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  B5 provoca histeria no Rio e mostra que é a nova febre do público teen

Luís Felipe, Léo, Edu (encobrindo Bê) e Lucas tocaram pela terceira vez no Ballroom, que mais uma vez recebeu um bom público. À esquerda, no canto da foto, o pai de Edu, Lucas e Bê, Eduardo Leite, um misto de roadie e empresário do B5
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O lema do B5 é: uma banda formada por adolescentes que tocam e cantam de verdade. Eles puderam comprovar isso no dia 16 de março, no show que fizeram na boate carioca Ballroom. O grupo mostrou músicas de seu primeiro CD, auto-intitulado, como os “vídeo-hits” Matemática e Ligo pra Ela, misturadas a sucessos do pop-rock nacional e internacional. Tudo regado a muita histeria, choro e todo tipo de tietagem por parte das centenas de crianças e adolescentes que lotavam o local. Esta foi a terceira vez que Edu (16 anos, vocal, teclado e guitarra), seus irmãos gêmeos Bê (14, bateria) e Lucas (percussão e violão) e os amigos Léo (14, vocal e baixo) e Luís Felipe (13, guitarra) se apresentam no Ballroom, sempre com um bom público, quase todo feminino. Uma legião de fãs que não pára de crescer. Segundo a mãe de Edu, Bê e Lucas, Adriana Leite, que é produtora do B5, já são mais de 30 fãs-clubes espalhados pelos Brasil. Edu, já acostumado à tietagem, garante que pelo menos quatro seguem o grupo em todos os cantos do Brasil. “Em todo show é isso”, disse o músico no camarim, depois do show, referindo-se à histeria provocada por seu grupo.
Janaína Fernandes, de 13 anos, é a prova de que Edu não está exagerando. Paulistana, ela arrastou a mãe, Sônia Regina, e a amiga Larissa Giampaoli, também de 13, para ir ao Rio ver o show do quinteto. E não foi a primeira vez: ela diz que esteve presente nos shows anteriores do B5 no Ballroom e que já foi a Jundiaí (SP), Maresias (SP) e Paraty (RJ) atrás dos ídolos, sempre acompanhada da mãe. “Ela é tão fã quanto eu”, conta Janaína, que é presidente do fã-clube “B5 – Uma Paixão”. Já Larissa faltou a uma prova na escola para ir ao Rio. “Eu os conheci na MTV e foi paixão à primeira vista”, afirma a adolescente.
Larissa e muitas outras meninas conheceram o quinteto através do clipe de Matemática, a primeira faixa de trabalho do disco B5. Composta, entre outros, por Blanch, vocalista da banda Cogumelo Plutão, a música não conseguiu boa execução nas rádios, mas mesmo assim emplacou na televisão: o vídeo ficou 10 semanas em 1º lugar no Disk MTV e quatro vezes na liderança do Top 20. A segunda faixa de trabalho segue o mesmo caminho: Ligo pra Ela, de Milton Guedes e Paul Ralphes, foi lançada há um mês e já alcançou o terceiro lugar no Disk MTV e o décimo no Top 20, embora dificilmente seja ouvida no dial.

