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  ’Carnaval diferente’ do Monobloco reúne 30 mil pessoas no Rio

Divulgação/Márcia Moreira
O Monobloco foi criado há dois anos pelo grupo Pedro Luis e a Parede e hoje conta com 150 integrantes
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Foram dois meses de ensaios na Fundição Progresso, na Lapa, até que em 23 de fevereiro o Monobloco finalmente tomou as ruas do Rio de Janeiro antecipando o Carnaval. O bloco saiu da praia do Leblon, na Zona Sul da cidade, e foi até o Posto 10, em Ipanema, levando junto mais de 30 mil foliões. No repertório, marchinhas, sambas-enredo, releituras de clássicos da MPB e do pop-rock em ritmo de samba e inéditas que compõem o primeiro CD do grupo, Monobloco 2002, lançado recentemente pela Universal.
O Monobloco é formado por 150 batuqueiros que durante sete meses participaram das oficinas de percussão promovidas pelo grupo Pedro Luis e a Parede (Plap) e convidados, no Teatro Casa Grande. O Plap criou o Monobloco em 2001, como fruto do desejo de formar um bloco carnavalesco diferente, misturando samba e outros ritmos como o funk e o maracatu, e que ao mesmo tempo ajudasse a reerguer a tradição dos blocos de rua da Zona Sul do Rio. A inspiração veio do grupo de percussão Funk ‘n’ Lata, de Ivo Meireles, e do Baticum, do percussionista Marcos Suzano.
“Esta é uma idéia que sempre circulou no Rio: fazer uma coisa diferente no Carnaval. O Baticum já havia tentado antes, no início dos anos 90, fazer uma oficina que tivesse instrumentos do samba tocando outros ritmos. Mas não foi pra frente. O nosso mérito foi ter conseguido organizar isso”, diz Celso Alvim, integrante do Plap e regente do Monobloco, onde também é responsável por cuidar da parte de chocalho e agogô. Os outros integrantes da Parede e que participam do Monobloco são Sidon Silva, que cuida dos naipes e dos arranjos de tamborim; CA, que fica com as caixas; Mário Moura, responsável pelos surdos; e Pedro Luis, um dos puxadores e a quem cabem os repiques. Os demais puxadores são Serjão Loroza, Pedro Quental e Fábio Allman (Fabão).
Para ajudar na coordenação do Monobloco, foram chamados amigos de bandas cariocas como Bangalafumenga, Dread Lion, Rio Maracatu e Chalaça, formando um time de cerca de 30 músicos experientes que se apresentam nos shows que o bloco faz fora do ensaio e do desfile. Foi esse grupo também que gravou o CD Monobloco 2002, uma grande salada sonora que mistura releituras de Imunização Racional (Tim Maia), Alagados (Paralamas) e Mosca na Sopa (Raul Seixas); tradicionais marchinhas como Cabeleira do Zezé, Allah-Lá-Ô, Mulata Yê, Yê, Yê e Eu Bebo Sim; os sambas-enredo Domingo e Bom, Bonito e Barato, ambos da União da Ilha; e as inéditas Madureira... É Assim Que É (Serjão Loroza), Maracatu Embolado (Rodrigo Maranhão) e Ciranda em Frente (Pedro Luis, Xis e Rappin’ Hood).
Tudo isso recheado de convidados, como Elza Soares (no pot-pourri Eu Bebo Sim/Salve A Mocidade/Oba), Xis e Rappin’ Hood (Ciranda em Frente), Aranha e Mestre Marrom, do Funk ‘n’ Lata (Domingo/Bom, Bonito e Barato) e Odilon Costa (arranjos em Domingo/Bom, Bonito e Barato), entre muitos outros. Apesar de formarem um bloco carnavalesco, os integrantes do Monobloco não querem estar associados à imagem do samba.
“Nós usamos instrumental de samba, mas não é só samba que fazemos. É samba também. Mas não somos um bloco de samba, e sim um bloco de baile”, afirma Pedro Luis. “Uma coisa interessante que acontece é que tem muitas pessoas que jamais iriam freqüentar uma bateria de escola de samba, aí fazem aula com a gente, aprendem o básico e depois começam a freqüentar. Queremos mostrar coisas novas e despertar a curiosidade das pessoas”, complementa Celso Alvim.


