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  Madonna só para fãs. E olha lá

Fotos divulgação
O visual de Madonna antes da fama é tão ruim quanto o obscuro disco que gravou com o alemão Otto von Wernherr. A cantora na época não lembra nem de longe a rainha da pop music que conquistou o mundo com preciosidades como Borderline e Like A Prayer
Aos desavisados, a gravadora Zomba Records avisa logo na capa do CD: “exclusivo para fãs”. Mas ela está sendo boazinha. Nem mesmo o fã mais ardoroso de Madonna gostará deste Early Years, que, como o próprio nome diz, traz uma “performance” da então desconhecida aspirante a cantora fazendo backing vocals para o também desconhecido Otto von Wernherr, um dublê de ator e cantor.
As dez faixas de Early Years foram gravadas um pouco antes de Madonna lançar seu primeiro LP, intitulado apenas Madonna (ou First Album, como também é conhecido), em 1983, e reunidas em disco por Wernherr em 93. Mas só agora o álbum chega ao Brasil, tendo como única função matar a curiosidade dos fãs que acompanham a cantora desde seu estouro nos anos 80 e não conhecem seu passado musical.
Passado, este, muito obscuro: Early Years é um disco bizarro, para o qual seria um elogio conferir títulos como “trash” e “cult”. É um CD para ficar guardado na estante e só mostrar a capa aos amigos. Das dez faixas, salvam-se as duas últimas, Time to Dance e Shake. Não que elas sejam boas, mas porque são instrumentais, fazendo o favor de não trazer as vozes e Madonna e Wernherr.
Quem conhece a cantora por hits pop-dançantes deliciosos como Like A Prayer, Like A Virgin, Papa Don’t Preach, Music e tantos outros vai se assustar com a péssima qualidade de músicas como Oh My e Shake (a versão com letra), que são difíceis de ouvir até o fim. Nelas, Madonna grita, grunhe, geme e berra, enquanto Wernherr, autor de quase todas as faixas, alterna tons “sensuais” e “horripilantes”, lembrando algumas vezes aquela voz sinistra da música Thriller, de Michael Jackson.
Um exemplo dessa estranha mistura sonora é We Are The Gods, cujo fundo musical é uma espécie de bateria militar, com vozes sussurrantes ecoando por todos os cantos enquanto Madonna berra “Gods, Gods, Gods”. On The Street chega a dar medo de tão sombria; Wild Dancing começa com uma batida fúnebre, depois desanda com uns vocais bem oitentistas de Madonna, misturados a discursos de Wernherr, como um típico ditador alemão, sobre o piano mórbido. Em Time to Dance a voz de Madonna parece uma mistura de galinha e peru, com seus “uh, uh”, sobre a batida constante do sintetizador. Só vendo – ou melhor, ouvindo – pra crer.
Mas nem tudo é desperdício neste péssimo e curioso Early Years. A batida eletrônica de todas as faixas antecipa muito do som que abalaria aqueles anos 80, servindo como uma espécie de abre-alas ao new wave e ao technopop. Ritmos que Madonna dominou e ainda domina como ninguém, e que fizeram dela o maior fenômeno pop feminino do mundo. E, por incrível que pareça, muito dos atributos que a fizeram estourar pouco depois deste disco, no lançamento de seu primeiro hit, Holiday, e que a acompanharam por toda a carreira foram tirados deste disco ou começaram nele, como a sensualidade, a polêmica e a música eletrônica. Mas só isso,
Capa do CD Early Years, em que Madonna faz backing vocal para Wernherr
senão ela não teria virado a Madonna que hoje nós conhecemos.


Cantora começa o ano com polêmica

A Madonna de 2003 ainda guarda semelhanças com aquela aspirante a cantora. Pelo menos no quesito polêmica. Depois do sucesso da música Die Another Day, tema do filme homônimo de James Bond, a cantora prepara-se para o lançamento do segundo single de seu próximo CD, American Life. A música só chegará às rádios no dia 24 de março mas já está gerando muita controvérsia, graças à sua mensagem antiguerra, o que fez muitos americanos a chamarem de antipatriota, anti-Bush e pró-Iraque.
A polêmica estendeu-se ao clipe da canção, que será lançado uma semana após o single. Dirigido pelo sueco Jonas Akerlund – que trabalhou com Smashing Pumpkins, Prodigy e a própria Madonna, nos clipes de Ray of Light e Music – e gravado em Los Angeles na primeira semana de fevereiro, o vídeo traz a cantora como uma super-heroína que joga uma granada durante um desfile de moda e dança com uma brigada de soldados femininos, enquanto são exibidas cenas de atrocidades da guerra. Como sempre, a artista defende-se dizendo que seu interesse é despertar a discussão e a reflexão.
“Me sinto sortuda de ser uma cidadã americana por muitas razões. Uma delas é o direito que tenho de me expressar livremente, especialmente em meu trabalho”, disse ela, em uma carta distribuída por sua gravadora, Maverick, e reproduzida pelo site da MTV americana. “Escrevi uma canção e criei um vídeo que expressam meus sentimentos sobre nossa cultura e nossos valores e a ilusão do que muitos acreditam ser o sonho americano, a vida perfeita. Não espero que todos concordem com meu ponto de vista. Sou grata por ter a liberdade de expressar meus sentimentos, e é assim que honro meu país.”
Não bastassem os problemas com a música e o clipe, Madonna já começa a sofrer críticas em relação ao disco, que traz na capa uma foto sua em preto e branco numa pose que lembra muito o revolucionário Che Guevara, com o nome da cantora e do álbum escritos em letras vermelhas, como se fosse sangue.
American Life
é o décimo disco de carreira de Madonna e o primeiro com canções inéditas desde Music, de 2000. Co-produzido por Mirwais Ahmadzai, que trabalhou com ela em Music e no primeiro single do novo disco, Die Another Day, o CD trará 11 canções, escritas por Madonna em parceria com Guy Sigsworth, Gem Jones e Jacques Lu Cont. A material girl planeja ainda para este ano uma caixa, cujo conteúdo e data de lançamento ainda não foram divulgados, para comemorar os 20 anos da gravação de seu primeiro álbum, que emplacou os hits Lucky Star, Borderline e Holiday.  


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