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  B Negão adere ao movimento

B Negão lançou em novembro de 2003 seu 8º disco, Enxugando Gelo. O nome do CD, segundo ele, retrata as dificuldades enfrentadas por aqueles que não fazem parte do “mainstream” para trabalhar com música

Por Marcos Paulo Bin

Um dos artistas do cenário independente mais respeitados do “mainstream”, o rapper carioca B Negão esteve na Praça XV, no dia 1º de junho, para aderir ao movimento pelas rádios comunitárias e contra o jabá. Ele foi a atração principal de um show que contou, principalmente, com bandas da cena indie niteroiense.

Prestes a completar 15 anos de estrada, B Negão já enfrentou na pele o problema vivido pela Pop Goiaba. Junto com um amigo, ele foi dono de uma rádio comunitária em Irajá, subúrbio carioca, que foi fechada pela Anatel. “Posso garantir que a experiência não é nada boa. Estou sempre à disposição de movimentos como este”, disse o rapper.

Mesmo tocando e gravando constantemente com grandes nomes da música brasileira, B Negão, como todo artista independente, sempre enfrentou dificuldades para tocar em rádio. Mas ele garante que não foi à Praça XV por motivos pessoais. “Não sou só eu o prejudicado, mas 90% da cultura brasileira. Não estou aqui por causa própria, mas porque essa situação é ridícula. Hoje muitos artistas vão às rádios com seus CDs pedindo um espaço, querendo que elas toquem algo diferente dos 10 ou 15 que estão o tempo todo na programação porque as gravadoras pagam uma grana pra isso, como se estivessem pedindo um favor. Não é favor nenhum. Os caras têm uma concessão pública. Eles têm que tocar, não podem cobrar. Isso é caixa 2, é uma máfia sinistra, bizarra”, afirma o cantor.

B Negão vai além, lembrando das origens das concessões para as rádios e criticando os veículos de comunicação. “As concessões foram todas feitas na época da ditadura militar, tudo em troca de voto, reeleição etc. As rádios livres são as que tocam a verdade, mesmo, e são combatidas. Enquanto isso, as rádios que tocam a mentira geral têm uma concessão pública como se fosse privada. Você olha a Transamérica, a Cidade e diz: ‘Legal. A rádio é dos caras.’ E não é, é uma concessão pública. Tem muita coisa rolando no Brasil, e você acha que não está acontecendo nada, porque fica ouvindo uma rádio que só toca o que as gravadoras querem. Essa é uma discussão que fica no subterrâneo, porque o grande público nunca toma conhecimento. Afinal, todos os grandes jornais têm suas rádios e participam desse esquema.”

Enxugando gelo

B Negão lançou seu mais recente CD, o oitavo de sua carreira, em novembro de 2003. Apesar dos boicotes das rádios cariocas, ele diz que tem conseguido quebrar barreiras que pareciam intransponíveis. “Minhas músicas estão tocando em várias rádios do Brasil, porque as pessoas estão pedindo tanto que não tem como não tocar. Aqui no Rio não interessa se pedem – não paga, não toca. Faço música porque gosto. Graças a Deus consigo sobreviver apesar de todos esses boicotes. Acabei de voltar de Barcelona, onde fiz dois shows lotados”, conta ele.

O nome do disco de B Negão? Enxugando Gelo. “É o que todos nós aqui fazemos todos os dias”, disse ele, rindo.


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