Sucesso, sim, febre, não

CA conta que o Monobloco surgiu numa época de vacas magras para o Plap, quando o grupo ainda estava começando. “Nós não tocamos no rádio, e isso dificulta muito. Então, ou cada um ia para o seu lado, continuar fazendo seus trabalhos, acompanhando cantores, o que a gente estava acostumado a fazer na noite, ou então dava um jeito de continuar junto e trabalhando. Esse foi um dos caminhos que conseguimos”, diz o músico.
Mas o início do Monobloco também não foi fácil. O grupo começou ensaiando no Malagueta, uma casa de shows em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. O lugar não era propício, e a falta de divulgação ajudou a dificultar as coisas. Já no segundo ensaio a situação começou a se reverter: o tradicional bloco Suvaco do Cristo deixou de ensaiar no Condomínio, um clube bem localizado, no Jardim Botânico, deixando-o livre para o Monobloco. O estouro foi questão de tempo.
“No começo, na nossa primeira explosão no Condomínio, nós pegamos a herança do Suvaco, que tinha aquele ponto às sextas-feiras. No primeiro dia ali, as pessoas acharam que seria show dos Paralamas, porque teve uma canja do Herbert, outros achavam que era o Suvaco. Depois a galera sacou que havia uma história bacana, diferente, e aí o Monobloco se estabilizou”, conta Celso Alvim. “Antes, muito pouca gente ligava o conjunto que a gente tem (Plap) ao Monobloco, o que é uma coisa bacana também. Quer dizer, o negócio ganhou vida própria, independentemente do que a gente estivesse fazendo”, comemora CA.
Em 2002, o sucesso foi tão grande que tornou o Condomínio pequeno para abrigar o Monobloco. A solução, em 2003, foi procurar um lugar maior, e o escolhido foi a Fundição Progresso, na Lapa. Este ano foram oito ensaios, um a cada sexta-feira, todos com o mesmo sucesso do ano passado e sempre contando com um convidado especial. O primeiro, em 10 de janeiro, foi Dudu Nobre. Depois vieram, na seqüência, Xis e Rappin’ Hood, Bangalafumenga, Elza Soares, Fernanda Abreu, João Bosco e Cabeça de Nego, Martinália e Bateria da Mangueira e, por último, Ney Matogrosso.
Depois do carnaval, o grupo já vai começar a pensar na estrutura para 2004. A idéia é gravar um próximo CD e limitar o número de alunos para, no máximo, 70. Além disso, o Monobloco planeja se reunir outras vezes por ano em datas especiais, como São João. Mas não mais que isso. “A gente não tem a intenção de gastar o negócio, de virar uma banda como o Plap. A idéia é focalizar mesmo na época do carnaval, fazer apresentações esporadicamente e só, porque desgasta, fica massacrante como foram o axé e o pagode”, explica CA. “Não queremos que ninguém vire músico do Monobloco. Este é um momento único, em que a gente se reúne com o objetivo de fazer uma história diferente. E é legal porque cada um pode mostrar o seu trabalho solo dentro do bloco também”, emenda Celso Alvim.
Ainda restrito ao Rio, o Monobloco quer que seu som conquiste todo o Brasil, mas sem virar uma febre nacional. “Eu costumo dizer que a monocultura estraga a terra, e a diversidade fortalece”, dispara Pedro Quental. “De mono, aqui, só o bloco”, faz coro Pedro Luis.



Veja mais:


   Disco:  Monobloco 2002
     Ficha técnica, faixas e compositores





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