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  Lanlan retoma carreira solo mas não esquece Cássia Eller

Reprodução
Em uma das fotos do encarte do CD, Lanlan aparece sentada em uma privada vendo fotos de uma mulher se despindo. As atitudes masculinizadas fazem a percussionista lembrar muito Cássia Eller
Perder a amiga e “patroa” Cássia Eller foi um duro golpe na vida da baiana Elaine Silva Moreira, a Lanlan, de 34 anos. Há oito anos percussionista da banda de Cássia, Lanlan chegou até a pensar em desistir da carreira musical, mas encontrou nos fãs – muitos, fiéis desde os tempos de Rabo de Saia, grupo que formava, no final dos anos 80, com Marcio Mello, Márcia Cidreira, Mônica Millet e Érika Nande, hoje vocalista da Penélope – uma motivação para continuar.
Para espantar de vez a deprê, ela decidiu retomar a veia de cantora e aproveitar no grupo Lanlan e os Elaines – um projeto paralelo que mantinha com os companheiros de banda Walter Villaça, Thamyma Brasil e Fernando Nunes, além dos amigos Maurício Braga e Nara Gil – algumas das canções que escreve desde 1989. O grupo estreou em 1999, no Festival Julho em Salvador, e ficou parado até maio de 2002, quando abriu um show de Nando Reis no Rio. Fazendo uma inusitada mistura guitarra-percussão, Lanlan e Os Elaines encontram uma receptividade tão boa do público que levaram o show a outras capitais e resolveram gravar um CD.
Nasceu assim Com Ela, lançado recentemente pela Maianga Discos. A produção é assinada por Lanlan e Fernando Nunes, com a parte técnica a cargo de Max Viana (filho de Djavan), que também canta em Ela Me Falou. O irmão, o baterista João Viana, que tocou com a percussionista na banda de Cássia, comparece em Bicharada e Com Ela. Também participam do disco, nos vocais, Marcio Mello e Jussara Silveira, que foi a primeira cantora com quem a percussionista trabalhou.
Com Ela
é, nas palavras da própria Lanlan, um “transtorno rítmico percussivo com altas doses de guitarras distorcidas”. No disco, a percussionista baiana mostra que ainda não superou a morte de sua melhor amiga. Cássia Eller aparece em cada canto do CD, seja no encarte, onde Lanlan fala de sua “infinita saudade” abaixo de fotos e capas de discos da cantora, seja nas letras de algumas das 14 faixas, 13 delas autorais. A música que dá nome ao CD (que diz “Tenho fome de tua boca / de tua voz, tua voz solta / (...) tenho fome de tuas mãos, da pegada de teu violão”) foi assumidamente escrita em homenagem à Cássia.
Com Ela foi composta ano passado e tem um desabafo mesmo da infinita saudade que tenho de Cássia Eller”, admite Lanlan, que não teme que a associação a Cássia torne-se um peso em sua carreira. “Isso não me incomoda. Se a Cássia estivesse aqui, naturalmente estaria tocando com ela e muito feliz de registrar minhas músicas, como já estava fazendo desde 1999. A vida prossegue, a música me trouxe de volta à vida, depois dessa perda absurda. Mas para mim a vida era muito melhor com ela.”

Nada de releituras

Tímidas fora do palco mas verdadeiros leões em cima dele, Lanlan e Cássia Eller guardam outras semelhanças em suas vidas e carreiras, desde as atitudes debochadas e masculinizadas (em uma foto do encarte do disco, Lanlan aparece mostrando o dedo médio da mão esquerda, simulando um palavrão) até a coragem de expor publicamente sua sexualidade. Nas letras de Com Ela, Lanlan fala abertamente do assunto, como em Ela Me Falou (“Ela me falou que estava apaixonada / (...) ela mergulhou com o coração disritmado / que jamais vai balançar como o nosso balançou”) e Seu Bebezinho (“Dei um beijo estalado em seu ouvido / disse que era gostosa e não tinha defeito / grudei na moça, eu dei em cima”).
“Não tenho receio de me expor, porque minhas músicas tratam de minhas tristezas e conquistas”, diz a percussionista. “Componho o que vivo realmente. Não tenho preconceitos com nada, o que me move é a paixão. Se estiver apaixonada por um homem vou namorar um homem, se for por uma mulher vou namorar também. É exatamente assim que acontece.”
Lanlan conta que tem cerca de 60 composições, e que nos shows com Os Elaines não entram releituras, nem de Cássia Eller. Uma boa oportunidade para ela mostrar ao público suas letras, que, quase sempre, falam de amor. Mas, é claro, de um modo bem particular. “Sou cantora de minhas músicas, que faço tirando um sarro das minhas próprias lamúrias.”



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