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  Palavras e melodias em voz e violão

Divulgação
Moacyr Luz e o violão que o acompanha no CD acústico em que interpreta suas composições e músicas de terceiros
Por Marcos Paulo Bin
20/09/2005

A primeira face do músico carioca Moacyr Luz revelada ao público foi a de compositor, quando, em 1979, a cantora Lana Bittencourt gravou uma de suas canções, Eu Me Descubro. Aos poucos foram desabrochando o violonista, o cantor e o intérprete, até que em 1988 Moacyr gravou o primeiro disco, que levava seu nome.

Nos últimos 17 anos não vieram muitos outros discos, porém sobraram canções antológicas, parcerias regadas a amizade e boemia, declarações de amor rasgadas ao Rio de Janeiro e histórias para contar. Tudo isso está reunido no novo trabalho de Moacyr Luz, Violão & Voz (Deckdisc).

Muito mais do que uma retrospecção da carreira, o CD apresenta um Moacyr Luz multifacetado, longe do estigma de sambista ou de compositor. Sozinho com seu violão, o artista relê algumas de suas canções mais conhecidas, mas também presta um tributo aos parceiros e aos grandes compositores da música brasileira.

“Essa possibilidade de fazer um disco acústico permitiu que eu desnudasse as minhas harmonias. Não queria chamar a atenção para um ‘violonista virtuose', mas fazer com que as palavras e as melodias corressem juntas”, conta Moacyr.

Embora seja melodista, ou talvez por causa disso, Moacyr Luz valoriza muito as palavras. Não é à toa que seu parceiro mais constante é o poeta Aldir Blanc, conhecido também pelas parcerias com João Bosco e Guinga. Das 13 faixas de Violão & Voz, nove foram feitas pelos dois, sendo uma delas, Saudades da Guanabara, composta também por Paulo César Pinheiro.

“Moro no prédio do Aldir há 20 anos. Somos daqueles amigos que vão na casa do outro quando acaba o açúcar. Nossas músicas falam do cotidiano, são diferentes das que ele compôs com outros parceiros. Conseguimos criar uma identidade”, diz Moacyr, que dedica o CD ao violonista Hélio Delmiro e a Aldir Blanc, a quem agradece por ter aprendido a ouvir e falar musicalmente.

Entre as parcerias de Moacyr Luz com Aldir Blanc gravadas no disco, estão os sambas Brasil e Holanda, Só Dói Quando Eu Rio, Medalha de São Jorge e Anjo da Velha Guarda, entre outros. Uma das músicas, no entanto, pouca gente desconfia ser obra dos dois: Coração do Agreste, grande sucesso como tema da novela “Tieta”, na voz de Fafá de Belém. É a música que abre o CD, cantada e tocada como uma lenta e introspectiva balada por Moacyr.

“Eu nunca me via, em disco nenhum, cantando essa música. Foi mais uma possibilidade que este CD proporcionou. Procurei trazê-las para a intimidade do botequim”, relata o músico, que também assina uma canção em parceria com Hermínio Bello de Carvalho, Contradigo.

O sambista apresenta o lado intérprete reverenciando Cartola. Do compositor mangueirense, Moacyr Luz relê os clássicos Feitio de Oração (com Vadico), Acontece, Não Quero Mais Amar a Ninguém (com Zé da Zilda e Carlos Cachaça) e Alvorada (com Carlos Cachaça e Hermínio Bello de Carvalho). As duas últimas aparecem em pot-pourri com Cachaça, Árvore e Bandeira, da dupla Moacyr-Aldir.

Projetos para novos discos

Desde 2001, com o CD Na Galeria, Moacyr Luz vem gravando de dois em dois anos. Em 2005, além de Violão & Voz, ele dividiu com o grupo Água de Moringa o álbum A Sedução Carioca do Poeta Brasileiro, lançado inicialmente numa tirada limitada, como material de promoção de uma empresa, e recentemente distribuído pela Lua Music.

Empolgado com o lançamento de Violão & Voz, Moacyr Luz quer dar continuidade à carreira de cantor.

“Não dá para viver só de direito autoral. E também foi me dando prazer cantar minhas músicas. A veiculação é difícil, mas um disco está puxando o outro”, comemora Moacyr, que tem pelo menos dois discos guardados na manga: o registro de um show que faz às segundas-feiras num bar carioca, acompanhado de Paulão 7 Cordas, e um CD em homenagem à Mangueira.

As rádios podem não se importar, mas quem admira a boa música brasileira vai gostar se esses e outros projetos saírem do papel. E olha que é muita gente...



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   Disco:  Violão & Voz
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