versão na voz da Paula Toller. Aliás, tanto ela quanto o Kid Abelha estão cada vez melhores. O convite do Memê pro George Israel participar do CD foi espetacular”, diz Buchecha, que tirou o nome da música diretamente do dicionário. “Como não toco violão e nenhum outro instrumento, procuro preencher essa carência com o dicionário, que acrescenta e muito na minha composição, já que não cursei nem o primeiro grau completo”, justifica.
Outro convidado da geração BRock é Carlos Coelho, guitarrista do Biquíni Cavadão, que fez os arranjos da regravação de Tédio, sucesso de seu grupo. A música, a única que não é inédita, foi sugerida pela Universal, e agradou em cheio a Buchecha. “Sempre gostei dessa música, mas nunca imaginei gravando-a. No final achei superlegal a versão que eu e o Memê criamos. O Biquíni arrebenta”, diz Buchacha, que incluiu um refrão na música, “Que saco! Tô no buraco!”, dito ao fundo por uma voz distorcida. A terceira participação é do onipresente Max de Castro, que empresta sua guitarra a Feijão com Arroz (Vem Morar Comigo).


As várias faces de Buchecha

No disco, Buchecha, que se chama Claucirlei Jovêncio de Souza e tem 28 anos, também mostra seu lado família. A primeira faixa é uma vinheta na qual seu filhinho, Clauci Julio pede para Buchecha tocar de novo o CD, para desespero da mãe, Rosana. No final da música Sonho Atroz, Clauci reaparece, usando as poucas palavras que sabe para dividir os vocais com o paizão coruja. “Essa foi uma forma de mostrar um pouquinho o que rola na minha casa”, diz Buchecha, explicando a participação dupla de Clauci. “Eu e o meu filho ficamos cantando e dançando o tempo todo e a minha esposa quase enlouquece com tanta zoeira. Mas ela compartilha também desses bons momentos.”
Já o Buchecha polêmico aparece em Laços, música na qual critica o erotismo que tomou conta do funk nos últimos anos. Autor de várias letras que falam de amor e sexo sem cair na baixaria, o cantor reclama da falta de romantismo dos relacionamentos modernos, nos versos “Os casais se encontravam na pracinha / se abraçavam e se beijavam em puro mel / hoje ninguém mais namora, e o tapinha / é o convite mais ativo pro motel”, e posteriormente repetindo o refrão “não, tapinha não”. Buchecha não se esquiva de criticar os funkeiros que fazem esses tipos de letras.
“Essa é uma situação lamentável e difícil de falar porque não quero ser moralista, mas desde que eu e o Claudinho aparecemos no cenário musical, utilizamos a música para passar uma mensagem contrária à situação na qual vivemos. Ou seja, em meio a tanta banalização, eu não teria prazer de ser pai de uma moça que vive ficando com um e outro, se relacionando através de tapas e drogas, sem pesar os valores e benefícios que o amor e o romantismo oferecem. Sou um sobrevivente que voltei dessa guerra”, desabafa o cantor.
Buchecha também não poupa aqueles que ainda têm preconceitos contra a boa produção o funk. Para ele, a falta de incentivos para se fazer funk no Brasil é a principal razão para os chamados “proibidões”, CDs que reúnem músicas que enaltecem traficantes e a violência. “Acho que o maior problema é que falta união e patrocínio para investir no movimento funk. Se tocassem músicas que falem de amor e das coisas boas, os funkeiros investiriam, mas como ninguém valoriza o funk... A sociedade sofre esse tipo de tentativa e tem como resultado infelizmente o chamado ‘proibidão’”, diz Buchecha.
Mas, no final da entrevista, quem aparece é o Buchecha brincalhão e feliz da vida, aquele dos sucessos Nosso Sonho Não Vai Terminar, Quero Te Encontrar, Só Love e Conquista. E, para não deixar dúvidas de que os tempos de tristeza ficaram pra trás, ele termina com um recado: “Quero deixar meu abraço e agradecer o carinho de todos. É isso aí galera! Tô chegando!”



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