Busca

O UNIVERSO MUSICAL
Quem Somos
Expediente
Cadastro
Publicidade
Fale Conosco
LINKS EXTERNOS
Blog
Universo Produções
Site Marcos Bin
Orkut
MySpace
Enquete
Você é a favor do ensino obrigatório de música nas escolas, como defendem alguns artistas? Acesse nosso blog e dê sua opinião!
  Entrevista com Daniel: “meu estilo é questão de gosto, e não de mercado”

Divulgação
Lançando um CD com músicas de raiz, Daniel afirma que adotou o caminho do romantismo por gosto, e não imposição do mercado. “Desde quando comecei com o João Paulo, eu nunca deixei minhas raízes sertanejas”, ressalta

Por Marcos Paulo Bin
21/07/2005

Confira outros momentos da entrevista com Daniel, em que o cantor dá mais detalhes sobre o projeto Meu Reino Encantado III e fala da carreira.

Os discos da série Meu Reino Encantado são trabalhos paralelos ou você encara como discos de carreira?

Esse projeto é a realização de um sonho. Apesar de, profissionalmente, ele ser enquadrado como projeto paralelo, pessoalmente eu tenho esses discos como parte da minha carreira. Pretendo dar continuidade a isso, gravar outras edições. Seria um prazer.

Esses projetos têm a mesma repercussão, em mídia e em vendas, que seus trabalhos românticos?

Ele tem nos surpreendido muito com relação às vendas, que ficaram acima das nossas expectativas. Com relação à mídia, acho que ela é muito aberta a este tipo de projeto, uma vez que resgata as nossas raízes e traz alguns artistas, meus ídolos da música sertaneja, que têm uma grande contribuição para o gênero, além de grandes talentos que estão disparados nas paradas de sucesso.

O CD mostra seu gosto pela música sertaneja “de raiz”, mas sua carreira é marcada pela música romântica. Por que você optou por esse caminho? Somente por questões de mercado ou por gosto pessoal?

Minha carreira é marcada pela musica romântica, mas desde o início, desde quando comecei com o João Paulo, eu nunca deixei minhas raízes sertanejas, sempre cantei e gravei músicas raiz. Por outro lado, também canto as musicas românticas porque sou um romântico na minha essência. Certamente, o meu estilo é questão de gosto, e não de mercado.

Você acha que poderia ter obtido o sucesso que tem hoje se tivesse optado pela música de raiz? Ou seja, acha que, mercadologicamente falando, há espaço para se viver desse tipo de música ou é preciso gravar canções de maior apelo comercial e popular para ser bem-sucedido?

Todo gênero musical tem seu público, e é bom para o artista se ele consegue agradar a vários segmentos. É difícil saber o que teria acontecido se eu tivesse partido para uma única linha, a sertaneja raiz, não dá para prever. Mas a música raiz tem um grande público, é um segmento muito grande. E tudo que é feito com o coração tem uma possibilidade muito maior de dar certo.

O que este terceiro disco tem de diferente em relação aos dois anteriores?

Cada disco do projeto tem um significado especial. O primeiro volume marcou pela estréia, pela realização de um sonho meu e do João Paulo. Já o segundo é uma homenagem a Tião Carreiro e Pardinho, já que as canções gravadas eram da dupla. Eu tive o privilégio de cantar com o Pardinho para este projeto; foi a última música gravada por ele, antes de falecer. Este terceiro disco mostra um amadurecimento do projeto, e tive o prazer de produzi-lo ao lado do Mário Campanha. Cada um tem uma história diferente.

Quais foram os critérios para escolher os convidados: amizade, admiração, vontade de dar chance a novos talentos? Quem você destaca no disco, que mais o surpreendeu no estúdio?

Certamente, amizade e admiração, já que são todos profissionais escolados da música nacional e, no caso da Perla, internacional. Mas cada música que nós íamos selecionando já tinha a “cara” daquele convidado, e assim fomos montando o repertório. A emoção de cada um no estúdio é única. Então eu não destacaria um, mas sim elegeria todos por suas reações surpreendentemente positivas ao meu convite.

Como você participa da concepção de seus discos? Há algum cuidado especial quando se trata desta série?

Eu participo desde a escolha do repertório até a finalização do trabalho. Gosto de estar perto, me intero das coisas, tenho um certo conhecimento com relação ao gênero. Mas todos os discos requerem cuidado especial, e para os discos normais, de carreira, eu recebo sempre muitas composições para analisar. No caso desta série Meu Reino Encantado, há uma pesquisa para a escolha do repertório.

Você escuta, tem em casa, os discos originais com essas músicas? A maior parte de sua discoteca é de música sertaneja “de raiz” ou há espaço para outras coisas?

É claro que, como cantor, eu sou eclético, gosto de tudo um pouco, e tenho sim muitos desses discos em casa. Gosto muito de ouvir música raiz, mas eu ouço muitos estilos. Cada momento pede uma música.

Hoje, poucos artistas sertanejos começam cantando músicas de raiz. O costume é partir logo para a música romântica. Como você encara isso?

Acho que isso depende muito do gosto do artista. Conheço muita gente nova que é apaixonada pela música sertaneja raiz, e isso me orgulha muito, pois mostra que o nosso país honra as suas origens. Talvez a música romântica seja um caminho mais usual, mas ainda há muita gente de peso fazendo uma boa moda de viola.


Veja mais:


  Sertanejo de verdade
   Disco:  Meu Reino Encantado III
     Ficha técnica, faixas e compositores

Resenhas relacionadas:

  Meu Reino Encantado III
  Em Qualquer Lugar do Mundo

 
Graça Music anuncia novidades à imprensa

Grupo Toque no Altar nos Estados Unidos

Metade do Pink Floyd em disco ao vivo de David Gilmour

Oasis mantém o (bom) padrão com Dig Out Your Soul
 
Confira outras matérias
desta seção
 

 

       

 
 
Copyright 2002-2008 | Universo Musical.
É proibida a reprodução deste conteúdo sem autorização escrita ou citação da fonte.
 
Efrata Music Editora Marcos Goes Marcelo Nascimento Dupla Os Levitas Universo Produções