Grupo toca clássicos do rock

De seu repertório, o B5 escolheu as duas músicas conhecidas por seus fãs e outras duas, Beijo na Boca e Nada Mais Vai Mudar, para tocar no Ballroom. Quatro músicas que falam de assuntos corriqueiros no universo teen: escola, recuperação, namoro e sexo. Beijo na Boca é um pouco mais, digamos, saliente, falando sobre masturbação. “Corpos, sorrisos, cabelo, libido / E eu aqui brincando sozinho / Toda garota quer beijo na boca / E hoje ninguém vai escapar”, diz um trecho da letra.
No restante do show, o B5 mostrou que passa longe da maioria das bandas pop-adolescentes brasileiras, tocando clássicos do rock and roll dos anos 60, 70, 80, 90 e 2000. Nas músicas nacionais, a idade dos integrantes do grupo falou mais alto: eles escolheram a face mais teen do rock nacional dos anos 80, 90 e 2000, relendo Capital Inicial (Quatro Vezes Você), Lulu Santos (Assim Caminha A Humanidade), Ultraje a Rigor (Nádegas A Declarar e Rebelde sem Causa) e Legião Urbana (Que País É Este). Em Assim Caminha A Humanidade, uma cena curiosa: enquanto Edu cantava os versos “não te que
O B5 provocou histeria nas adolescentes, que esticaram os braços para tentar encostar nos ídolos
ro mais, não mais...”, uma menina, bem mais alta que as demais fãs, aparentando uns 17 anos, berrava na turma do gargarejo: “mas eu quero, eu quero!”.
O repertório internacional foi ainda mais roqueiro e, em alguns momentos, mais antigo. Dos anos 60 e 70 foram lembrados Rolling Stones (Satisfaction), Elvis Presley (Blue Suede Shoes), Pink Floyd (Another Brick in The Wall), Paul McCartney (Live And Let Die) e Beatles (Help), enquanto as décadas de 80, 90 e 2000 foram representadas por Dire Straits (Sultains of Swing), Oasis (Supersonic) e Pearl Jam (I Am Mine), entre outros. O B5 ainda mostrou um set instrumental, tocando os temas dos filmes “007” e “Pantera Cor-de-Rosa”. Músicas escolhidas a dedo pelos integrantes do grupo. “Nós cinco escolhemos nosso repertório”, afirma Lucas, o mais tietado. “Eles só tocam o que gostam”, confirma a mãe Adriana, acompanhada do marido, Eduardo, uma mistura de fã-roadie-empresário do B5.

Loucuras de tietes

O show acabou com a repetição de Matemática e Nada Mais Vai Mudar. A pedidos, ou melhor, a exigências dos fãs, os garotos voltaram para um bis diferente: em vez de música, autógrafos, fotos, beijos e, é claro, muita histeria. Mas não durou muito: os cinco tiveram que deixar o Ballroom correndo e voltar para Petrópolis, já que teriam prova no dia seguinte. O que eles talvez não imaginassem é como ficou o Ballroom depois que eles saíram. Algumas fãs foram para a porta do camarim e exigiram ver os ídolos. “Não saio daqui enquanto não tirar uma foto do Bê”, reclamava, em vão, Fernanda Lima, de 13 anos. Ao lado dela, Juliana Oliveira, 13, e Diane Dias, 14, brigavam para saber quem era mais fã. “Já atraí 15 membros para o fã-clube”, gritava Juliana, que sonha em namorar com Bê. “Eles são gostosos e maravilhosos!”, respondia Diane, que afirmou já ter perdido uma viagem para ir a um show do B5.
Gabriela Sabina, 14, estava decepcionada por não ter conseguido falar com Bê, mas feliz por ter recebido um sorriso de Léo. “Quase desmaiei, moço!”, contou, eufórica. A irmã Beatriz estava empolgada com a performance de Felipe. “Ele arrasou. Foi o melhor show do B5 a que eu assisti”, disse ela. Já as amigas Marcella Manzini, 12, e Juliana Oliveto, 13, se orgulhavam de colecionar objetos pessoais dos garotos. “Eu tenho uma batata frita do Bê”, gabava-se Marcella. “E eu tenho um copo de suco do Felipe”, devolvia Juliana.
Mas a maior fã dali era familiar. Literalmente. Juliana, 24, é prima de Léo e presidente do fã-clube oficial do B5. Ela conta que a idéia surgiu porque imaginava que os fãs se sentiriam mais próximos dos ídolos sabendo que há uma pessoa da família entre eles. “Isso mostra consideração por parte da banda. Passo todos os recados e presentes que recebo para eles”, diz Juliana, que tem em seu fã-clube nada menos que 763 membros cadastrados.

Prontos para o estouro

Pelo frisson que o B5 vem causando entre o público adolescente, somente por causa da MTV, chega a ser estranho que a gravadora Sony Music ainda não tenha investido pesado no grupo, colocando as músicas para tocar no rádio, que ainda é o principal veículo de divulgação de um artista. Em tempos de crise, em que se buscam sucessos imediatos e descartáveis, o B5 aparece como um “produto” de fácil aceitação, pronto para estourar, e com perspectivas de um longo futuro pela frente, pois os garotos são bons músicos e possuem bom gosto musical. Mais uma incoerência desse estranho e problemático mercado fonográfico brasileiro.     


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